A hora ‘H’ do Vira-latas

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The mongrel complex
O ‘complexo de vira-latas’ traduzido

“Por ‘complexo de vira-lata’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo.”

“ O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima

(Nelson Rodrigues, escritor e jornalista)

“… O Brasil sempre aspirou a ser levado a sério como uma potência mundial pelos pesos-pesados e, portanto dói nos brasileiros que líderes mundiais possam confundir seu país com a Bolívia, como Ronald Reagan fez uma vez, ou que desconsiderem uma nação tão grande – tem 180 milhões de pessoas – como “não sendo um país sério”, como Charles de Gaulle fez.”

(Larry Rohter, polêmico jornalista estadunidense em matéria para o The New York Times, aludindo exatamente ao ‘complexo de vira-lata’ cunhado por Nelson Rodrigues)

Tá bom. Eu sei que vocês já sabem que esta conversa do Nelson Rodrigues e do Larry Rhoter de ‘mongrel’, vira-latas e coisa e tal nasceu na Copa do Mundo de 1950. Sei também que, por dedução vocês já sacaram que vou fazer de algum modo a conversa enveredar para o assunto da Copa de 2014. Vocês têm toda a razão: Estou receoso de nossa performance, inseguro mesmo, embora não me julgue, de verdade, nenhum vira-latas não.

E compreendam que tenho cá minhas razões.

É. Não contem comigo para ser cúmplice ou aliado de nenhum ‘Oba-oba’, ‘Sei-Lá-Quantos-Milhões-Em-Ação’ ou mesmo ‘Pra-Frente-Brasil-Salve-a-Seleção’. Não que eu seja um Dunga ressentido querendo vingança, ou um desses estraga-prazeres baixo-astral, comunista de palanque, remoendo críticas corretivas aos fins ideais que se deveria dar à grana que se terá que dispender com as obras de infra-estrutura.

Não não. Sou do time que grita gol com vontade. Viva o futebol!

Estouraria os pulmões de exultar, tocaria todas as vuvuzelas do meu amor pátrio, mais orgulhoso que um zulu ou um xhosa dançando pelo seu time no Soccer City,  só de ver um Maracanã ou Murumbi hightech, um trem bala, aeroportos novinhos em folha, um metrô de verdade, ver o nome do Brasil nas capas de jornais e revistas do mundo inteiro como exemplo de alguma coisa, que não seja violência, prostituição, tráfico de drogas (assassinos jogadores de futebol inclusive), incompetência e corrupção privada e estatal.

Poupem-me também, portanto de me solidarizar com esta coisa de ‘narciso às avessas’.

Olhando por um ângulo mais amplo – e me incluindo no bolo enquanto brasileiro que sou – posso afirmar com todas as letras: Nem todo brasileiro sofre deste problema de baixa auto-estima cívica, este recalque nacional a que Nelson Rodrigues se referia com a fina ironia que lhe era peculiar. É preciso entender melhor o que está por trás disto aí, sacar o exato sentido do conceito. É claro que o Nelson, crítico mordaz da classe média, se referia a determinado tipo de brasileiro em especial.

E é aqui que vale a pergunta capciosa: Nós, os brasileiros, complexados? Nós quem cara-pálida?

É isso mesmo. Ao que me consta esta eventual sensação de inferioridade atávica que nós, os brasileiros, sentiríamos diante de tudo que nos é estrangeiro, além de não ser, de modo algum, uma coisa assim unânime, nacional, generalizada, tem uma explicação bem menos prosaica ou simplista do que a matéria do Larry Rohter sugere. Muito mais do que isto, esta suposta síndrome tribal ou social, esta auto-depreciação, este… desorgulho parece  ser um resquício bem mais remoto de nossa colonização, uma coisa bem mais Trás-os-montes’, bem de lá de trás.

Pelo que parece os brasileiros originais, indígenas que aqui já estavam quando começaram a chegar os primeiros portugueses e franceses, nunca tiveram – assim como não têm até hoje – vergonha alguma de seu país… quero dizer… de seu território, de estar por aqui vivendo os seus próprios modos de ser e de estar.

Mesmo os descendentes destes índios, hoje desterritorializados, tornados ‘paraíbas’ ou ‘bahianos’ de lá ou de cá (aqui desde quando começaram a partir do norte e do nordeste seco e/ou miserável para o exílio no sudeste), não trazem traço algum de vergonha, recalque de não ser o que não são. Pelo contrário: demonstram e exprimem em sua cultura danada de emocionada e original, um orgulho inquebrantável, ‘doente’, quase desmedido de serem…brasileiros.

Exatamente o mesmo se pode dizer dos que vieram da África, negros colonos trazidos para cá à força, como escravos, e de seus descendentes – como eu – ‘crioulos’: Orgulhamo-nos sim e de maneira tão absoluta quanto os índios, de sermos que somos. Deixamos uma marca tão profunda de nossa presença por aqui, como elemento fundador desta ainda claudicante nacionalidade brasileira, que é quase impossível separar hoje  em nossa cultura nacional o que é africano do que não é.

Logo, por exclusão, com toda certeza o ‘complexo de vira-lata’ deve ser mesmo uma remota mágoa de ‘branco’ europeu condenado ao desterro, ao degredo perpétuo – ou fugido, posto a correr como os trânsfugas que vieram para cá com D.João Pimpão – espécie de sentimento de abastardamento do qual gerações e gerações de descendentes de europeus foram acometidas, numa espécie de síndrome da melancolia saudosista do que talvez pudessem ter sido- tropa de elite, como se diz. Europeus autênticos, de sete costados, como se dizia – mas que, fatalmente como berra o Capitão Nascimento que têm dentro de si:

“_Nunca serão! Nunca serão!”

Tá. Alguns de vocês duvidam (e não deixei de me dar conta disto enquanto escrevia isto tudo aí em cima). Também sei sim que muitos de vocês acham veementemente – mas não convincentemente – que não, que o Brasil inteiro devia assumir esta mágoa, esta dor de cotovelo, de corno, mas vejam (e me perdoem por constatar isto): Podem crer: Esta dor que Freud explica é tão lusitana, tão européia quanto remota, inútil e vã. É como aquele olho cego do Camões, caído sob peso do molho de louros de uma glória portuguesa que hoje vale quase nada (navegar teria sido mesmo preciso?).

(E antes que aquela turma de luso-tropicalistas, ‘cavaleiros da távola quadrada’ comece a associar o conceito ‘vira-latas’ do Nelson com mestiçagem, hibridização e/ou mulatitude nem vem que não tem!-  urge dizer e repetir: Eles, os ‘brancos’ do Brasil, se admitindo, se julgando assim tão bastardinhos, é que parecem ser os auto-assumidos vira-latas desta história e não nós, os que temos sido por eles tratados sempre como sendo… os outros.)

E não é não?

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Eliminatórias do campeonato dos vira-latas.

(Pincei isto aqui na Wikipédia. É bom parâmetro para pré-analisarmos o que vamos ter de encarar em 2014.)

“Por causa da Segunda Guerra Mundial, a Copa do Mundo não vinha sendo disputada desde 1938; as Copas do Mundo de 1942 e 1946 foram canceladas. Após a guerra, a FIFA desejava ressuscitar a competição assim que possível, e começaram a planejar a próxima copa. No pós-guerra, a maior parte do continente europeu estava em ruínas. Como resultado, a FIFA teve algumas dificuldades em encontrar algum país interessado em sediar o evento, uma vez que muitos governos acreditavam que o cenário mundial não favorecia uma celebração esportiva, e também era mais importante que os recursos que seriam investidos na Copa do Mundo não fossem extraídos de outras fontes mais urgentes.

Por algum tempo, a Copa do Mundo estava em risco de não ser realizada por causa de uma falta de interesse da comunidade internacional, até que o Brasil apresentou uma proposta ao Congresso da FIFA de 1946, se oferecendo a sediar o evento, contanto que o torneio fosse realizado em 1950 (estava originalmente planejado para 1949). Brasil e Alemanha eram os principais candidatos à cancelada Copa do Mundo de 1942; uma vez que tanto os torneios de 1934 e 1938 foram sediados na Europa, historiadores do futebol geralmente concordam que o evento de 1942 provavelmente seria sediado por um país sul-americano. A nova proposta brasileira era muito semelhante a de 1942 e foi rapidamente aceita.

…Enquanto Itália e Áustria, duas equipes bem sucedidas no pré-guerra, não estavam sujeitos a sanções internacionais, o Japão, ainda sob ocupação, e a ocupada e dividida Alemanha ainda não tinham permissão para competir.

…As nações britânicas puderam competir, tendo se reunido à FIFA quatro anos antes, após 17 de auto-exílio. Foi decidido que o 1949-50 Home Championship serviria de eliminatória, com o campeão e vice se classificando. A Inglaterra terminou em primeiro e a Escócia em segundo, mas os escoceses optaram por não participar da Copa. Só o fariam se tivessem conquistado o primeiro posto.

Dois outros times, Turquia e Índia, também desistiram após se classificarem. A Índia não foi, pois a FIFA não permitiu que eles jogassem descalços. França e Portugal foram convidados para repor as vagas, mas declinaram. Incialmente a França concordou em jogar, mas depois reclamou que as partidas de seu grupo compreenderiam uma distância de mais de 3.000 quilômetros. Os franceses disseram aos brasileiros que não sairiam de casa se isto não fosse mudado. A Federação Brasileira recusou e a França desistiu. Sendo assim, ainda que 16 times estivessem originalmente previstos, somente 13 tomaram parte no torneio.”

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(Pincei também isto, sobre o Maracanã)

“A Construção

Este histórico estádio, que é conhecido pelo nome do pequeno rio que corre em frente e que também dá nome ao bairro onde está localizado, foi construído para sediar a Copa do Mundo de 1950.

Em 1947 a prefeitura do Rio de Janeiro abriu concorrência pública para o projeto arquitetônico do estádio. O projeto vencedor foi de autoria da equipe de arquitetos formada por Waldir Ramos, Raphael Galvão, Miguel Feldman, Oscar Valdetaro, Orlando Azevedo, Pedro Paulo Bernardes Bastos e Antônio Dias Carneiro.

A sua construção teve início dia 2 de agosto de 1948, na administração do prefeito Ângelo Mendes de Morais. Trabalharam na obra gigantesca 1.500 homens, e nos meses finais este número elevou-se para 3.500. O engenheiro que iniciou os trabalhos foi o Dr. Paulo Pinheiro Guedes.

A Copa do Mundo de 1950 foi realizada com as obras ainda inconcluídas. A rigor, estas só terminaram em 1965.

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Ai ai! Os sintomas do complexo de vira-lata estão bem vivos e já se manifestam

O Nei Lopes chiou, muitos – como eu faço agora – chiaram, mas quem tem culpa no cartório, ouvidos moucos, se fez de morto. Dizem como sempre que as queixas são coisa de ressentidos inconformados com tudo, gente que não tem mais o que fazer. Um desses ufanistas de internet chegou até a dizer:

“Vocês deviam se envergonhar de floodar a internet com esse monte de merda, falando mal da copa, do país e etc. Pessoas como vocês não crescem porque estão acostumadas a por a culpa nos políticos, no chefe e na globo ao invés de correr atrás e melhorar. Há motivos mas não é desculpa… Eu trabalho e pago meus estudos, deixando até de sair para ter um futuro melhor pro meus filhos. Vocês não representam o verdadeiro Brasil! “

E a logomarca da nossa Copa? Ui! Desta eu nem devia falar. É chover no molhado, no cuspido e no escarrado. Todo mundo que eu conheço odiou aquilo, aquele design ginasiano, grosseiramente acabado. Querem saber quem criou o monstro afinal? Quem aprovou o troço e nos pregou esta peça, gente? Pois vejam neste link: O mais perto do elogioso que vi as pessoas chegaram ao comentar o troço foram as gracinhas comparando a imagem a uma representação do Chico Xavier psicografando algum espírito de vidas passadas (seria um Polvo Paul do além que vai adivinhar os resultados dos jogos por aqui?)

“Um ato de vergonha”

O renomado designer Alexandre Wollner, um dos precursores do design moderno brasileiro, criador de logotipos que se tornaram ícones da cultura visual do país, como os das empresas Itaú, Philco e Hering (ver entrevista no Portal 2014), resumiu em uma palavra seu espanto com o logo: “É lamentável”.

Wollner fez a seguinte análise do logo: “Em cores, parece uma cara coberta pela mão num ato de vergonha; horrível. Não é uma marca, é uma ilustração de um artigo “a vergonha do brasil” (de ter perdido o campeonato)!

Os ‘notáveis’ devem ter comparado com outros desenhos de baixo nível”. E finaliza, surpreso: “Mas afinal, quem participou do concurso?! Teve concurso?”. Wollner ainda manda um recado aos ‘notáveis”, para que imitem o ato de vergonha por terem escolhido este desenho.”

Os ‘notáveis’ do júri da logomarca, são celebridades que os responsáveis julgaram representativas da imagem do país no exterior: Gisele Bündchen, Paulo Coelho, Ivete Sangalo, Hans Donner e Oscar Niemeyer (visivelmente constrangido ao referendar aquilo). Pelos depoimentos destes respeitáveis ‘notáveis’ da vez, a sua participação no evento parece ter sido apenas a de dar respaldo ao troço. Nenhuma veemência em defender os votos. Apenas falas mais ou menos estudadas e decoradas .

Mas prestem atenção no elenco do ‘showzinho’ que lá na terra de Madiba anunciou toda a onda da Copa de 2014. A simpatiquinha, porém, sem sal Vanessa da Mata acompanhada por uma banda pop-moderninha convencional (com um DJ negão só para dizer que tinha negro na história…cotas raciais?). De resto dois dançarinos mauricinhos sem feeling ou talento algum fazendo gracinhas rítmicas no corpo (como num show de um Stomp de araque) , vestindo uniformes de jogadores da nossa seleção (‘nossa’?).

O que era aquilo? Era o melhor e mais significativo que encontraram para representar a nossa cultura? Quem arregimentou este showzinho pífio?

Sei que pareço chato, mas observem bem atentamente a cuidadosa distribuição ‘racial’ – ou biotípica sei lá? – da população brasileira inserida no vídeo oficial (presumo que pela ordem das cidades sedes previstas ou sugeridas) sim porque, alguém fez aquela meticulosa seleção de biotipos e com alguma intenção (de nos representar neste aspecto, presumo).

Brasília-Brancos, Natal- Brancos, Curitiba- Brancos, Salvador-Negros, Cuiabá-Morenos, Porto Alegre- Brancos, Recife-Negros, Fortaleza-Morenos, Manaus-Índios
São Paulo- Nisseis, Rio de Janeiro-Brancos.

Como ela, a estratificação aí apresentada, não corresponde, nem de longe, a real composição da população do país, o que teria prevalecido na escolha senão uma tentativa de maquiar, de tornar mais branquinha do que é, a nossa cara marrom?

Complexo de vira lata, na certa.

E vejam só (no link) o Ricardo Teixeira falando da África do Sul na solenidade de apresentação do Brasil para a Copa de 2014):

_”Depois de sairmos daqui tão africanos, chegou a hora de ficarmos mais brasileiros”

(Ops!.. Ato falho, gente. A África é um continente e o Brasil um país. Não precisamos ficar mais africanos do que já somos e sem assumir isto – nossa cara marrom – nunca seremos brasileiros por completo, lógico.

E o Paulo Coelho? O que diz?

_ “ali – no futebol– está nossa cor, a nossa alegria e a nossa disciplina

Ops! Ato falho de novo: Cor? Como assim? Qual cor? A negra? A morena? Qual? Mas vocês não afirmam sempre que são cores, diversas, tudo junto e misturado? E qual a qual disciplina Paulo Coelho se refere? Onde é que ela está?

Tudo muito esquisito, montado, gerido sabe-se lá por quem, num contexto em que a coisa mais evidente que se viu foram os mau bofes do nosso presidente que, estando na África e tendo viajado, segundo se divulgou, para isto, acabou – logo ele, tão cioso da projeção de sua imagem no cenário internacional – à última hora esnobando a cerimônia da final da Copa, onde deveria estar como mandatário do país-sede da próxima competição,  por conta sabe-se lá de que (talvez de algumas coisas que sabe mais do que nós, como por exemplo, qual é a natureza das críticas e preocupações da Fifa – divulgadas só por alto – com relação à realização Copa no Brasil.)

Em suma: Eu mantenho as minhas ralas e grisalhas barbas de molho. Não confio nem um pouco nesta ‘elite’ que nos governa (ela sim, bando de vira-latas). Dizem que o belíssimo Soccer City (talvez o mais belo estádio esportivo do mundo) custou, mesmo depois de todas as revisões de custos, U$ 700 Milhões – uma cifra astronômica segundo um jornalista brasileiro mais deslumbrado. Mas tem um detalhe crucial nesta história de Soweto: Dá para ver que cada centavo da grana que se alegou ter sido gasta está toda lá, dentro daquela bela cabaça da redenção de um povo.

A África do Sul tem um índice de corrupção até bem significativo, certo? Mas não se esqueçam que neste ítem  nós somos campeões. Mesmo assim – que coisa curiosa, não é?-  nenhum vira-latas revirou as verbas da Copa por lá. Já aqui…

E ora, ora, vamos combinar que este negócio de quanto custa não é bem o nosso problema. U$ 700 Milhões foi quase o custo da Cidade da Música na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro  que é uma obra que, comparada ao Soccer City é até bem chinfrim, inventada pelo ex-prefeito César Maia – com seu complexo de faraó tupiniquim –  e mantida até hoje fechada e inacabada pelo prefeito atual, Eduardo Paes que alega, ora suspeitas de superfaturamento da obra, ora problemas de caixa da Prefeitura. Sei…sei.

As pendengas pela construção do estádio em São Paulo, denunciando uma rixa estúpida entre Rio e São Paulo (ou entre PT e PSDB, vai saber), as guerras sangrentas já comuns por aqui pelas concorrências e licitações fraudulentas, a corrupção generalizada no congresso e em todos os níveis da administração do Estado (as latas de lixo da nação sendo reviradas), além de outras questões sócio econômicas mais cabeludas (especulação financeira, violência urbana sem controle à vista, miséria visível em qualquer esquina de nossas grandes cidades), relacionados ao quase tudo que se tem para fazer  em termos de infra-estrutura em apenas quatro anos, é de deixar qualquer brasileiro de verdade com o coração na mão.

(E isto se nenhuma crise financeira internacional nos pegar no contra pé.)

Tenho certeza que teremos em 2014 uma seleção supimpa, melhor do que esta que morreu na praia (que, aliás, cá entre nós, bem que podia ter sido campeã. Porque não?) Somos sim o País do Futebol. Só que isto é pouco. O problema real, o que me dá arrepios é outro, este que confesso agora:

Vira latas – se é certo que têm coração – tem por isto mesmo complexos e traumas  sim, mas… não têm nenhuma noção do perigo. Quando não são atropelados na pista, são pegos pela carrocinha.

Já psicografei: Em 2014 nós, os brasileiros, de cabelo em pé, vamos sentir saudades – e inveja- das pobres, porém, orgulhosas e altaneiras vuvuzelas:

_Bruuuuuuu!

(..Ih! Acho que eu também complexei).

Spírito Santo
Julho 2010

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~ por Spirito Santo em 13/07/2010.

4 Respostas to “A hora ‘H’ do Vira-latas”

  1. Seleção supimpa foi foda, mas eu tinha que amaciar para não me chamarem de pé frio.

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  2. Na veia mano veío. Pegou de sem pulo, golaço de voleio. No ângulo. Só discordo (vc não é pitonisa) da seleção supimpa (sic).

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  3. Querer que a gente confie é até compreensível: Acham a gente meio idiota mesmo. Mas daí a achar que a diretoria da Fifa é obrigada a confiar é dose, não é não?. Muita petulancia dos ‘bofes’ (os dos moluscos, sei lá)

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  4. Spirito
    Só você mesmo pra me prender nessa longa dissertação sobre a viralatice brasileira.
    Assino em baixo, e parabenizo o autor pelas minúcias escavucadas, que aumentaram meu conhecimento à respeito dos já tão famosos atrasos de obras!!
    Quem diria….o Maracanã começou em 48 e terminou em 65!
    E ainda querem que nós confiemos.

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