Vale Negro: Festa, Folia e Festim # 01

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CortejoBM 167

Espetacularização da cultura tradicional no Vale do Rio Paraíba do Sul

Trafegando no Tempo

(Antes um feliz intróito pertinente e necessário).

É sem mais delongas que digo, antes de mais nada: Não tive como recuar, desistir. A chance era, mais uma vez, absolutamente irresistível.

Para usar um termo moderninho, que vem bem a calhar, quem já é ‘follower‘ deste seu criado que aqui vos fala, sabe que esta coisa de esbarrar com ‘chances irresistíveis’ na internet está virando para mim quase que uma profissão… tá, tá exagerei, uma prática rotineira, assim, melhor dizendo.

Sei que a imagem a seguir é batida, mas ela me ocorre bem fortemente agora, na hora de contar para vocês mais esta história:

Isto aqui, a Internet, é mesmo uma Máquina do tempo, sim senhor, sem tirar nem por. Tudo aqui é irreal, virtual como se diz, imaginado, sugerido – às vezes até mesmo inventado – exagerado, superestimado enfim, mas, mesmo assim, por isto ou por aquilo, acaba nos levando a algum lugar misteriosamente verdadeiro onde podemos meio assustados ou ressabiados, desembarcar, aterrisar, aportar num mundo – aí sim – real enfim.

(Sabe naquele filme baseado no livro do H.G. Wells, quando o reloginho da máquina do tempo ‘travava’ num ano remoto qualquer e o tripulante – com aquela bem transada ‘ropitcha‘ do século 19 – desembarcava? Pois é. Contraditoriamente, o interior da máquina, tão cheio de concretude era um espaço transitório – o virtual – enquanto o chão que ele pisava – o seu destino eventual – é que passava a ser o mundo real, de verdade.)

É por estas e outras que para quem, como eu, adora a pura e limpa adrenalina das aventuras, a Internet é um prato feito, cheiroso e bem quentinho, daqueles dos melhores restaurantes de estrada.

O certo é que no inusitado ensejo de viver esta minha viciante saga internáutica já me vi, lá para as tantas, rodando barrentas estradas vicinais – reais – com uma dupla de desconhecidos garotos cineastas filmando as entranhas de uma gruta de garimpeiros quilombolas nos cafundós de Diamantina, MG, iniciando um alentado filme etnográfico (veja ficha técnica em matéria sobre filme piloto aqui) sobre um tema que havia abandonado há…28 anos.

Mobilizado por outros, nem tão garotos assim, mas do mesmo modo animados com as iscas-notícias contidas nos meus posts, me vejo agora mesmo recriando um grupo musical afro-cult cuja carreira havia sido encerrada há… sei lá, 13 anos atrás.

Por conta deste mesmo mergulho nesta rede infinita de bons peixes, cheguei mesmo a voltar a lecionar minhas doidices linguístico-musicais numa universidade, de onde havia sido defenestrado sem dó nem piedade por alguns estúpidos gestores. Voltei também a escrever para teatro, cantar, compor sambas, sei lá tantas coisas…

…Tantas que, mesmo assim já irreversivelmente coroa, me sinto mesmo rejuvenescendo, evoluindo às avessas, numa volta para o que há de melhor do passado (ou do futuro, como saber?), pela mão de, quase sempre amáveis e desinteressados amigos ‘seguidores’, surgidos como que por mágica, das entranhas mais ofuscantes desta enigmática máquina de fazer doido que é Nossa Senhora da Internet.

Tenho achado bem bacana, emocionante mesmo ter conseguido atrair tantos interessados ‘followers‘com este frágil chamariz de textos desabusados, porém sinceros – muitas vezes meio incongruentes – espalhados pela internet, a ponto de ser convidado para viver eletrizantes – e às vezes até indianajônicas – aventuras tão reais.

(Você mesmo deve ser assim ou ter um amigo ou conhecido igual a mim, com um pé pintado no virtual e o outro plantado no real)

Sortudo, retribuo os net-amigos contando mais e mais histórias. Viver para Contar, este é o jogo e o trato.

Meninos, eu vi!

(Agora sim, a mais nova aventura):

Vale Negro: Festa, Folia e Festim # 01
Espetacularização da cultura tradicional no Vale do Rio Paraíba do Sul

Mobilizado por um jovem leitor de alguns comentários e ressalvas, um tanto impertinentes que fiz, aqui mesmo neste Overmundo, sobre uma experiência de espetacularização de manifestações culturais tradicionais na cidade de Vassouras (descrita no post Cortejo das Tradições – O fio da navalha’ de Egeu Laus, publicado também aqui neste site) me vi rapidamente tomado pela oportunidade de viver in loco, ao vivo e a cores uma experiência arriscada (cá entre nós… muito doida mesmo):

Ser o diretor artístico de uma reformatação do tão criticado ‘Cortejo” que assim repaginado passaria a ser o ponto alto de um tradicional Festival de turismo cultural.

Já pensou que doideira?

Como não poderia deixar de ser, o processo de repaginação do evento foi complicado e controvertido – Aquilo sempre fora uma ‘festa tradicional inventada’ (vocês que sacam o Hobsbawm, ajudem os colegas aí do lado, por favor) já que por razões históricas ligadas à escravidão, não eram comuns as festas populares de rua na região.

Cultura é política o tempo inteiro, concordam alguns, eu entre eles.

Neste processo, já contando com a organização do Centro Cultural da Universidade Severino Sombra recentemente criado, ocorreu uma detalhada avaliação dos problemas apresentados pelo modelo anterior, a elaboração de uma proposta mais aproximada da realidade cultural local (tarefa muito difícil porque não se podia perder o apelo de espetaculosidade compatível às dimensões, digamos assim, comerciais do festival)

Por uma contingencia óbvia e irrecorrível, se contou também com uma série de encontros com líderes dos grupos tradicionais locais, chamados pela primeira vez a participar das decisões e da aprovação da nova proposta, em todos os aspectos (na verdade esta foi uma das condições sine qua non que considerei antes de aceitar o tal convite)

Esta série de artigos visa resenhar nos seus mínimos detalhes – e de forma absolutamente independente como convém à relevancia do tema – as opiniões pessoais deste autor que, devoto de São Tomé que sempre foi, viveu a experiência desta vez, na prática e na teoria (tudo junto e misturado como se diz).

É bom informar também a esta altura do relato que, afortunadamente consegui convencer os garotos de Vassouras a me autorizar o convite, na qualidade de consultores-testemunhas desta mui sagaz aventura, dois dos meus ‘followers‘ amigos internáuticos mais queridos, o antropólogo Marcus Vinicius Garcia, de Brasília, ligado diretamente a estas coisas de Jongo e quejandos e a queridíssima professora doutora e educadora Maria Luiza Oswald, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), interessada como todos nós nas relações estreitas que se deve estabelecer entre a Cultura de todos e Educação para todos.

(Relevante se faz ressaltar que a porta pela qual os dois me foram apresentados foi este Overmundo)

E assim, como seria o que Deus quisesse, realmente foi. Fui e vi (pelo menos a chance não perdi) e timtim por timtim começo a vos contar tudo aqui.

(Aos turistas novatos no tema, algumas dicas e lembretes úteis):

A festa aqui comentada, parte integrante do ‘Festival do Vale do Caf锑, que ocorre na cidade de Vassouras, RJ desde 2003, foi batizada com o pomposo e arcaico nome de “Cortejo das Tradições‘‘, uma denominação algo imprópria (lusitana talvez) que suscitou nos observadores mais argutos a sarcástica e enigmática pergunta:

_ Afinal, quem corteja quem?

(O Festival para quem ainda não sabe, é um projeto de turismo cultural idealizado pela harpista Cristina Braga e o violonista Turibio Santos, gerido desde 2006 pela empresa promotora de eventos Backstage comandada pelos eficientes produtores Nelson Drucker e Roberta Kelab, firma responsável entre outros grandes eventos, pela espetacular árvore de Natal da lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro).

Alguns observadores do festival de Vassouras desde o seu início asseguram que as manifestações de cultura tradicional da região (Jongo, Folias de Reis, Calango, Capoeira, etc.) foram inseridas na programação desde o início no festival, como forma de legitimá-lo enquanto evento que reconhece o valor da cultura tradicional local.

Algumas antigas críticas entre as mais razoáveis, contudo alegam que as referidas manifestações entraram na grande festa como um sub-evento, menor, bem modesto até, quase uma concessão que se fazia às humildes tradições culturais locais antes subestimadas ou ausentes da programação, o que seria de todo condenável em se tratando de um evento bancado com recursos da renúncia fiscal, dinheiro público, portanto.

A sutil controvérsia, embutida subliminarmente em todos os debates que ocorrem sobre o assunto terá importancia transcendental no futuro, quando as eventuais consequencias do impacto que intervenções deste porte costumam provocar na cultura tradicional de uma região, se fizerem sentir.

A hora da porca torcer o rabo será portanto quando a enigmática pergunta voltar a ser formulada:

_ Afinal, quem cortejou quem?

O que se pode afirmar com certeza é que o evento – talvez o de maior porte e relevancia em seu estilo em nosso estado – tem ocorrido todo ano no mês de Julho em Vassouras com grandes espetáculos ao ar livre na exuberante Praça Barão de Campo Belo e eventos paralelos, tais como visitas guiadas às bem conservadas fazendas da região.

Mesmo se constatarmos que Turismo Cultural é um conceito relativamente novo no Brasil, avaliando mais atentamente, alguns festivais de inverno por aqui talvez estejam sendo excessivamente calcados naqueles festivais de inverno clássicos, de matriz européia, cujo simpático modelito envolve invariavelmente uma sequencia de eventos ligados à cultura popular regional – ao sabor local, por assim dizer – o que dito assim literalmente não tem nada de errado ou condenável, muito pelo contrário.

Como se sabe no caso dos europeus, ‘cultura popular local’ significa espetáculos de música clássica ou erudita ao ar livre, simpáticas e improvisadas feirinhas de artesanato e tralhas usadas, além da degustação de comidas típicas e vinhos da região. O problema é que o pessoal daqui, em seus modos tão colonizados de ser, às vezes se esquece de fazer a adaptação da idéia às chamadas ‘coisas nossas’.

Para começar, as nossas tão peculiares cidades– leia-se: suas instancias culturais mais mobilizadas e atuantes – marcadas por tanta diversidade, costumam às vezes se ressentir da impropriedade do conceito ‘cultura popular’ quando este é aplicado em desacordo com o gosto realmente local, principalmente quando a música erudita ou clássica – o toque europeu mais recorrente do conceito – é tornada prioridade absoluta.

Além do mais, sendo a notável – e histórica – tradição musical de uma cidade como Vassouras, por exemplo, um valor a ser fortemente considerado, há que se considerar também que este valor sempre esteve no caso, por demais associado ao certo ranço elitista da aristocracia local no passado imperial, o que daria a um festival de inverno convencional, porventura promovido na cidade, um caráter de evento pedante, VIP, pouco recomendável, até mesmo do ponto de vista comercial.

O certo é que no caso do Festival do Vale do Café, em algum momento este aspecto problemático do projeto parece ter sido detectado encontrando-se uma solução recorrente, porém bem pensada, que foi a promoção de grandes shows com artistas da MPB, tentando dar ao evento uma feição mais popular (em versão recente do festival o músico Almir Sater teria mobilizado uma platéia de mais de 12 mil pessoas.)

Faltava, contudo algo mais para que o conceito ‘Cultura popular local’ estivesse plenamente contemplado. O modelito europeu precisava ser adaptado às circunstancias regionais de forma ainda mais radical.

É que a contradição persistia principalmente talvez no formato um tanto elitista dos eventos paralelos, ainda diretamente copiados do tal modelito europeu, gerando uma série de críticas francas ou veladas que, com o decorrer das várias versões do festival, parece que se tornaram incomodamente insistentes.

A contradição básica nascia então da clássica – e surda – dicotomia ainda existente no Brasil entre cultura popular e cultura de elite, dicotomia esta que numa região onde a distancia entre ‘senhores‘ brancos e ‘escravos‘ negros pouco se alterou, transformava o problema numa questão política muito relevante (embora apenas subjacente dita à boca pequena, como sol tapado com peneira.)

(Eu sei, eu sei que muitos chegam, inclusive, a considerar esta, digamos, contradição sugerida, um conceito arcaico, já ultrapassado, coisa de marxistas tardios, mas relevem a ranhetice do véio e reflitam: Não se abolem dicotomias reais apenas desqualificando, em tese, as teorias anteriores que as colocaram em discussão. Poderação e paciência são as melhores táticas para esta parte do jogo)

Junto com as eventuais contradições existentes entre a produção do festival e as tais instancias intelectuais atuantes na cidade (agravadas talvez pelo questionamento que se passou a fazer acerca das vantagens que a cidade estaria tendo como sede do festival) algumas pendengas mais intrincadas ainda poderiam ser aventadas.

É provável que tenha sido aí, em meio a esta sinuca de bico – ‘Fio da navalha’* no dizer do arguto radialista local João Henrique Barbosa – que a idéia de se abrir algum espaço para a rica cultura tradicional da região tenha sido pensada pelos criadores do festival.

Existindo então como já se disse – para o bem ou para o mal – espetáculos e ‘espetáculos‘, fica fácil de se entender então que destas históricas contradições não poderia deixar de padecer o aqui citado ‘Cortejo de Tradições‘.

Talvez tenha sido por isto que em 2009, após ter sido criada sabe-se lá por quem como uma festa de arromba no mal sentido, depois de sofrer um processo de carnavalização um tanto equivocado, tirado, ao que parece de uma exótica mistura entre desfiles de Escola de Samba e bloco de Maracatu de Olinda, foi por tudo isto enfim que acabou chegando para os envolvidos e interessados diretamente no ‘Cortejo das Tradições‘, o momento de reconfigurar a festa que se transformara (com o perdão para o infame trocadilho) num verdadeiro cortejo de… contradições‘.

Diz-se que no auge destas experiências pós-culturalistas, chegou-se a importar uma dupla de carnavalescos do Rio, incumbida de repaginar os integrantes dos grupos tradicionais com um novo figurino, baseado em chavões estéticos supostamente ‘afro-descendentes’, looks de baianas ou yaôs de Candomblé e bonezinhos nigerianos (afro-muçulmanos) estilizados, entre outras fashionices, tudo a remeter a uma africanidade fake, completamente estranha à cultura local.

(Aliás – e este é, para variar, o tema desta série de artigos – é sobremodo preocupante o desamparo sofrido por manifestações culturais ditas tradicionais do Brasil diante de invasivas aventuras re-significadoras, ancoradas em teses e argumentos antropológicos de caráter assaz duvidosos e interesses mais duvidosos ainda.)

A exibição dos grupos tradicionais segundo as determinações também impostas por este enredo do Cortejo anterior consistiria num desfile cerimonioso, quase religioso (um cortejo, na acepção da palavra), com todos os grupos organizados em fila, portando estandartes e cantando uma mesma cantiga-enredo pretensamente folclórica, composta de boa vontade pela harpista Cristina Braga (como se viu acima uma das criadoras do Festival do Café) e pelo músico Ricardo Medeiros.

(A utilização da referida canção num desfile de grupos tradicionais essencialmente musicais, todos com vasto repertório mais adequado e disponível para a ocasião, é um mistério do mesmo modo insondável).

Consta também que os grupos ao final do cortejo faziam exibições em pontos determinados da praça, mas curiosamente esta parte do espetáculo nunca era considerada relevante ou lembrada em detalhes pelas pessoas consultadas.

A verdade é que o problema, pelo menos do ponto de vista artístico – ou estético, como no exemplo acima – não era de todo fácil sendo, isto sim, espinhoso a mais não poder, pois tocava em questões antropológicas muito complexas e ambíguas.

Afinal se estava lidando com cultura tradicional, manifestações de traço artístico já há muito determinado, informadas que eram por práticas simbólicas (a maioria africanas sim), tradições e implicações sociais muito antigas, ancestrais até, as quais os criadores do formato talvez nem tivessem tido a oportunidade de conhecer suficientemente.

O fato é que, seja lá quem tenham sido os criadores do Cortejo original (a este respeito leia maiores detalhes na matéria de Egeu Laus citada acima), não se tinha muita notícia de experiências de espetacularização anteriores. Não havia, portanto muita chance de se acertar por este caminho.

E foi deste modo e quiçá por estas razões – e por cargas d’água que tentaremos desvendar em artigos a seguir – que de festa subalterna, nos anos anteriores ocorrendo no domingo, dia seguinte ao término oficial do Festival, o mui falado ‘Cortejo das Tradições’ foi proposto em 2009, pela própria empresa produtora do evento, para ser alçado à condição de atração de gala, passando a ocupar a praça da cidade no sábado, em horário nobre, como espetáculo de encerramento oficial do festival.

Começou então a ser urdido, com consequencias impossíveis de serem previstas por enquanto, a história de uma nova festa, um novo ‘Cortejo das Tradições‘.

É nesta parte da história que o autor que vos fala recebeu de um dos ‘garotos de Vassouras’ o email a seguir, o inusitado convite-desafio do qual divulgo as partes essenciais:

“Fala professor,

Pasme (ou não) e veja só como são as coisas.

A produção do Cortejo de Tradições pediu que o Centro Cultural da USS elabore uma proposta que tente resolver grande parte dos problemas que o cortejo tem. E depois disso, que execute a proposta.
(…)A aceitação ou não dessa proposta tem desdobramentos diversos que devem ser pensados e conversados com muita calma… Enfim, pra que aceitemos ou não esta proposta, algumas condições têm que ser ( …) satisfeitas, entre as quais principalmente:

– Aceitação (…) de nossa proposta (…)

– Que você aceite ser o Diretor / Consultor com liberdade e autonomia total, inclusive para formular a proposta junto conosco…”

Muita calma nesta hora. Desenrolemos o longo fio desta meada por partes, já que muito pano para mangas (muitas versões, no caso) promete conter esta nossa festiva história.

(Toda história que já teve começo e meio, anda a procura de um fim.)

Follow me. Siga-me você também até post #2 e #03 (epílogo)desta série

Spírito Santo

Julho 2009
* (Boa parte das informações sobre o ‘Cortejo’ anterior a 2009 são de Egeu Laus, em matéria linkada logo no início deste texto)

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~ por Spirito Santo em 05/09/2009.

Uma resposta to “Vale Negro: Festa, Folia e Festim # 01”

  1. A PEC da Música avançou. A Comissão Especial de Fonogramas e Videofonogramas Musicais da Câmara aprovou o relatório sobre a Proposta de Emenda à Constituição 98/07 – mais conhecida como PEC da Música – de autoria do deputado Otavio Leite.
    A proposta elimina impostos sobre os CDs e DVDs produzidos no Brasil, que contenham obras de brasileiros ou interpretadas por brasileiros – o que poderá gerar uma redução de cerca 25% nos preços para o consumidor. A iniciativa beneficiará também as mídias digitais. “Hoje, ao baixar músicas pelo celular, o consumidor paga 35% de imposto. Um absurdo contra a cultura nacional”, diz Otavio.
    De acordo com o parecer aprovado, as fábricas de CDs e de DVDs instaladas na Zona Franca de Manaus continuam com a exclusividade da isenção de impostos para fabricação multiplicada dos produtos.
    Diversos artistas compareceram à reunião para apoiar a aprovação da proposta, entre eles os cantores, Gian & Giovani, César Menotti, Ivo Meireles, Jorge Vercillo, entre outros.
    A PEC agora vai à votação no plenário da Câmara, onde serão necessários os votos de, no mínimo, 308 deputados.
    A mobilização prossegue e ganha cada vez mais força com o crescente engajamento dos artistas, profissionais e amantes da música, em defesa da cultura nacional.
    É aí que você pode ajudar muito!
    Sendo o responsável por um site que aborda o tema, é importantíssimo que você divulgue e informe os leitores, a fim de pressionar os deputados a votar a favor da proposta.
    Qualquer dúvida, estamos à sua disposição pelo email: renata@otavioleite.com.br
    Aproveito para parabenizá-lo pelo seu blog!

    Assista ao debate promovido pela MTV há uns dias atrás:
    http://mtv.uol.com.br/debate/videos/mtv-debate-baixar-o-imposto-aumenta-venda-do-cd-clique-e-assista-na-%C3%ADntegra

    O programa CQC também fala sobre a proposta aqui:

    Acompanhe: http://twitter.com/pecdamusica e http://twitter.com/otavioleite
    O que saiu na imprensa sobre a proposta:
    http://www.otavioleite.com.br/pesquisa.asp?q=pec+da+musica

    A íntegra da proposta:
    http://www.otavioleite.com.br/conteudo.asp?proposta-de-emenda-a-constituicao-no-98-de-2007-pec-da-musica-2303

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