Relembre, Remember, Nicht Vergesen Haiti

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[Na imagem, salvo engano, Toussaint L’Ouverture, já maduro (morreu aos 57 anos preso na França]

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Velho Caribe da liberdade em ruínas

(Para não perder o longo e embaralhado fio da história)

O Brasil está lá ainda. Fazia só papel de polícia – segundo disse, na maior cara de pau um general nosso,  realizando um grande teste de UPP de favela Aqui não faziam porque, se dizia que era inconstitucional.

Em Citè Soleil pode. No Morro dos Macacos…não pode (até quando?)

Depois que o mundo desabou sobre Porto Príncipe, enquanto a soldadesca assustada e heróica tentava arrancar gente soterrada com as próprias mãos, o nosso valoroso pessoal político-diplomático ficava correndo atrás dos spots do protagonismo, borboleteando pela mídia, sob o fundo da cena dantesca. Até crise diplomática tentaram armar, na base da cotovelada, empurrando os outros países, para tirá-los da frente das câmeras no formidável pool de solidariedade e ajuda humanitária que ocorreu.

Cena horrível aquela: A curiola do Itamarati forçando a barra para aparecer bonita na frente da foto (com o nosso líder no meio, claro). Coisa triste. Ainda bem que o resto do mundo, ocupado com as vítimas, fingiu que não viu.

Aí ficou fácil entender afinal qual era o principal objetivo da nossa turma (com todo o respeito à soldadesca, claro): Ganhar uma vaguinha permanente no Conselho de Segurança da ONU, entronizar o nosso vaidoso líder como o maior de todos ‘Os Caras’, montar uma tchiurma marrenta com Chaves, Evo, Ahmadinejad , Kadafi e outras figuraças para, infernizar a vida do ‘primeiro mundo’capitalista, o ‘imperialismo norte-americano’ bem naquele modelito ideológico bolorento dos anos 70.

Me engana que gosto.

As vezes a história parece mesmo que é só uma farsa. Quem sabe não confundiram Citè Soleil com…Circo de Soleil?

No fim, ao que parece, micou a estratégia. UPP agora, pelo menos na conta da propaganda oficial carioca, é coisa que dá em qualquer esquina de favela (as da Zona Sul, pelo menos). Não dá mais ibope.

Socorrer crioulo desabrigado em Porto Príncipe agora é o novo must. Isto pode. Aqui, no Morro dos Macacos, a tática é outra: Caçar os crioulos desabrigados(em termos), com helicópteros, matar alguns no tiro ao alvo (ou enchê-los de porrada) para depois montar uma bucólica e bem transadinha UPP.

Nem precisa de terremoto.

Bem.. Fazer o que? Melhor mesmo é falar do Haiti (já que não é mesmo aqui.)

Batalha de Santo Domingo (Haiti)

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” …O Haiti, terra da liberdade, colocou em 1805 em sua Constituição que qualquer pessoa de ascendência africana, que chegasse em sua costa seria declarada livre e cidadão da República.

Conhecido como ‘Jóia do Caribe’, com sua população majoritariamente negra, sobre a qual todos os colonialistas, ingleses, franceses e holandeses queriam por as mãos (babavam de desejo de possuir o Haiti e escravizar suas pessoas), o povo haitiano venceu uma guerra que durou dez anos, a mais sangrenta da história moderna, assumindo a partir desta vitória a sua total independência,  no mesmo momento em que toda a economia dos outros países nas Américas era baseada na escravidão.

LeiaA Biography and Autobiography* de Toussaint L’Ouverture Herói e pai da pátria Haiti, os dois amaldiçoados pelos colonialistas de todo o mundo para todo o sempre.

*Livro escrito (com a autobiografia transcrita) pelo Reverendo John  Feard publicado em 1863



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(Na foto que encima este post o trágico Toussaint L’Ouverture – ou seria o rei Henri Christophe? Difícil saber. A iconografia confunde totalmente Toussaint com seus trágicos sucessores Jean-Jaqcues Dessalines e Henri Chistophe, líderes junto com ele daquela incrível revolução. Será que para os historiadores todo crioulo é igual?)

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~ por Spirito Santo em 25/02/2010.

Uma resposta to “Relembre, Remember, Nicht Vergesen Haiti”

  1. Bem, todo mundo viu o mico dos ‘diplomatas trapalhões’ ontem em Cuba, não é mesmo? Quem planeja aquilo? O Lula, o Garcia, o Amorim ou o Jobim? Quem ali é o Zacarias? Quem é o Didi? quem é o Dedé? O Sargento Pincel seria o Jobim? Daí foram fazer propaganda no Haiti. Só não vi na comitiva ninguém parecido com o Mussum. Aí já seria deboche demais, certo?

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