<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: Sowell por Kamel: O Preto no Branco</title>
	<atom:link href="http://spiritosanto.wordpress.com/2009/06/28/sowell-por-kamel-o-preto-no-branco/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://spiritosanto.wordpress.com/2009/06/28/sowell-por-kamel-o-preto-no-branco/</link>
	<description>Linguagem, Sociedade e Cultura</description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 Dec 2009 17:54:31 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
		<item>
		<title>Por: Spirito</title>
		<link>http://spiritosanto.wordpress.com/2009/06/28/sowell-por-kamel-o-preto-no-branco/#comment-180</link>
		<dc:creator>Spirito</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 18:11:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://spiritosanto.wordpress.com/?p=1987#comment-180</guid>
		<description>Se você chegou até aqui ainda pensando que este é apenas mais um artigo sobre racismo, enganou-se redondamente. Acerte o foco lendo isto:

&lt;em&gt;&quot;&lt;strong&gt;Conteúdos ideológicos da nova direita no município de São Paulo: análise de surveys&lt;/strong&gt;&quot;
&lt;strong&gt;Maria Teresa Gonzaga Alves&lt;/strong&gt; / Mestre em Sociologia - USP

...Desde meados dos anos 70, vários países do mundo ocidental experimentaram uma notável revitalização da direita no espectro político partidário. Os governos de Margaret Thatcher, na Inglaterra, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, iniciados em 1979 e 1980, respectivamente, são considerados os marcos iniciais desse  fenômeno. Ao longo da década seguinte, vitórias de partidos conservadores foram registradas em outros países da Europa Ocidental e, após o colapso do comunismo na Europa Oriental e na União Soviética, de 1989 a 1991, reformas neoliberais varreram também o mundo pós-comunista.

Nos anos 90, os partidos conservadores somaram mais vitórias do que derrotas em países que viveram anos sob governos social-democratas, como a França e a Espanha. Na América Latina, a onda neoliberal chegou a partir do final dos anos 80, junto com os governos Alberto Fujimori, no Peru, Carlos Menem, na Argentina, Carlos Salinas, no México, e Fernando Collor, no Brasil (Anderson, 1995). Essa tendência sugere a existência de uma tangível sensibilidade por parte da sociedade aos argumentos defendidos por esta ideologia, pelo menos até onde os resultados eleitorais revelam o que as pessoas desejam.

A revitalização da direita não se manifesta apenas pelo êxito do programa neoliberal em diversas partes do mundo. Uma onda de conservadorismo social constitui a outra faceta da nova direita no mundo contemporâneo. Parece haver um paralelo entre a ofensiva neoliberal e uma simétrica barbarização da vida societária, com os problemas do desemprego, da exclusão social, das várias formas de preconceito (racial, cultural, sexual, religioso etc.) e da escalada da violência em grande parte do mundo capitalista. As soluções conservadoras são as que mais se beneficiam nesse cenário.

A partir de meados dos anos 90, houve um reverso nessa tendência, com vitórias de partidos social-democratas nos países centrais da Europa fechando um ciclo que marcou os anos 80 como a &quot;era do conservadorismo&quot; (Cueva,1989). No entanto, nada indica que a nova direita tenha perdido sua força. Em todo o mundo, as políticas de privatização e de desregulamentação estão na ordem do dia. A recente ascensão da extrema direita ao poder na Áustria  surpreendeu a Europa e foi seguida por manifestações contrárias em vários países daquele continente.

A nova direita, assim como a direita, é um fenômeno plural (Bobbio, 1995). O rótulo &quot;nova direita&quot; tem sido empregado genericamente para se referir a partidos políticos, políticas públicas, movimentos culturais e círculos de debates acadêmicos. Algumas das vertentes desse mosaico da direita renovada são La Nouvelle Droite – a nova direita francesa – (Taguieff, 1990 e 1993-94), The New Right – a nova direita norte-americana – (Hunter, 1991; Mouffe, 1981), The New Christian Right – a nova direita cristã nos Estados Unidos – (Hunter, op. cit.; Smith, 1992), o neoconservadorismo (Habermas, 1989; Giddens, 1994), o neoliberalismo (Anderson, op. cit.; Giddens, op. cit.) e a extrema direita (Ignazzi, op. cit.; Ignazi &amp; Ysmal, 1992; Mudde, 1995, Jackman &amp; Volpert, 1996). As fronteiras entre elas nem sempre são muito bem definidas, pois as vertentes da nova direita se inspiram umas nas outras, reagem umas sobre as outras, misturam-se, mas também se afastam. 

Em comum há a crítica ao modelo igualitário erigido no segundo pós-guerra nas democracias liberais. De uma forma geral, as correntes da nova direita querem repensar e propor novos parâmetros para as sociedades capitalistas avançadas frente à crise do Estado de Bem-Estar, seja através da justificativa teórica do antiigualitarismo ou de propostas de cortes nas políticas de bem-estar social.

A transposição do debate internacional para o Brasil revela novas e grandes complexidades. Primeiro, porque aqui a nova direita é uma construção teórica, pois não há partidos políticos, grupos para a defesa de interesses específicos ou círculos acadêmicos que se auto-nomeiem como tal. Aliás, nem como de direita simplesmente, porque no Brasil os que se encontram à direita no espectro político geralmente se apresentam publicamente como liberais ou conservadores (Martins, 1987). 

Portanto, falar em nova direita no Brasil é antes se referir ao conteúdo programático de partidos políticos, ou à retórica e à forma de atuação política de alguns setores específicos da sociedade que se diferenciam dos paradigmas da &quot;velha direita&quot; (apesar de grande parte dos principais personagens da &quot;nova direita&quot; terem emergido do interior desta última) do que propriamente a um projeto institucionalmente estabelecido... (Souza, 1992).&quot;&lt;/em&gt;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se você chegou até aqui ainda pensando que este é apenas mais um artigo sobre racismo, enganou-se redondamente. Acerte o foco lendo isto:</p>
<p><em>&#8220;<strong>Conteúdos ideológicos da nova direita no município de São Paulo: análise de surveys</strong>&#8221;<br />
<strong>Maria Teresa Gonzaga Alves</strong> / Mestre em Sociologia &#8211; USP</p>
<p>&#8230;Desde meados dos anos 70, vários países do mundo ocidental experimentaram uma notável revitalização da direita no espectro político partidário. Os governos de Margaret Thatcher, na Inglaterra, e de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, iniciados em 1979 e 1980, respectivamente, são considerados os marcos iniciais desse  fenômeno. Ao longo da década seguinte, vitórias de partidos conservadores foram registradas em outros países da Europa Ocidental e, após o colapso do comunismo na Europa Oriental e na União Soviética, de 1989 a 1991, reformas neoliberais varreram também o mundo pós-comunista.</p>
<p>Nos anos 90, os partidos conservadores somaram mais vitórias do que derrotas em países que viveram anos sob governos social-democratas, como a França e a Espanha. Na América Latina, a onda neoliberal chegou a partir do final dos anos 80, junto com os governos Alberto Fujimori, no Peru, Carlos Menem, na Argentina, Carlos Salinas, no México, e Fernando Collor, no Brasil (Anderson, 1995). Essa tendência sugere a existência de uma tangível sensibilidade por parte da sociedade aos argumentos defendidos por esta ideologia, pelo menos até onde os resultados eleitorais revelam o que as pessoas desejam.</p>
<p>A revitalização da direita não se manifesta apenas pelo êxito do programa neoliberal em diversas partes do mundo. Uma onda de conservadorismo social constitui a outra faceta da nova direita no mundo contemporâneo. Parece haver um paralelo entre a ofensiva neoliberal e uma simétrica barbarização da vida societária, com os problemas do desemprego, da exclusão social, das várias formas de preconceito (racial, cultural, sexual, religioso etc.) e da escalada da violência em grande parte do mundo capitalista. As soluções conservadoras são as que mais se beneficiam nesse cenário.</p>
<p>A partir de meados dos anos 90, houve um reverso nessa tendência, com vitórias de partidos social-democratas nos países centrais da Europa fechando um ciclo que marcou os anos 80 como a &#8220;era do conservadorismo&#8221; (Cueva,1989). No entanto, nada indica que a nova direita tenha perdido sua força. Em todo o mundo, as políticas de privatização e de desregulamentação estão na ordem do dia. A recente ascensão da extrema direita ao poder na Áustria  surpreendeu a Europa e foi seguida por manifestações contrárias em vários países daquele continente.</p>
<p>A nova direita, assim como a direita, é um fenômeno plural (Bobbio, 1995). O rótulo &#8220;nova direita&#8221; tem sido empregado genericamente para se referir a partidos políticos, políticas públicas, movimentos culturais e círculos de debates acadêmicos. Algumas das vertentes desse mosaico da direita renovada são La Nouvelle Droite – a nova direita francesa – (Taguieff, 1990 e 1993-94), The New Right – a nova direita norte-americana – (Hunter, 1991; Mouffe, 1981), The New Christian Right – a nova direita cristã nos Estados Unidos – (Hunter, op. cit.; Smith, 1992), o neoconservadorismo (Habermas, 1989; Giddens, 1994), o neoliberalismo (Anderson, op. cit.; Giddens, op. cit.) e a extrema direita (Ignazzi, op. cit.; Ignazi &amp; Ysmal, 1992; Mudde, 1995, Jackman &amp; Volpert, 1996). As fronteiras entre elas nem sempre são muito bem definidas, pois as vertentes da nova direita se inspiram umas nas outras, reagem umas sobre as outras, misturam-se, mas também se afastam. </p>
<p>Em comum há a crítica ao modelo igualitário erigido no segundo pós-guerra nas democracias liberais. De uma forma geral, as correntes da nova direita querem repensar e propor novos parâmetros para as sociedades capitalistas avançadas frente à crise do Estado de Bem-Estar, seja através da justificativa teórica do antiigualitarismo ou de propostas de cortes nas políticas de bem-estar social.</p>
<p>A transposição do debate internacional para o Brasil revela novas e grandes complexidades. Primeiro, porque aqui a nova direita é uma construção teórica, pois não há partidos políticos, grupos para a defesa de interesses específicos ou círculos acadêmicos que se auto-nomeiem como tal. Aliás, nem como de direita simplesmente, porque no Brasil os que se encontram à direita no espectro político geralmente se apresentam publicamente como liberais ou conservadores (Martins, 1987). </p>
<p>Portanto, falar em nova direita no Brasil é antes se referir ao conteúdo programático de partidos políticos, ou à retórica e à forma de atuação política de alguns setores específicos da sociedade que se diferenciam dos paradigmas da &#8220;velha direita&#8221; (apesar de grande parte dos principais personagens da &#8220;nova direita&#8221; terem emergido do interior desta última) do que propriamente a um projeto institucionalmente estabelecido&#8230; (Souza, 1992).&#8221;</em></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Spirito</title>
		<link>http://spiritosanto.wordpress.com/2009/06/28/sowell-por-kamel-o-preto-no-branco/#comment-179</link>
		<dc:creator>Spirito</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 18:07:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://spiritosanto.wordpress.com/?p=1987#comment-179</guid>
		<description>Como se pode ver &lt;a href=&quot;http://www.ifcs.ufrj.br/~observa/bibliografia/artigos_jornais/LiliaMoritzSchwarcz.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, Sowell exerce um particular fascínio na intelectualidade acadêmica brasileira (por isto ou por aquilo. majotitaria e predominantemente branca, como se sabe) perplexa com a tão intensa discussão do racismo no Brasil, no momento tendo o seu debate encastelada nesta controversa frente das cotas raciais.
A fornecer foros de seriedade intelectual ao trabalho de Sowell, dando-lhe o status de referencia ideal para os anti cotista, o fato dele ser negro.
Nunca é demais repetir contudo (é preciso não se esquecer onde mora o perigo): Sowell é um proeminente e mui ativo militante do mais arraigado conservadorismo direitista norte americano. Talvez seja por esta ótica que se deve ler as suas teses e a de seus adeptos tupiniquins.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Como se pode ver <a href="http://www.ifcs.ufrj.br/~observa/bibliografia/artigos_jornais/LiliaMoritzSchwarcz.htm" rel="nofollow">aqui</a>, Sowell exerce um particular fascínio na intelectualidade acadêmica brasileira (por isto ou por aquilo. majotitaria e predominantemente branca, como se sabe) perplexa com a tão intensa discussão do racismo no Brasil, no momento tendo o seu debate encastelada nesta controversa frente das cotas raciais.<br />
A fornecer foros de seriedade intelectual ao trabalho de Sowell, dando-lhe o status de referencia ideal para os anti cotista, o fato dele ser negro.<br />
Nunca é demais repetir contudo (é preciso não se esquecer onde mora o perigo): Sowell é um proeminente e mui ativo militante do mais arraigado conservadorismo direitista norte americano. Talvez seja por esta ótica que se deve ler as suas teses e a de seus adeptos tupiniquins.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
