Batendo em cachorro morto Post #01 – A “Escolinha do prof. Kamel.

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Kamel: Qualquer semelhança é mera coincidência

Kamel: Qualquer semelhança é mera coincidência

Estudante branco e pobre é condenado”

“A cor da pele agora é uma questão institucional no Brasil”

Por Ali Kamel (sim, sim!) em editorial de ‘O Grobo”/ Publicado: 28/04/12 – 5h00

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Bem, para quem não está ligado uma informação chave: Os editoriais de “O Grobo’ em muitos casos ligados á questões raciais – e com toda certeza neste – são escritos pelo editor do jornal Ali Kamel. É fácil identificar. O estilo dele é raso, primário. Os textos são ginasianos e a argumentação frouxa e claudicante.

Como o texto não pode ser reescrito sem autorização e o articulista autor não vai autorizar mesmo, escrevo por mim mesmo em entrelinhas assinadas então:

(Calma seu “O Grobo”…Licença, marráio! Isto é apenas um longo comentário. A bronca, por enquanto ainda é livre. Não mando pa coluna de cartas de vocês porque a censura lá é muito pesada.)

(Começo logo rindo às gargalhadas):

Estudante… ‘branco’ “? Como assim? Mas, você, Kamel não dizia que não existiam raças? 

_Kkkkkkkk!

…Aprovadas por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento de uma ação sobre a aplicação do sistema pela Universidade de Brasília (UnB), as cotas raciais são um fato. Mas continua necessário discutir suas implicações. O fato é consumado, mas não seus desdobramentos. Não cabe ir contra a decisão judicial — em nenhuma hipótese, sob o risco de o estado de direito ser alvejado. Pertinente é discutir a execução da sentença. Mesmo que ela fosse em sentido contrário, contra as cotas.

É simbólica a reação de grupos indígenas ao veredicto. Se fica fácil chegar ao status de “estudante universitário”,sem considerar, no devido peso, o mérito escolar,é compreensível que etnias e “raças” queiram também um passaporte especial para embarcar nesta viagem rumo a uma suposta vida de sucesso profissional, independentemente de aptidões pessoais.Vende-se um sonho, como se não existisse a seleção do mercado de trabalho.”

Kkkkkkk” #01:

Todo o discurso de Ali Kamel, para quem não sabe é baseado em sofismas, ou seja, afirmações que apenas parecem corretas, mas que são erradas porque partem de premissas falsas, enganosas, grosseiramente mentirosas. E isto é anti jornalismo em todos os termos.

O mérito escolar”aludido por Kamel, por exemplo, é um sofisma claro. A afirmativa supõe que a escola privada e os cursos pré vestibulares de elite, realmente vendem saberes universais, formam seres mais inteligentes e preparados para ingressar na universidade. Ora, a premissa é claramente falsa. Esta parte de nosso sistema de ensino é, por excelência um mecanismo elitista de exclusão e reserva de mercado para uns poucos, caracterizado por um rede de ensino que barra economicamente a maior parte da população (que não por acaso é‘de cor’) a partir da venda de certos conteúdos pedagógicos usados como códigos de acesso (vestibulares).

O que os exames vestibulares clássicos avaliam não é, absolutamente o ‘mérito escolar’. Eles avaliam o domínio destes tais ‘códigos de acesso’. Quem pagou para dominar as chaves deste acesso, passa, muda de fase e ingressa na universidade.

A insidiosidade cínica deste sistema fica muito evidente quando se observa que a taxa de ingresso de estudantes pobres – negros ou brancos – na universidade antes das cotas era praticamente zero. A elite branca tinha a faca e o queijo na mão. Controlava o acesso e ocupava as vagas de ensino superior da universidade pública fianaciada por todos nós. Parasitas do sistema, em suma.

A este respeito, observe-se também que este ínfimo contingente de estudantes ‘brancos pobres’ hoje supostamente ‘condenados’, ‘discriminados’, jamais foi identificado e defendido por falsos paladinos panacas feito o Kamel. Acrescente-se ainda que, em todos os casos de cotas na educação, uma taxa para o ingresso de estudantes ‘brancos’ pobres, alunos da rede pública, está sendo sempre prevista e preservada. Kamel mente, portanto. Muito cínico o argumento. Puro lixo conceitual e jornalístico.

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…O STF discorda que, ao se importar um modelo racialista de uma sociedade constituída sobre “ raças”, a americana, o Brasil, construído na miscigenaçãonão entender como ausência de racismo —, estará se inoculando vírus de tensões inexistentes na história nacional.Que tenha razão o Supremo. Torçamos.”

Kkkkkk! #02:

O Brasil não está ‘importando uma sociedade constituída sobre raças‘ agora. Fala sério! O Brasil Éuma sociedade racista. Ninguém mais tem dúvida disto. A ideia de que o Brasil foi “construído na miscigenação”é claramente uma falácia. É simples se constatar isto, exatamente no âmbito das taxas de ocupação de nossas universidades, majoritariamente ocupadas por ‘brancos‘. Kamel não explica porque a tal da ‘miscigenação‘ não aparece refletida nos bancos das universidades. Omite a informação crucial que desmonta seu raso argumento. Kamel mente.

É óbvio ululante também que esta conversa de que as cotas raciais inoculam vírus de tensões inexistentes na história nacional”- além de mentirosa, pois, estas tensões já existem – é claramente terrorismo barato. Proselitismo grosseiro e mal intencionado. De novo jornalismo marrom.

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É da ideologia do “politicamente correto” que decisões “políticas” resolvem intrincados problemas. As cotas derivam desta fonte. Bem intencionada,a proposta pressupõe que o passe livre para a entrada no ensino superior operará milagres, sem considerar o mérito acadêmico.Engano. A cor da pele não pode substituir o conhecimento”…

Kkkkkk! #03

Aqui o panaca deixa escorrer todo o seu veneno racista. “Mérito acadêmico’ é um conceito que nada tem a ver com cotas de ingresso na universidade. ‘Mérito acadêmico’ se adquire. As universidades é que têm a obrigação de preparar os seus alunos, venham eles de onde vierem.

Após o ingresso, com ou sem cotas, os estudantes são formados de maneira totalmente igualitária. Todos devem ser considerados aptos. As distorções metodológicas da universidade elitista e excludente de antes devem ser corrigidas e pronto. Óbvio que teremos um novo conceito de universidade no Brasil: A universidade mais democrática que será impactada e transformada irremediavelmente de dentro para fora também, a medida em que tivermos mestrandos negros, doutorandos negros, professores negros enfim. O jogo estará zerado para todos.

Logo supor que os que ingressaram sob o sistema de cotas raciais não têm ou não terão condições de acompanhar os demais é um preconceito grosseiro. Insinua que os cotistas seriam intelectualmente inferiores e que os antigos estudantes, beneficiados pelo sistema elitista anterior, maioria ‘branca‘ que foram, seriam, ‘geneticamente‘ superiores.

A ginasiana e piegas frase a cor da pele não pode substituir o conhecimento”é racista de doer. Sugere que os ‘negros‘ são incapazes de adquirir conhecimento, mesmo que ingressem numa universidade.

Ai que nojo!

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“…Oportuno comentário o da pesquisadora do Núcleo de Pesquisas Públicas da Universidade de São Paulo (USP) Eunice Durham: Você está tentando consertar a goteira do telhado, quando a casa está toda ruim. Em vez de reparar erros do passado, você dá cotas, que não reparam”. É certo. Apenas mascaram, de forma discriminatória, a baixa qualidade do ensino.

Mesmo nos Estados Unidos, onde as cotas se destacaram nas ações afirmativas, elas, por decisão da Suprema Corte tiveram sua ponderação reduzida nos programas de admissão de estudantes universitários.”

Kkkkkk! #04

Ali, imbecil ao quadrado, se vale aqui do sofisma da colega sei lá quemEunice Durham. A frase dela é um primor de non sense: …”em vez de reparar o passado…” (ou seja, admite a necessidade de reparação)…você dá cotas, que não reparam…” (ou seja, não fecha o argumento, pois não explica porque as cotas ‘não reparam’. Uma denúncia vazia). O sofisma dela repete o velho ramerrão de que é preciso aumentar a qualidade do ensino, pincipal bode expiatório dos neo racistas anticotistas.

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Criticar cotas raciais não deve ser interpretado como desconhecimento da realidade social e educacional do país, em quea grande massa de pessoas de baixa renda, de qualquer cor, continua a ter acesso apenas ao ensino público, quase sempre de nível deplorável.

Com as cotas,uma parcela dos jovens de baixa renda foi premiada, ganhou a sorte grande. O que fazer com o branco pobre? Este deve torcer para que as promessas oficiais de melhoria do ensino sejam cumpridas. Pelo ritmo de avanço dos programas de aprimoramento da escola pública, pelo menos parte de uma geração da “raça branca” de brasileiros de baixa renda foi condenada a não ascender ao ensino superior.

Kkkkkk! #05

Terrorismo barato. De novo. A qualidade do ensino no Brasil, não só no nível médio, mas na universidade também, nada tem a ver com as cotas raciais. Repetindo: as ações afirmativas na educação são muito abrangentes. Elas abrigam também pobres de qualquer ‘cor’ (cotas sociais já existem)

Só os mais tolos caem nesta esfarrapada mentira de Ali Kamel. A rigor, TODOS os jovens de baixa renda, negros ou brancos, estão abrigados nestas ações afirmativas. As chamadas ‘Cotas Sociais’, se universalidadas em detrimento das raciais, ajudariam, isto sim é a remendar o racismo, limitando ingresso de negros quase totalmente, pois, são eles que estão na base da pirâmide da exclusão. Para os racistas, as ‘cotas sociais’ eram um artifício de ceder os anéis para não perder os dedos.

Começaram a perder os dedos. Os dedos de Ali Kamel já doem.

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…”Aprovadas as cotas raciais, o problema da qualidade do ensino básico continua. E o branco pobre precisa se conscientizarda necessidade de ter melhor qualificação. A cor da pele agora é uma questão institucional no Brasil. É preciso conviver com ela eevitar as piores consequências.

Kkkkkk (meio assustado) # final

Como se sabe, o critério de cotas raciais apenas foca na parte mais crítica do sistema de educação vigente que exclui, flagrantemente as pessoas mais pobres que são, coincidentemente, em sua maioria pessoas ‘não brancas’ (‘negros‘ por suposto). Nenhuma ameaça a ordem social vigente. Pelo contrário, um sinal de congraçamento entre todos os brasileiros, pois trata-se apenas da democracia sendo exercida.

Ali não gosta de democracia? Claro que não! Pois vejam só que sintoma curioso:

Se Kamel repete sempre, como um mantra em seu discurso que não existem raças, que o Brasil é uma nação mestiça e tal e coisa, quem são estes ‘brancos‘ aí que ele se arvora em defender? Gente de Deus! Olha o rabo do racista de fora! Que pilantra!

E ainda se esconde como ‘editorialista fantasma’, colocando covardemente a culpa de seu racismo no jornal.

É vero. Aqui, por fim, as unhas sujas do Kamel racista fóbico aparecem. Prestem atenção que a expressão o branco pobre precisa se conscientizar da necessidade de ter melhor qualificaçãoé emblemática. Ali não fala aqui que TODOS precisam ter ‘melhor‘ qualificação. Tirou a máscara. Ele fala apenas dos brancos, colocados por ele como vítimas, como se a exortá-los a lutar contra o contexto que se configurou agora, com a aprovação das cotas raciais.

Reparem. Leiam de novo. O panaca anti jornalista, racista, dá uma de neo nazista aí e faz uma… ameaça velada, não é não?

Eu não disse?Eu não disse?Eu não disse?

Spírito Santo

Abril 2012

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~ por Spirito Santo em 28/04/2012.

3 Respostas to “Batendo em cachorro morto Post #01 – A “Escolinha do prof. Kamel.”

  1. Meu amigo,, teremos que conviver com esses racistas e seus discursos vazios, ainda longo tempo, mas, o que importa, é que essa batalha está vencida…continuemos, pois a guerra ainda não acabou!

  2. SHOW DE ARTIGO! AULA!

  3. Reblogged this on Mamapress and commented:
    Uma senhora negra de si me ensinou noutro dia:”Menino cudado com monstro moribundo. Sua cauda é grande e bate mortalmente”.

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