A incrível guerra de Hans

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Hans Massaquoi entre colegas de turma em Hamburgo 1939

Hans Massaquoi entre colegas de turma em Hamburgo

A suástica bastarda e outras saias justas nazi-racistas

Você já ouviu falar num cara chamado Hans Jürgen Massaquoi? Nem eu tampouco. Coisa impressionante! Tantos anos cavucando estas coisas de negro e nunca ouvi falar desta história inacreditável. Chego a ela depois de esbarrar, quase sem querer nesta incrível e inusitada foto aí de cima: Um negrinho fofo, impávido e impoluto, aparentemente cheio de orgulho em ser fotografado com uma suástica no peito.

_”Was ist das? GroBe Skandal! Ein Neger Nazi? Was ist los? Nein! Nein! Nein! _Diria o Adolf, apoplético, desmunhecando e batendo os pézinhos.

A história oficial pouco se ateve sobre isto ainda (daí a nossa ignorância a respeito ser santa, certo?). No Brasil então nem se fala. Pelo que me consta, ao que parece estes tão interessantes e  subterrâneos episódios ocorridos durante a segunda guerra mundial nunca estiveram no campo de interesse de nossos moderninhos formadores de opinião. Vai saber porque?

“Negro, negro! Limpador de chaminé!”

(Ofensa racista popular na Alemanha dos anos 30/40)

“Mamãe, eu não sou ariano?” – perguntava Hans a sua mãe, aos oito anos de idade depois de ter sido proibido de brincar com as outras crianças na escola.”

Os fragmentos desta incrível saga de descendentes de africanos vivendo – e o que é mais impressionante – sobrevivendo, num país com leis racistas tão agressivas, às vezes  nos lembram muito (guardadas as devidas proporções, é claro) a mesma saga dos descendentes de africanos no Brasil.

(O que é assaz curioso porque o Brasil, para uns e outros nunca foi um país racista.)

Pois esta é a mais pura e verdadeira história de Hans Jürgen Massaquoi, cujos trechos extraídos de uma resenha de seu livro autobiográficoNeger, neger, schornsteinfeger!” (‘Destined to witness” na versão norte americana) disponibilizamos aqui. Está do mesmo modo disponível na rede trechos da versão do livro para o cinema, num filme realizado na Alemanha por Jörg Grünler em 2006.

Puxando o fio desta meada podemos descortinar um vasto mundo de iniqüidades e injustiças há muito sabidas, quando associadas a população judia na Alemanha nazista, mas que nunca havíamos, nem de longe, imaginado terem sido os mesmos infortúnios sofridos por milhares de pessoas negras engolfadas pela fervura daquele caldeirão de sandices.

Negros na Alemanha nazista? Nem pensar! Num ou noutro filme de um Fassbinder da vida, talvez, mas quase sempre soldados negros americanos, ja no finzinho da guerra, transando com uma loura pálida, de boca carnuda com baton carmim, numa cama amarfanhada na penumbra de algum conjugado de Berlim.

Nada de terror. Só tesão, sexo selvagem e lágrimas de despedida.

Talvez seja até por isto – o inusitado de uma situação tão incomum – que as histórias sobre negros na Alemanha nazista tenham se tornado, estranhamente tão obscuras quanto mal contadas.

Mais são muitas as histórias. Candentes, impressionantes, com ganchos nos levando a associá-las com outras tantas experiências individuais neste vasto contexto trágico da diáspora africana neste nosso mundo muito mais do Cão do que de Deus.

Algumas outras partes desta intrigante meada estamos também disponibilizando abaixo, em rápidas pinceladas, só para instigá-los, afim de que possamos juntos ir futucando e esmiuçando mais e mais (o que de nossa parte, dada a eletrizante e inusitada importância dos fatos aqui revelados,  faremos com toda certeza em posts a seguir.)

É só esperar para ler.

————

Os trechos da resenha do livro de Massaquoi e demais informações sobre a vida de negros na Alemanha nazista contidos neste post foram extraídas do jornal El País e do site da Deuscht welle, traduzidos livremente por este vosso criado.

A guerra íntima de Bertha e Hans

Hans Jürgen Massaquoi nasceu em 19 de janeiro de 1926 em Hamburgo, filho de mãe alemã e pai liberiano. Tinha seis anos quando Hitler chegou ao poder. O pai de Hans era filho do cônsul da Libéria na Alemanha. Sua mãe, Bertha Baetz, era uma enfermeira de classe média baixa. O rico filho do diplomata africano interessou-se pela bela jovem ao vê-la em uma festa, e dessa relação nasceu o pequeno Hans.

Seu pai nunca se preocupou muito com ele e nunca lhe deu muita atenção, já que nessa época era um estudante universitário em Dublin. Mas seu refinado avô (o rei Momulu IV rei dos Vai, uma etnia liberiana), o primeiro diplomata africano na Europa, o acolheu em seu palacete de Hamburgo junto a seus tios e primos africanos. O patriarca se orgulhava de ter um neto alemão que falava o idioma local com perfeição.

Bertha com o filho Hans, tendo ao lado a foto do pai

Bertha com o filho Hans, tendo ao lado a foto do pai

“Eu associava a pele negra com superioridade, porque nossos serventes eram brancos” – diz Hans em sua autobiografia.

Seu destino mudou drasticamente quando o Führer assumiu o poder e expulsou os diplomatas africanos da Alemanha. Todo o clã Massaquoi regressou a seu país, Libéria, mas Bertha, a mãe de Hans decidiu ficar em sua pátria, porque o menino era doente e temia que viajando à África ele poderia morrer já que naquela época -e até hoje em dia- a África era um continente assolado pela malária. Praticamente sozinha, Bertha retomou seu trabalho de enfermeira e mudou-se com seu filho para a zona operária de Hamburgo.

Eu, que tinha aprendido a ver vantagens em meus traços raciais, de repente me vi obrigado a considerá-los um inconveniente”.

No início, nem ele nem sua mãe consideraram como uma ameaça à ascensão do nazismo. Era algo que não os preocupava, afinal eles eram alemães.

“Assim como toda criança, eu estava fascinado pela parafernália nazista. Os uniformes, as bandeiras e os desfiles me deixavam encantado. Para mim, para meus colegas, Hitler estava envolvido nessa auréola divina que lhe protegia de qualquer crítica”.

As coisas foram mudando pouco a pouco. Primeiro foram os letreiros afixados nos balanços  de praça proibindo crianças não-arianas de brincar. Depois, um misterioso desaparecimento de seus professores que eram judeus. Depois sua mãe foi despedida de seu trabalho “por ter concebido o filho de um africano”.

“Uma vez que as absurdas leis raciais entraram em vigor, ficou claro que minha vida ia se tornar muito difícil. Mas o amor e a proteção de minha mãe me deram a sustentação necessária”.

Em seu livro autobiográfico, Hans conta com detalhes as tentativas que fez para ser considerado um alemão comum. A cada vez que era recusado reagia negando o evidente, e esta situação o levaria ao absurdo de querer fazer parte das Hitlerjugend, as Juventudes hitleristas, uma mistura de tropa de escoteiros com organização paramilitar.

No dia que descobriu que lhe negaram a entrada exclusivamente por sua cor de pele, Hans abriu os olhos e começou a entender do que se tratava o nazismo. A partir daquele momento abandonou o desejo de ser aceito pelos nazistas e libertou-se da dependência afetiva de Hitler como onipotente figura paternal.

Hans com a mãe e primas

Ao começar a guerra, apesar de ser “indigno de usar o uniforme alemão”, esteve a ponto de se alistar no exército. Só não foi para a frente de batalha por ser considerado uma pessoa sem importância, o que agravou os seus problemas emocionais, já que sendo um homem jovem e sadio se envergonhava de não estar combatendo junto a seus compatriotas.

Foi enquanto trabalhava em uma fábrica de munição que Hans pode observar que a máquina de guerra alemã começava ruir. Em 1943, os aliados, com a Operação Gomorra, bombardearam intensamente Hamburgo durante dez dias, até deixar a cidade em escombros, onde morreram mais de 40 mil pessoas.

Hans estava tão deprimido que não fazia diferença morrer nas mãos da Gestapo ou do bombardeio aliado. De toda forma, a presença da Gestapo incomodou-o por muito tempo ainda e teve que conviver sob a constante ameaça de sua presença e interrogatórios. Desprezado por todos, era considerado um cidadão de segunda classe, a tal ponto que um dia uma multidão quis linchá-lo achando que era um piloto aliado.

O fim da guerra com a tomada de Hamburgo pelos britânicos significou também uma nova vida para Hans. Pela primeira vez em sua vida não sentia medo. O medo de ser humilhado, ridiculizado, degradado, a ver-se privado de sua dignidade.

Após a Segunda Guerra Mundial sobreviveu como saxofonista de jazz, depois emigrou a Libéria, o país de seu pai, e por fim ancorou nos Estados Unidos, país que o acolheu como cidadão e onde foi recrutado como pára-quedista e enviado à Guerra da Coréia durante dois anos.

Graças aos benefícios dos veteranos de guerra ingressou na Universidade de Illinois, onde estudou jornalismo, carreira à qual dedicou mais de quatro décadas vindo a se aposentar quando era diretor da famosa revista Ebony.

Ao final e apesar de tudo há de se considerar que o destino foi bastante benevolente com Hans Massaquoi. Olhando para o passado e recordando o horror também sofrido por outras inocentes etnias, ele pelo menos sobreviveu para contar a sua história.”

Hans Mossaquoi, como diretor da revista afro-americana 'Ebony'

Hans Mossaquoi, como diretor da revista afro-americana ‘Ebony’

Veja trailer do filme ‘Neger, neger, schornsteinfeger!” aqui

Spírito Santo
Maio 2010

~ por Spirito Santo em 15/05/2010.

20 Respostas to “A incrível guerra de Hans”

  1. Parabéns mestre, jamais imaginária tal história, tão impressionante é o relato.
    Que Deus continue lhe dando saúde e fôlego, para trazer à luz estas preciosidades.

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  2. […] (Image is from Mr. Massaqoui’s collection and copyright of William Morrow Paperbacks via spiritosanto.wordpress.com) […]

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  3. Anhangüera,

    Não sei porque você não se enxerga, já que tudo em você cheira a nazismo e direitismo, este codinome integralista, este email de tropa nazista, estes chavões e asneiras racistas…

    Que resposta você acha que merece senão o desprezo e a indiferença?

    As ideias odiosas que você professa, este rancor arcaico, de séculos passados já foi lançado na lata de lixo da história. Nem dá mais pra se catar.

    Quem será que é mesmo o idiota aqui?

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  4. Quanto à estorinha do negro alemão, dá pra notar que apesar de Hitler, “perseguições”, bombardeios, ele sobreviveu e chegou à velhice num estado geral muito mais privilegiado que seus congêneres nascidos em “democracias” como os EUA, a França, o Brasil e tantos outros lugares tidos como “humanos” e ” libertários”, pois até mesmo na África os negros discriminam outros negros. Mas por que ao invés de defenderem evidências, todos se prestam a reproduzir chavões judaico-maçônicos espúrios e mais anti-alemães que anti-nazistas? Pelos quais aliás, todos parecem fascinados e os invejam, porque sabem que nunca serão iguais a eles? Ora vão se catar!

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  5. Quanto ao Helmut, que apenas expressou sua crença, quantos se deram ao trabalho de tentar olharem o mundo pela ótica dele? Ele só repudiou uma desgraça que vitimou à humilhada Alemanha. E os demais, os “santos”, os “certos”, os “defensores dos oprimidos”, o que fizeram? Apenas se mostraram tão estúpidos e sanguinários quanto os assassinos do mundo inteiro que ao longo da História praticaram limpezas étnicas, quando desejaram que Helmut fosse EXTERMINADO. Vocês nem fazem idéia do que é racismo e muito menos, o que é limpeza étnica. Vão correr o mundo – idiotas – e perguntarem aos velhos como é a vida e principalmente, a morte!

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  6. O que eu sei e o que ninguém pode esconder, é que enquanto houver raças diferentes no mundo, cada uma delas sempre odiará às demais.
    E fingir “defender” negros ou minorias raciais é só jogo de cena e uma plena demonstração de racismo defensivo, pois os que adotam essa linha também se julgam superiores e protetores dos minoritários.
    Ou seja: Pura hipocrisia, pois todos nós, mais ou menos, somos racistas!

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  7. Fabiano,

    Mais ou menos por aí. Só não me daria ao trabalho de exterminar Herr Helmut. Ele já se auto exterminou com este pensamento do século retrasado.

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  8. Helmut, nem negros, nem judeus, nem ciganos e nem alemães merecem ser exterminados. Os únicos que merecem ser exterminados, são pessoas como você.

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  9. […] (Image is from Mr. Massaqoui’s collection and copyright of William Morrow Paperbacks via spiritosanto.wordpress.com) […]

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  10. MUITO TRISTE A POSIÇÃO DOS ALEMÃES PERANTE A HUMANIDADE. DO RACISMO ENTÃO…TCHÉ

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  11. Parabéns Espírito Santo, por me revelar essa história tão interesante. Temos que pensar que encontramos negros em todos os cantos do mundo, o homem e livre para ir e vir e escolher onde quer pousar e automaticamente se misturar. Essa mistura e que vale, fica bonito e mostra que somos todos iguais, até o dia que o homem abandonar esse capitalismo liberal, selvagem e perceber que somos humanos em um planeta que clama para olharmos e interagirmos com ele em nome do amor altruísta.

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  12. Muito interessante sua pesquisa, nunca havia ouvido falar desse Hans! Muito oportuna, também, a analogia com a sociedade brasileira, e a relação que esta sempre teve com seus afro descendentes! Parabéns!

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  13. Helmut, vai brincar de Heil Hitler em outras paragens que aqui não tem lugar pra ti. Os alemães sempre tem o dom de se acharem superiores a todo mundo, basta ver o atual comportamento frente a crise européia, sempre almejando o seu Lebensraum antes de tudo…É a etnia mais egoísta que já vi, vivo numa região infestada por essa etnia; os que são gente boa são muito gente boa mesmo (mas são poucos), mas no geral não dá pra conviver muito tempo com eles. Levaram muitas coisas boas para as colônias na Africa e em outras parte do mundo (verdade seja dita) mas em proporção causaram muito sofrimento aos povos autóctones, nunca respeitaram a cultura alheia, enfim…Larga mão de ser idiota o nazi idiota.
    Romano Tizzo.

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  14. Helmut,

    Você, ao que parece não é um ‘cabeça preta’ como seu nome sugere. É um cabeça dura. Homens, de qualquer cor podem ter como objeto de desejo mulheres de qualquer cor. Isto não está, absolutamente no rol de seus poderes ou de qualquer alemão. É uma lei da natureza. Ninguém falou aqui que a história do povo alemão é a mesma história do povo africano. Primeiro porque a Alemanha é um país e a África um continente. Segundo porque tanto quanto a Europa, a África tem a sua própria história. Ninguém depende da história de ninguém.

    O que se falou aqui foi que a Alemanha tem cidadãos negros, filhos de mulheres (ou de homens) alemãs (ãos) e esta realidade da sociedade de vocês precisa ser encarada de frente. Não dá mais para exterminar nem esconder esta verdade. Se quer mesmo saber eu e a maioria das pessoas deste planeta está pouco ligando para esta seu arcaico e superado orgulho germânico. O passado se foi, Helmut. A natureza humana, que determina que os homens são todos iguais assumiu o controle. Quem tem problemas agora é você.

    So ist das leben…

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  15. Spirito, saca esse aqui ó:
    http://blackgermans.us/new/2011/06/06/reflections-on-the-%E2%80%9Cbrown-babies%E2%80%9D-in-germany-the-black-press-and-the-naacp/

    ou então esse:
    http://blackgermans.wordpress.com/brown-babies/

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  16. Absurdo.

    Mulheres alemãs sendo vistas como fonte de desejo de acefalados africanos. Anos de construção de uma nação sendo jogados fora em nome da corrupção de nossa cultura, de nosso povo e de nossa história. A história alemã não é a história, nem a “saga” do povo africano. Sem problemas, entendam isto, por favor.

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  17. Muito interessante mesmo!Eu desconhecia essa historia.
    Sou de Santa Maria,cidade próxima a Pelotas.
    Eu gosto de historias a respeitos de outras etnias sobrevivendo e combatendo durante o 3o reich porque atualmente so se falam em judeus mortos aos milhares.
    Ótimo blog!

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  18. Muito interessante, essa história eu realmente desconhecia, gostaria muito de poder ler este livro … Parabéns pela pesquisa

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  19. Rafael,

    Pois é. Fiquei muito impressionado também quando descobri esta história. O que mais me incomodou enquanto me inteirava do assunto foi o fato dele não ter tido repercussão alguma por aqui (não achei nenhuma tradução do livro que, é um best seller mundial). É como se houvesse certa indiferança (e até alguma condescendência racista) por aqui.

    Fiquei interessado também nesta história dos grupos escravistas de Pelotas. Sobre o nazismo residual daí vou abrir já já o link que você me passou.

    Obrigado e grande abraço.

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  20. Puxa, eu nunca tinha ouvido falar sobre ele. Parabéns pela pesquisa. Fiquei impressionado. Parabéns pelo blog também. Me chamo Rafael e sou de Pelotas, uma cidade muito ligada à cultura negra por ter tido um dos maiores grupos escravistas do Brasil. Essa semana me deparei com fatos envolvendo o nazismo em Pelotas. Se lhe interessar, entra aqui: http://fantasticocenario.wordpress.com/2010/05/09/pelotas-nazismo-e-tuneis-subterraneos/ e dá uma lida. Forte abraço.

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