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	<title>Spirito Santo &#187; Texto teatral</title>
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		<title>Spirito Santo &#187; Texto teatral</title>
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		<title>EXU CHIBATA &#8211; qual cisne branco em noite de lua</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 11:11:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Spirito Santo</dc:creator>
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(Na foto João Cândido é conduzido preso por um oficial da polícia &#8211; atentem para o sorriso orgulhoso de João diante da atenção dos populares em torno, expressando abertamente a sua admiração para com o &#8216;Almirante Negro&#8217;)
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;
Em 2010 se comemorará 100 anos de um dos incidente mais importantes de nossa história: A Revolta da Chibata, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spiritosanto.wordpress.com&blog=858935&post=24&subd=spiritosanto&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"></a><a rel="license" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.5/br/"><br />
<img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" /></p>
<p><a href="http://spiritosanto.files.wordpress.com/2009/12/joao-candido-preso.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2789" title="João Cândido preso" src="http://spiritosanto.files.wordpress.com/2009/12/joao-candido-preso.jpg?w=418&#038;h=322" alt="" width="418" height="322" /></a></p>
<p>(<em>Na foto João Cândido é conduzido preso por um oficial da polícia &#8211; atentem para o sorriso orgulhoso de João diante da atenção dos populares em torno, expressando abertamente a sua admiração para com o &#8216;Almirante Negro&#8217;</em>)</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Em 2010 se comemorará 100 anos de um dos incidente mais importantes de nossa história: A <strong>Revolta da Chibata</strong>, rebelião de marinheiros ocorrida em 1910, liderada, entre outros por João Cândido Felisberto, timoneiro do maior navio de guerra do Brasil na época e conhecido popularmente como o &#8216;<strong>Almirante Negro</strong>&#8216;.</p>
<p>É bastante provável que as comemorações deste fato tão empolgante &#8211; e tão significativo para a afirmação da nossa democracia -  empolguem o país inteiro, de norte a sul, marcando o reconhecimento definitivo e inquestionável de <strong>João Cândido Felisberto</strong> como um dos mais importantes heróis da nossa pátria Brasil.</p>
<p>A montagem da peça Teatral resenhada abaixo por seu próprio autor, inspirada neste empolgante acontecimento histórico bem que poderia ser um destes eventos.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><a title="http://www.overmundo.com.br/banco/exu-chibata-qual-cisne-branco-em-noite-de-lua" href="http://">Exu Chibata </a>é uma peça teatral escrita em 1994 que tem como proposta principal o estabelecimento de um diálogo estético e dramatúrgico entre algumas das linguagens e mídias mais em voga na época em que se passa a ação do espetáculo (início do século 20, entre 1904 e 1910) época de grande efervescência cultural e artística contrapontuada por grandes conflitos sociais.</p>
<p>O eixo dramático principal da peça envolve os incidentes ligados a chamada Revolta da Chibata, comandada por João Cândido Felisberto (o &#8216;Almirante Negro&#8217;) contextualizada neste conturbado período no qual, enquanto no Brasil se tentava afirmar a ferro e fogo o regime republicano recém proclamado, o mundo europeu começava a se agitar com as graves divergências que culminariam com a sangrenta primeira guerra mundial.</p>
<p>A epoca é também marcada fortemente pelo doloroso processo de transição das relações sociais na cidade do Rio de Janeiro, na qual uma imensa massa populacional negra, ainda mal refeita da escravidão abolida há apenas uma década, começava já a experimentar as insidiosas restrições do recém inventado racismo.</p>
<p>Os aspectos principais, referentes a proposta estética sugerida para o espetáculo, estão ligados também aos elementos mais aparentes da chamada Belle Époque, do Cinema Mudo, da Mímica e da Pantomima (linguagens que inserem o espetáculo no âmbito de um teatro essencialmente imagético, no qual as falas não são exatamente fundamentais).</p>
<p>Neste mesmo sentido primordialmente imagético, a proposta tenta se associar também a certas formas e maneirismos do Circo convencional e do popularíssimo Circo-teatro (forma implantada no Brasil por atores e palhaços geniais como Benjamim de Oliveira e Eduardo das Neves). São importantes também a utilização de certas soluções cênicas baseadas nas estéticas mais evidentes do carnaval de rua do Rio de Janeiro, nos rituais do Candomblé e na obra do artista plástico e ex-marujo Arthur Bispo do Rosário.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><a href="http://spiritosanto.files.wordpress.com/2007/01/joao-candido16.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2780" title="JOão Candido16" src="http://spiritosanto.files.wordpress.com/2007/01/joao-candido16.jpg?w=475&#038;h=289" alt="" width="475" height="289" /></a></p>
<p>EXU CHIBATA &#8211; Qual cisne Branco em noite de lua (leia texto integral <a href="http://www.overmundo.com.br/banco/exu-chibata-qual-cisne-branco-em-noite-de-lua">neste link</a>)</p>
<p>Peça Teatral de Spirito Santo</p>
<p>Registro Biblioteca Nacional 2349087 / 1994</p>
<p>Rio de Janeiro 1994</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>(Leia a íntegra no DOWNLOAD em <a href="http://www.overmundo.com.br/banco/exu-chibata-qual-cisne-branco-em-noite-de-lua">www.overmundo.com.br</a>)</p>
<p></a></p>
Posted in Texto teatral Tagged: Belle Epoque, Bota Abaixo, Castigos corporais, Cinema-Mudo, CircoTeatro, Exclusão-social, Hermes da Fonseca, João Cândido, Linguagem, Navio Satélite, Pantomima, Peça Teatral, PereiraPassos, racismo, República Velha, Resenha, Revolta da Vacina, Revolta-da-Chibata, Rondon, Teatro Negro <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/spiritosanto.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/spiritosanto.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/spiritosanto.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/spiritosanto.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/spiritosanto.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/spiritosanto.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/spiritosanto.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/spiritosanto.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/spiritosanto.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/spiritosanto.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spiritosanto.wordpress.com&blog=858935&post=24&subd=spiritosanto&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>AMK &#8211; Auto do Manoel Kongo</title>
		<link>http://spiritosanto.wordpress.com/2009/02/25/amk-auto-do-manoel-kongo/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 07:10:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Spirito Santo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Texto teatral]]></category>
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Escravos reais capturados em 1880-Desenho de Spírito Santo/1983 (nanquim sobre foto de autor anônimo) 

RESENHA
História, Teatro e Turismo cultural/Uma experiência
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;
Originalmente, o projeto de encenação do Auto do Manoel Kongo, foi concebido no contexto de um trabalho de ação cultural, desenvolvido junto com animadores culturais da Secretaria Especial de Programas Especiais do Estado do Rio de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spiritosanto.wordpress.com&blog=858935&post=32&subd=spiritosanto&ref=&feed=1" />]]></description>
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<p><!-- Grupos.com.br - Aqui termina a caixa de divulgação --></p>
<p><img alt="Creative Commons License" style="border-width:0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/2.5/br/88x31.png" /><br />
<em>Escravos reais capturados em 1880-Desenho de Spírito Santo/1983 (nanquim sobre foto de autor anônimo) </em><br />
<img src="http://spiritosanto.files.wordpress.com/2007/08/escravos-reais-copy.jpg?w=456&#038;h=456" alt="escravos-reais-copy" title="escravos-reais-copy" width="456" height="456" class="alignleft size-full wp-image-1212" /><br />
<strong>RESENHA<br />
</strong>História, Teatro e Turismo cultural/Uma experiência</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>Originalmente, o projeto de encenação do <em>Auto do Manoel Kongo</em>, foi concebido no contexto de um trabalho de ação cultural, desenvolvido junto com animadores culturais da Secretaria Especial de Programas Especiais do Estado do Rio de Janeiro, (Cieps), no âmbito dos municípios do Sul Fluminense (Vale do Rio Paraíba do Sul). Sob a orientação geral da musicóloga Cecília Conde e a inspiração do antropólogo Darcy Ribeiro, o programa de Animação cultural em Cieps, foi um formidável esforço de <a href="http://www.corpos.org/papers/transdiciplinaridade.html">arte educação </a>que abrangeu uma rede de centenas de escolas, entre os anos de 1982 e 1996.</p>
<p>Proposto pela coordenação de animação cultural da área (função que o autor desempenhava na ocasião) pretendeu-se com esta ação unir os esforços de diversas instituições oficiais, municipais, estaduais e federais, numa ampla ação, que servisse para estimular estratégias de <a href="http://www.aguaforte.com/antropologia/Peralta.html">turismo cultural</a> (a exemplo do que ocorre em cidades como <a href="http://www.novajerusalem.com.br/2008/">Nova Jerusalém</a>, no nordeste), talvez uma das poucas alternativas para a (na época) combalida economia desta região fluminense.</p>
<p>Assim, constatando-se ser o passado histórico, representado, entre outras coisas, pela bem preservada cultura tradicional da população local, a única herança pública deixada pela decadência em que o Vale mergulhou com o fim dos áureos tempos do café, buscou-se um tema que, conjugando o rico patrimônio histórico e arquitetônico das cidades do local, servisse de subsídio para a elaboração de um texto para um auto teatral, que pudesse ser encenado nas ruas de uma cidade da região.</p>
<p>Sem muita dificuldade, o coletivo de animadores culturais optou pela história do Quilombo de Manoel Kongo e pela cidade de Vassouras, palco deste que é, sem dúvida, o evento histórico mais importante e abrangente, ocorrido naquela região quando de seu apogeu e, talvez em todos os modorrentos tempos que se seguiram.</p>
<p>Por conta de diversos fatores e percalços, as circunstâncias da época (1996) acabaram por tornar inviável a primeira tentativa de montagem do espetáculo que, do ponto de vista artístico, já estava em fase bastante adiantada (ensaio geral)</p>
<p>Dentre estes percalços, além dos problemas apresentados, à última hora, pela empresa que produzia o evento, foram também significativos (embora não determinantes), os problemas encontrados para se sensibilizar os empresários e fazendeiros da região quanto à pertinência do conceito de ‘Turismo Cultural’ que defendíamos, que não omitia alusões óbvias ao passado escravocrata da cidade, que, não podendo ser omitidas da trama do espetáculo, por serem a sua chave dramatúrgica, de certo modo constrangiam a estratificação social da região, como no tempo de Manoel Kongo, ainda hoje quase que inalterada, com muito nomes de tradicionais famílias da aristocracia cafeeira, citados no texto do auto como escravocratas empedernidos no passado, figurando ainda no quadro de poder local em prefeituras, câmaras e secretarias.</p>
<p>Tendo o seu texto baseado nos autos de condenação de Manoel Congo, reproduzidos no livro ’Insurreição negra e Justiça’ de <a href="http://www.joaoluizpinaud.com/">João Luiz Duboc Pinaud</a> e outros autores, a encenação abortada, contou também com o inestimável apoio do pesquisador vassourense Paulo Mandaro, da arquiteta Isabel Rocha (diretora do Iphan da área), da direção do Ciep de Vassouras na época, além dos cerca de 30 animadores culturais da região que envolvia, além de Vassouras e entre outras, as cidades de Paraíba do Sul, Rio das Flores, Paracambi, Paty do Alferes, Barra do Piraí, Valença e Pinheiral.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>A Forma</strong></p>
<p>O Auto do Manoel Kongo foi escrito em 1996, especialmente para ser apresentado em cenários naturais, originalmente o perímetro urbano de Vassouras ou de outra cidade histórica qualquer, localizada no Vale do rio Paraíba do Sul, no estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>O roteiro do espetáculo obedece às condições gerais do espaço previsto para a encenação: Ruínas, sacadas de prédios históricos, trechos de rua, chafarizes ou quaisquer outros pedaços de passado preservado, que possam compor a cenografia (ou a geografia) do espetáculo.</p>
<p>O roteiro original propõe também a participação de grupos culturais da periferia da cidade (música e dança tradicionais) tanto no contexto dramático do espetáculo, quanto em eventos paralelos, à cargo de instituições e agentes culturais locais.</p>
<p>No elenco proposto, parcialmente, integrado por atores profissionais, está prevista também a participação de um número considerável de figurantes (não atores), recrutados entre a população local.</p>
<p>Como peça de divulgação (folder e programa) do espetáculo, o programa propõe a edição especial do tablóide fictício ‘ A Voz da Comarca’, a ser amplamente distribuído na região,a partir da semana que antecede ao espetáculo. Desta edição do tablóide (que reproduz um jornal do século 19), constará além da ficha técnica e demais informações sobre o espetáculo, peças de publicidade dos patrocinadores.</p>
<p>Para a véspera do espetáculo, também como estratégia para a divulgação do evento, o roteiro prevê a encenação de diversas situações do cotidiano de uma cidade do Vale, no século 19, com figurantes espalhados por ruas e espaços onde o auto será encenado .</p>
<p>Do mesmo modo, o programa sugere aos agentes culturais locais, a promoção de passeios de charrete (com cocheiros vestidos a caráter) e visitas guiadas às fazendas da região (com a possível realização de saraus de música popular ou erudita)</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>A História</strong></p>
<p>Com o esgotamento do ouro nas Minas Gerais, a economia brasileira se deslocou para o Vale do Paraíba do Sul, no Rio de Janeiro. O posterior esplendor da região, com seu eixo localizado na Vila de Paty do Alferes e, logo em seguida, na Vila de Vassouras, alavancou o desenvolvimento do Brasil por quase todo o século 19.</p>
<p>O signo principal deste ciclo de desenvolvimento era o café, mercadoria com enorme importância no mercado internacional do período, do qual o Brasil foi, durante muito tempo, o maior produtor.</p>
<p>Brasil e sua economia dependiam, no entanto, de outra mercadoria, ainda mais essencial do que o café; A força de trabalho do escravo africano.</p>
<p>Ambos negros, escravo e café, fizeram algumas das maiores fortunas do mundo da época, fortunas estas que, concentradas quase todas na região do Vale do Paraíba do Sul, geraram a sociedade dos chamados ‘barões do café’, nababesca e prepotente, assentada numa estrutura social sem povo, composta, basicamente, por aristocratas e escravos.</p>
<p>Seqüestrados de Angola, Congo, Moçambique e trazidos a partir, principalmente, do porto de Luanda para serem vendidos no mercado do Valongo, próximo ao porto do Rio de Janeiro, os africanos que, depois de longa jornada a pé, chegavam à plantações de café do Vale do Paraíba, acabaram se tornando, não só um elemento essencial para a economia local mas também, como se pôde concluir mais tarde, num elemento capaz de ameaçar a própria segurança física daquela sociedade.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>A Trama</strong></p>
<p>Em 6 de novembro de 1838, o africano Camilo Sapateiro, escravo da fazenda freguesia foi morto a tiros, quando se dirigia, clandestinamente, à fazenda Maravilha, ambas pertencentes ao maior proprietário de escravos e principal autoridade da comarca: o Capitão-Mor Manoel Francisco Xavier. O assassino, um capataz da fazenda, quase foi linchado pelos escravos.</p>
<p>O que pretendia fazer Camilo Sapateiro na fazenda vizinha quando foi morto? Teria sido a sua morte, pelo capataz (um incidente algo corriqueiro na rotina escravista), a verdadeira razão da insurreição de escravos de tão grandes proporções, que se seguiu?</p>
<p>De roldão, os escravos rebelados, divididos em dois grupos, saquearam as duas fazendas do Capitão-Mor e fugiram para a mata próxima. Num ponto, ao que tudo indica, previamente combinando desta mata, um dos grupos se encontrou com um número indeterminado de escravos de outras fazendas, além das duas de propriedade do Capitão-Mor.</p>
<p>A imediata adesão de escravos de outras fazendas chama, fortemente, a atenção para a possibilidade de ter havido algum tipo de articulação prévia entre os rebelados.</p>
<p>O fato é que, um grande grupo se embrenha na mata, rumo a alto da Serra da Estrela, montando um arranchamento para pernoite, á cada fim de tarde do trajeto da fuga.</p>
<p>Perseguida por tropas da Guarda Nacional e homens recrutados pelo juiz de paz da comarca, uma parte deste grupo é atacada e dominada, quando ainda dormia, no quarto dia de fuga. Tropas do Exército Imperial, convocadas às pressas, comandadas pelo então Capitão Luiz Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias, só chegam na área do conflito quando tudo já havia terminado.</p>
<p>No grupo de escravos derrotados, está o suposto chefe da insurreição, denominado ‘Rei’, Manoel Congo, ferreiro da fazenda Maravilha e uma mulher, denominada ‘Rainha’, a costureira Marianna Crioula, escrava de confiança da senhora dos escravos das fazendas Maravilha e Freguesia, Dona Elisa Xavier. A um escravo morto na refrega, mas, não identificado nos autos, é atribuída a função de ‘Vice-rei’ da insurreição e do futuro suposto quilombo. Este escravo pode ser identificado, nas entrelinhas dos autos, como sendo o africano de nação Munhambane Epifânio Moçambique.</p>
<p>Um número indeterminado de negros do grupo atacado consegue se embrenhar na mata, serra acima e dele não se tem mais notícias. Não se tem notícias também do segundo grupo, comandado por um escravo chamado João Angola que, embora não estando presente no ponto de encontro com o ‘Rei’, nem constando no rol dos presos no momento do ataque, foi visto no dia anterior prestes a assaltar a fábrica de pólvora da região, desaparecendo por outro caminho, rumo á Serra do Couto, próxima à Serra a Estrela, aparentemente, o destino final de todos os rebelados.</p>
<p>Pode-se, por estas evidências, entre outras surgidas na pesquisa, supor que os relatos que dão conta da existência de um quilombo na região, jamais desbaratado, são factíveis.</p>
<p>A despeito destas evidências, a maioria dos proprietários alegou que seus escravos retornaram, espontaneamente, à suas fazendas, mas, não existem registros seguros dando conta de quantos, efetivamente, fugiram e retornaram. A alegação livrava os fazendeiros das pesadas custas processuais, caso tivessem negros de sua propriedade (e responsabilidade) arrolados como rebeldes. O peso total destas custas processuais acabou recaindo sobre o Capitão-Mor Manoel Francisco Xavier, que, depois dos escravos presos e condenados, passa a ser a principal vítima dos incidentes.</p>
<p>De um total de cerca de trezentos escravos fugidos e rebelados, apenas vinte e três (todos pertencentes a Manoel Francisco Xavier) são aprisionados (sete haviam sido mortos na refrega). Destes vinte e três presos, sete são mulheres (é significativo, do ponto de vista logístico, o fato deste grupo de presos, a maioria feridos na refrega, ser aquele onde estavam a maioria das mulheres e, provavelmente, os homens mais velhos e as crianças).</p>
<p>Cerca de dezesseis presos deste grupo são, efetivamente, julgados. A maioria é condenada, com uma única exceção: o escravo Adão Benguela que, apesar de estar tão envolvido quanto todos os outros nos conflitos, é estranhamente absolvido.</p>
<p>O suposto ‘Rei’ Manoel Congo’, é condenado à forca e executado em 1839 em Vassouras.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>Os Antecedentes</strong></p>
<p>A observação acurada &#8211; e crítica &#8211; de fatos descritos em documentos da época, principalmente os autos do processo montado na ocasião, contendo os depoimentos dos escravos presos, pequenos indícios ou omissões aparentemente deliberadas, contradições entre os depoimentos, etc., formam a base principal utilizada para a elaboração deste texto teatral. Formam também a base de dados da pesquisa, textos esparsos, de outras fontes e um raro e inestimável relato, ao vivo, extraído pelo autor de uma entrevista (veja <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/a-roca-de-teresa">neste link</a>) por ele realizada em 1975, com uma ex-escrava de uma das fazendas da região, que ali viveu, alguns anos após os incidentes descritos pelos autos.</p>
<p>A intenção foi, portanto, construir a trama, mais ou menos como uma reportagem (‘Teatro-Verdade’, talvez fosse o conceito mais apropriado) sempre que possível, a partir de dados verídicos, mais ou menos à maneira de uma reconstituição policial.</p>
<p>Com efeito, coisas muito inusitadas ocorriam naquela região nesta época de grande efervescência social.</p>
<p>Segundo dados descritos na crônica da cidade de Vassouras, um ano antes da fundação da vila, ocorrida em 1833, um grupo de proprietários criava a Sociedade Promotora da Civilização e da Indústria, de verniz positivista, e dedicada, entre outras coisas, à formação de artífices escravos, como mão de obra especializada, com o fim de possibilitar a manutenção de equipamentos, até então, feita por engenheiros vindos da Inglaterra e até &#8211; suprema ousadia &#8211; iniciar talvez a própria substituição da importação de máquinas e ferramentas agrícolas que, oriundas da Europa, obviamente com a mão de obra dos escravos-operários especializados, formados pela SCPI, passariam a ser fabricadas por aqui mesmo.</p>
<p>Ferreiros e marceneiros eram as principais especialidades indispensáveis à incrível proposta desenvolvimentista da SCPI. Os artífices a serem treinados, seriam recrutados, por seus proprietários, entre os seus escravos mais hábeis e inteligentes.</p>
<p>A mais incrível das coincidências era que o ofício de ferreiro era, ainda nesta época, a partir de uma tradição africana que remonta o século 10 (segundo alguns relatos, talvez até um pouco antes disto), uma ocupação exclusiva de reis e nobres, um status de poder hierárquico superior na cultura dos <em><a href="http://pressvafrice.ic.cz/s/angolaport.htm">Kimbundos</a></em>, grupo étnico angolano que, em grande maioria, contribuiu com escravos para as plantações de café do vale do Paraíba do Sul.</p>
<p>Sabe-se pelas mesmas fontes que, um ano depois (por volta de 1834), uma curiosa sociedade secreta, composta por negros escravos e libertos, com uma elaborada estrutura, havia surgido em Vassouras, quatro anos, portanto, antes da insurreição de Manoel Congo. Esta ‘insidiosa’ organização, segundo foi descrito por esta mesma crônica da Cidade de vassouras, andava ruminando um levante que pretendia libertar todos os escravos da área.</p>
<p>Somente nove anos depois, ou seja, em 1847, a tal organização secreta pode ser desbaratada. Os registros policiais da ocasião, afirmaram que ela se autodenominava <em>Elbanda </em>(<em><a href="http://kimbanda.no.sapo.pt/angola.htm">Embanda</a></em>, mais propriamente talvez, por ser a expressão o mesmo que <em>sacerdote </em>ou <em>médico </em>no idioma de origem) e era formada por núcleos ou células clandestinas, dirigidas, obrigatoriamente, por escravos ferreiros e marceneiros, chamados pelos outros escravos de ‘Pais’ (ou ‘Tatas’) Korongos.</p>
<p>Também curiosamente, pesquisas bem recentes sobre a cultura dos Kimbundos, nos dão conta que era por demais comum na sociedade angolana do século 19, a proliferação de seitas e sociedades secretas, por diversas motivações, prática que pode ter sido seguida pelos escravos de Vassouras.</p>
<p>Esta emocionante reconstituição nos dá conta, enfim, de uma malha de estranhas relações, interesses e contradições, bastante incomuns na história oficial do escravismo brasileiro, estabelecidas entre proprietários e escravos, escravos entre si, além de proprietários, do mesmo modo entre si. Um impressionante conflito humano sacudindo os alicerces daquela sociedade imperial, questionando o seu anacronismo. Matéria pura para teatro. Drama.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Você vai poder ler num próximo momento, neste mesmo site, o texto completo deste emocionante Auto do Manoel Kongo, cuja extensa resenha disponibilizamos aqui.</p>
<p>Saiba desde já, contudo, que para a felicidade geral da nação (mesmo que incomode a alguns poucos) toda história que precisa ser contada, mais cedo ou mais tarde o será.</p>
<p><strong>O Quilombo do Manoel Kongo vive!</strong></p>
<p>EM PRIMEIRA MÃO: Leia <a href="http://www.overmundo.com.br/banco/amk-auto-do-manoel-kongo-texto-teatral-integral">texto teatral integral</a> aqui!</p>
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			<media:title type="html">Spirito</media:title>
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			<media:title type="html">Creative Commons License</media:title>
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		<title>O DIA DE SANTA PRISCILIANA</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 12:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Spirito Santo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texto teatral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Comédia teatral em 2 atos
por Spírito Santo
A Thomas Ewbank
e Luiz Carlos Martins Pena

Nota:
Este texto foi construído a partir de uma proposta de pesquisa apresentada pelo autor no concurso de bolsas de arte da Fundação RioArte em 1996. A proposta &#8211; que acabou sendo preterida pela comissão julgadora da época – foi desenvolvida por fim de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spiritosanto.wordpress.com&blog=858935&post=189&subd=spiritosanto&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://spiritosanto.files.wordpress.com/2008/01/1181014736_prisciliana_gradiente_copy.jpg?w=405&#038;h=402" alt="1181014736_prisciliana_gradiente_copy" title="1181014736_prisciliana_gradiente_copy" width="405" height="402" class="aligncenter size-full wp-image-1659" /><br />
Comédia teatral em 2 atos<br />
por <strong>Spírito Santo</strong></p>
<p><em>A Thomas Ewbank<br />
e Luiz Carlos Martins Pena<br />
</em></p>
<p>Nota:<br />
Este texto foi construído a partir de uma proposta de pesquisa apresentada pelo autor no concurso de bolsas de arte da Fundação RioArte em 1996. A proposta &#8211; que acabou sendo preterida pela comissão julgadora da época – foi desenvolvida por fim de forma independente, resultando neste texto teatral.</p>
<p>As modestas intenções deste trabalho estão ligadas ao ensejo de um diálogo entre original estética dramatúrgica contida nas manifestações de artes cênicas, de inspiração francamente popular, que fervilhavam nas ruas da Corte do Rio de Janeiro durante a primeira metade do século 19 (encenações de circo, mímica de quermesse, grandes festas e procissões católicas) com a não menos popular dramaturgia, digamos assim, mais convencional, desenvolvida como comédia de costumes por autores como Luís Carlos Martins Penna e França Júnior, entre outros.</p>
<p>Construída a partir do jogo e da confusão intencional que se tenta estabelecer entre a paradoxal inverossimilhança de personagens reais, protagonizando atos absolutamente verídicos, descritos por Thomas Ewbank, com a verossimilhança flagrante de fatos e personagens que foram, ao contrário, absolutamente inventados pelo autor (cabendo obviamente ao leitor ou expectador, a quase impossível missão de descobrir quais incidentes são, efetivamente, verídicos).</p>
<p>Pode-se ressaltar também, entre as intenções secundárias do texto, a tentativa de introduzir &#8211; ou delinear mais claramente &#8211; personagens e temas tradicionalmente omitidos &#8211; ou tratados de forma subalterna no trabalho dos principais dramaturgos da época.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>A ação do espetáculo ocorre no Rio de Janeiro de 1846, tempo em que a cidade era a Corte do Império do Brasil. O espaço cênico (considerado no texto como sendo toda a área onde o espetáculo venha a ser encenado, incluindo a platéia), deve representar, de alguma forma e em diferentes momentos, uma pracinha colonial, (com alguns planos elevados que possam simular, sacadas de sobrados e púlpitos de uma igreja católica), além de um trecho de um cais, partes de uma sala senhorial, uma sacristia, um quarto modesto e outros elementos sugeridos nas rubricas do texto.</p>
<p>Em vários aspectos, a aparência da Corte do Rio de Janeiro no período (principalmente aos olhos de um estrangeiro) era de enorme caos, com muita sujeira, miséria e abandono. O autor sugere que estes aspectos (inclusive no que diz respeito ao figurino e aos adereços) sejam considerados na concepção estética do espetáculo.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>O DIA DE SANTA PRISCILIANA</p>
<p>PERSONAGENS (com sugestões para dobra de papéis)</p>
<p>NEGROS<br />
Maria Massangana (negra de ganho)/Amanda negra (aparição, vestida de freira)<br />
Salustiano Canjica (escravo doméstico, albino)<br />
Chico Angola (escravo doméstico egresso da roça)<br />
Bernardo Mina (escravo, falso forro)<br />
Isaías Muxiba (escravo sacristão, corcunda)<br />
Antenor (soldado da guarda real de polícia)Negro manco / homem manco</p>
<p>BRANCOS<br />
Pessanha (Padre capuchinho)<br />
Feliciano Viegas (advogado)/Paolo Moricone (artista)/ Freguês<br />
Dom Rodinni (núncio papal)<br />
Auxiliar de comodoro(oficial da Marinha Imperial)<br />
Whitaker(inglês)/SantoAntônio (padre capuchinho)/Amadeo Buconero (artista)<br />
Ciríaco (Sargento da Guarda Real de Polícia)/Giancarlo Belladona (artista)<br />
Amanda Viegas (sinházinha)/ Menina Santa Prisciliana.<br />
Theodora (a filha louca) / Mulher da caixa / Priscila (cortesão Romana)</p>
<p>FIGURANTES OU CORO (do elenco)<br />
Escravos / Populares / Capoeiras / Fregueses<br />
Músicos / Devotos / Negros do sonho / Centuriões</p>
<p>BONECOS (para manipulação teatral )<br />
Preguiça (tamanho natural)<br />
Lagarto grande, tipo iguana (tamanho natural)<br />
Esqueleto humano(tamanho natural, articulado )<br />
Menino Jesus (tamanho natural)</p>
<p>ATO I / Prólogo<br />
O LAGARTO E A PREGUIÇA</p>
<p>(Homem, vestido à moda inglesa, entra pela platéia afobado, seguido por escravo que carrega um baú, uma pasta grande, destas de carregar desenhos e duas gaiolas, contendo bonecos, que se assemelham à uma preguiça e um lagarto, vivos. No meio do trajeto que leva ao palco, o escravo tropeça e cai.) </p>
<p>WHITAKER:(O inglês, enquanto escravo recolhe os volumes:)_Come on! Please, Man! Please! A navio is coming! Oh, shit! Please! </p>
<p>(Os dois sobem na parte do palco que representa um cais. Burburinho de pessoas elegantes portando bagagem. Oficial da Marinha, entra com megafone.)</p>
<p>AUXILIAR de COMODORO: _Atenção senhores e senhoras! Por favor, atenção! Aviso do Comodoro!..Passageiros para Baltimore! Filadélfia! Nápoles! Nova York! Lamentamos informar aos ilustres passageiros de barcos com o dito destino&#8230;partida prevista para hoje, 18 de Julho de 1846. Repetindo! Aviso do Comodoro!..Passageiros para Baltimore! Filadélfia! Nápoli!..</p>
<p>(Burburinho aumenta. Oficial segue, olhando os passageiros, com ar de censura: )</p>
<p>AUXILIAR DE COMODORO:_Por favor Srs! Rogo-lhes a atenção! Em nome do Sr. Comodoro comunicamos que as partidas para o golfo do México estarão suspensas por algumas horas. Medidas de segurança nos obrigam. Há risco de guerra no México! Estamos garantindo em nome<br />
de Nosso Senhor Jesus Cristo e de sua majestade Imperial do Brasil, a chegada de todos aos seus destinos em total e absoluta segurança! </p>
<p>(Oficial se retira. Burburinho diminue. Passageiros se dispersam. Luz se<br />
concentra no cais. Whitaker, sentado no baú, pita o cachimbo, enfumaçando a<br />
luz da cena.)</p>
<p>WHITAKER: (Para o público)_Eu sentir muito falta do meu home in América. Yes! No ver o hora de aportar no New York. Oh! O neve&#8230;os flores do primtemps!&#8230;(lembra algo: )&#8230;Oh, God! Como eu ser distraído!..(Faz uma mesura para o público.)&#8230;Permitam-me que me apresente. Whitaker. Thomas James Whitaker. Nascida súdito de seu majestade britânica but, today uma perfeita cidadão norte americano! </p>
<p>(Prossegue, desenvolto, cutucando o escravo com a ponta do guarda-chuva. Escravo se levanta num salto e faz a mesma mesura para ao público. )</p>
<p>WHITAKER: (irônico:)_ Good by Brazil! Partirei hoje para o meu terra&#8230;se vossas santos me permitir, é claro!..Seis meses in Rio de Janeiro, oh god!..For uma moderna english man como eu, is too much!..Oh, Brazil!Terra do promissão, da futuro, yes? Ah!..muito poderei me gabar<br />
no América! Minhas amigos do Ethnological Institute do New York, no poder saber destes meus estudos assim&#8230;do boca pra fora, oh, oh, oh!..Von achar que eu ser uma crazy man. Uma contador de histórias do carochinha, yes?! E&#8230;como Whitaker non ser boba, escreveu tudo que<br />
viu numa livro, sabiam?&#8230;(Apontando as gaiolas) Ah&#8230;Levo também muito boa prova! Querem ver?</p>
<p>(Aproxima-se do lagarto, cuidadoso. Enfia a ponta do guarda-chuva numa fresta da gaiola. O lagarto parece atacá-lo com a cauda. Dá um salto para trás: )</p>
<p>WHITAKER:_Oh, oh, oh! Escuse me&#8230;escuse me, but&#8230;Eu achar estas bichos assim parecidos com o gente da Brazil?..De uma lado, gente preta, muito gente preta, com o energia desta lagarto but&#8230;presa no gaiola do servidon&#8230;(Escravo de pé, faz pose, mostrando os minguados<br />
músculos:)&#8230;Da outra lado, uma pouquinho de gente branca, gorda, forte mas, shit!..A non fazer nada, como esta bicho preguiça, com vergonha de trabalhar&#8230;Tudo assim a catar piolho, bicho da pé&#8230;entregue no lassidon, no indolence&#8230;(Escravo se senta e faz pose de cansado, doente:)&#8230;Com o bunda sentada, no falta de ânimo, no falta do que fazer!..Oh, my Lord!<br />
(Escravos, entram na penumbra. Montam uma sala, com uma mesa de jantar.Cenário do cais vai sendo retirado.)</p>
<p>WHITAKER:_Vocês ter paciência, but&#8230;Isto eu no suportar! É coisa que faz minha estômago dar voltas! ..Oh&#8230; please! No querer ofender, comparando estas bichos com a Brazil. No, no! Ser apenas&#8230;um modo de passar a tempo, inofensivos lembranças de uma estrangeiro que logo vai embora daqui, ok?</p>
<p>(Luz vai caindo. Cena do cais se desvanecendo. Atores entram para a cena seguinte.)</p>
<p>WHITAKER:_Querem ouvir? Permitem que eu passe o minha tempo, lhes contando meus impressões sobre o vosso terra?&#8230;(Rindo, sarcástico)&#8230;Oh! Oh! Prometem que no von me expulsar nas pontapés?</p>
<p>(Reacende o cachimbo, volta a enfumaçar a cena com uma baforada. Antes que o black out se complete, luz vai ressaltando a fumaça do cachimbo se espalhando no palco.)</p>
<p>(<a href="http://www.overmundo.com.br/banco/o-dia-de-santa-prisciliana">Continua no download em www.overmundo.com.br</a>)</p>
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		<title>LÍNGUA DE FOGO</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 10:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Spirito Santo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Texto teatral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Peça Teatral de
Spírito Santo
Story line
Homem e prostituta são surpreendidos por um incêndio num prédio abandonado. Bombeiro que consegue penetrar no imóvel, tenta em vão salvar o casal e um velho moribundo, Informações que circulam na rua, no entanto, são utilizadas por uma repórter de TV para montar sua própria versão sobre o incidente.
Espaço Cênico
O espaço [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=spiritosanto.wordpress.com&blog=858935&post=181&subd=spiritosanto&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://spiritosanto.files.wordpress.com/2008/01/predio-incendiado.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2773" title="Predio incendiado" src="http://spiritosanto.files.wordpress.com/2008/01/predio-incendiado.jpg?w=439&#038;h=347" alt="" width="439" height="347" /></a></p>
<p>Peça Teatral de</p>
<p>Spírito Santo</p>
<p><strong>Story line</strong></p>
<p>Homem e prostituta são surpreendidos por um incêndio num prédio abandonado. Bombeiro que consegue penetrar no imóvel, tenta em vão salvar o casal e um velho moribundo, Informações que circulam na rua, no entanto, são utilizadas por uma repórter de TV para montar sua própria versão sobre o incidente.</p>
<p><strong>Espaço Cênico</strong></p>
<p>O espaço cênico proposto para o espetáculo, é um pequeno prédio em ruínas, com marcas de ter sido atingido por um incêndio. O autor sugere a utilização de um imóvel real, com as  condições especificadas.</p>
<p>O texto do espetáculo descreve também situações que estariam ocorrendo no exterior do prédio em chamas, durante o trabalho dos bombeiros. Estas situações devem ser previamente gravadas em vídeo para serem projetadas num aparelho de TV ou telão, em ponto visível à platéia, de forma que pareçam estar ocorrendo em frente ao prédio, em tempo real.</p>
<p>Público será convidado a entrar no espaço, com a cena inteiramente montada e a ação já em processo. A área principal desta cena deverá ser composta de um piso ao rés do chão, ocupado pelas cadeiras ou bancos da platéia, com um pequeno trecho livre para a circulação dos atores.</p>
<p>Neste mesmo piso, no limite da cena com o seu exterior simbólico (a rua), existirá uma porta cenográfica obstruída por escombros. Atrás desta porta ou em local mais apropriado, deve existir um espaço que possa servir de coxia, inclusive para falas para as falas em off. A cena deve conter também uma escada de acesso para um jirau ou laje que, por sua vez, deve conter uma janela que pareça dar para o exterior. No último degrau, o acesso para a laje estará, da mesma forma, obstruído por móveis velhos e queimados.</p>
<p>Durante o espetáculo, diversos recursos cenotécnicos tais como fumaça, reflexos de labaredas, etc. podem ser utilizados, de forma que a platéia possa se sentir envolvida por um incêndio mais ou menos realista.</p>
<p>Personagens</p>
<p>1- EDUARDO</p>
<p>Negro, perto dos quarenta anos, artista plástico.</p>
<p>2- OLGA</p>
<p>Negra, cerca de 25 anos, prostituta.</p>
<p>3- JACOB</p>
<p>Branco, cerca de 60 anos. Imigrante.</p>
<p>4- DONATO</p>
<p>Nordestino, cerca de 30 anos. Cabo do Corpo de Bombeiros.</p>
<p>5- MARIANNA TOLENTINO (em imagens gravadas em vídeo)</p>
<p>Branca, jovem, repórter de TV.</p>
<p>6- FIGURANTES. (ao vivo, em off, ou nas imagens gravadas em vídeo)</p>
<p>Bombeiros, Capitão bombeiro, Capitão PM, Testemunhas 1 e 2.</p>
<p>CENA 1</p>
<p>O Motel</p>
<p>(Platéia entrando. Sobre a laje da cena, ainda no escuro, casal seminu, dorme numa cama coberta de trapos. Ação explode quando a platéia estiver totalmente acomodada.</p>
<p>Luz na cena plena, vermelha. Ruídos de incêndio. Mulher acordando num salto, assustada, sacode o homem que está ao seu lado e os dois correm, apavorados, para pegar as roupas que estão dependuradas perto da cama.)</p>
<p>OLGA: (Se vestindo, calçando sandálias de solas bem grossas.)</p>
<p>_Ai, minha virgem Maria! O que é isso? Mas &#8230;É fogo?.. É fogo sim, ai meu Cristo!</p>
<p>(Luz trêmula simula labaredas na parede. Lufadas de fumaça vazam pelo acesso da escada que está obstruído por destroços.)</p>
<p>EDUARDO: (Descalço, em pânico, procurando algo no chão)</p>
<p>_A vela! Foi a desgraçada da vela!&#8230;(pulando no chão: )&#8230;Ai! Meu Deus! Vambora! Isso aqui tá um braseiro!</p>
<p>OLGA: (Também procurando a vela no chão)</p>
<p>_ Ai, meu Cristo! Cadê? A vela sumiu!?&#8230;(Fazendo menção de correr até a janela, olhando para o acesso da escada: )&#8230;Eu quero sair daqui! Me tira daqui! Socorro! Socorro!</p>
<p>(Eduardo, vestindo a calça, corre na ponta dos pés até o acesso da escada. Tenta desobstruí-lo. Se afasta da fumaça que escapa pelas frestas do acesso.)</p>
<p>EDUARDO:</p>
<p>_ Não dá! Não dá! Ai!..(socando os destroços sem conseguir movê-los, tossindo)&#8230;Tá foda! Tá demais! A gente vai morrer assado!..(tossindo: ) Grita socorro! Na janela, vai!.. (Ele mesmo, gritando:  )&#8230;Socorro! Socorro!</p>
<p>OLGA e EDUARDO: ( Gritando juntos na janela, para a rua, acenando)</p>
<p>_Socorro! Alguém acuda! Pelo amor de Deus!</p>
<p>_Acode aqui, gente! Socorro!</p>
<p>(Ruídos do incêndio aumentam. Reflexo do fogo toma todas as paredes da cena.)</p>
<p>OLGA: (Gritando)</p>
<p>_Eu não agüento isso! Ai, meu pai!</p>
<p>(Olga corre em direção à janela. Eduardo corre atrás dela agarra-a pelas costas e os dois</p>
<p>caem no chão. Olga continua a gritar)</p>
<p>OLGA : (Ficando de pé)</p>
<p>_ Socorro! Me deixa sair! Me deixa sair daqui!</p>
<p>EDUARDO: (No chão, agarrado as pernas de Olga)</p>
<p>_ Não! Não! Sai daí! Tá maluca?</p>
<p>OLGA: (Com parte do corpo para fora da janela)</p>
<p>_Eu quero me jogar! Me larga! Me larga!</p>
<p>EDUARDO: (Em pé, abraçado à Olga, tentando puxá-la para dentro)</p>
<p>_Pára! Pára, pelo amor de Deus!</p>
<p>OLGA: (Gritando para a rua, insistindo em se atirar da janela)</p>
<p>_Ai! Socorro! Eu não quero morrer assim! Eu não quero morrer assim!</p>
<p>EDUARDO: ( Puxando Olga de novo para o chão)</p>
<p>_Sai! Sai daí !</p>
<p>OLGA: ( No chão)</p>
<p>_Me solta! Me solta!</p>
<p>(Ruídos do incêndio diminuem um pouco. Olga desiste. Os dois continuam no chão, ofegantes)</p>
<p>EDUARDO: (Sem soltar Olga)</p>
<p>_Puta que pariu! Viu só? Você ia se esborrachar lá em baixo, sua doida?</p>
<p>(Chamas projetadas nas paredes vão diminuindo também).</p>
<p>(<a href="http://www.overmundo.com.br/banco/lingua-de-fogo">Continua num Download perto de você</a>)</p>
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