Ismael Ivo: Tição em brasa rasga a escuridão


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Festival de Arte Negra de Belo Horizonte- 2007

A dança do invisível

A primeira vez que vi o Ismael Ivo foi em São Paulo.  Fui tocar com o ‘Grupo Vissungo’ num desses eventos artísticos em honra ao 20 de Novembro (que, acho eu, nem se chamava ainda Dia da Consciência Negra) ali pelo início da década de 1980, ao tempo em que o Gianfrancesco Guarnieri (este mesmo, autor da sensacional peça teatral  ‘Eles não usam black tie‘)  era – que luxo!- Secretário de Cultura da cidade, com Teresa Santos, também da secretaria, organizando tudo, arregimentando artistas negros do Brasil inteiro, para o que foi um dos primeiros eventos memoráveis sobre esta data.

Me lembro vagamente  daquela figura negra e esguia-  como convém a um bailarino – com uma malha modesta (que a minha memória guardou como sendo até algo surrada) fazendo um impactante solo no palco, surpreendendo-nos com a qualidade de sua dança, clássica ou contemporanea como saber? Erudita enfim, inusitada para todos nós que nos perguntávamos meio abestalhados:

_’Como pode ser? Um bailarino negão?!’

Numa rápida conversa de bastidores me lembro vagamente dele, Ismael, ter comentado conosco algo acerca de sua vontade de sair do Brasil, tentar a sorte de sua arte na Europa.  Achei aquele seu anseio mais do que pertinente, conveniente mesmo (eu mesmo, músico na época, embora longe de ter o talento fulgurante dele,  ruminava planos semelhantes): Como conceber um bom futuro profissional para um bailarino daquela estirpe no Brasil sendo ele …negro retinto como carvão?

A segunda vez que o encontrei já foi, imagino quase dez anos depois. O destino nos cruzou, de novo fugazmente, em Viena, Áustria em 1991, por aí. Ele residindo em Berlin (ou Stuttgart, não sei bem) na Alemanha, estava na Áustria para mais um International Dance Weeks de Viena, festival de dança contemporânea do qual ele – diga-se só de passagem – era simplesmente o diretor artístico e principal coreógrafo (foi também, logo em seguida, diretor artistico do  German National Theatre de Weimar.)

Enquanto tomávamos à tardinha um vinho casual no jardim da minha cunhada Roseana (que, coincidentemente já era sua amiga desde os tempos de São Paulo) acho que lembramos – ele muito muito vagamente – daquele precário palco em São Paulo e daquela decisão tão certeira que ele tomou de deixar o Brasil, o que ocorreu pouco depois daquele evento em São Paulo, por meio de um irrecusável convite para integrar a companhia do grande bailarino norte americano Alvin Ailey.

Hoje, depois de um tempão sem ouvir falar dele por aqui dei de cara na internet, quase que por acaso, com uma notícia sobre Ismael e seu fantástico trabalho na Itália.  Não teve jeito: Tive que me dar conta de novo, de que o Brasil continua a ser aquele mesmo país de ‘elite’ ignorante e inculta daqueles já longínquos 30 anos atrás.

_’Como? Até hoje ainda não pode haver no Brasil um grande bailarino negão?’

Ismael Ivo, negão ou não negão, em Sttutgart, Alemanha – onde segundo, ele mesmo admite emocionado foi recebido como um filho da terra – ninguém se importou jamais em subestimá-lo, cortando as suas largas asas por causa de sua cor. Solto e livre para voar, alçou voo aos céus e plana pelo mundo como uma nuvem em movimento, uma águia plácida.

Ele  faz parte hoje da nata, do supra sumo da dança contemporânea do mundo, como coreógrafo e diretor da Bienal de Dança de Veneza (e nem pense em  passar batido deste link aí porque a entrevista  contida nele é realmente sensacional)

Aqui, pelo visto, mesmo sendo negão – ou por isto mesmo – Ismael é pouco mais do que um estrangeiro de segunda classe. Ele pode morrer do coração, barrado por um guarda armado no limiar de uma porta automática de banco; confundido com um guardador de carros pode ser chingado de ‘macaco‘ – ou de ‘crioulo safado’ – no estacionamento, por alguma madame nervosa; pode até mesmo ser abatido a tiros numa esquina, por engano, confundido com um traficante de meia idade. Quem se importa por aqui que ele seja o que é? Aliás…Quem ele pensa que é?

_Quem?..Ismael o que?

Não é de se estranhar. Não é assim que as coisas funcionam por aqui? Com toda certeza, exceto, é claro por aqueles  ligados em cultura negra (como Ari Cândido, cineasta que fez um já antológico filme autobiográfico sobre Ismael) este artista-orgulho do Brasil, não é conhecido pela maior parte dos brasileiros que lerão estas minhas francas anotações.

Senão vejamos: Vocês já haviam ouvido falar em Ismael Ivo? Não? Tudo bem. Isto é mais do que normal. Veja nos links assinalados os filmes mais significativos que separei sobre o trabalho dele para vocês. Um é sobre os bastidores da recentíssima montagem (estreou por estes dias) de sua coreografia para a a obra ‘A Sagração da Primavera (‘Il Rituale de Primavera’) baseado na peça de Igor Stravinski , outro uma entrevista sobre a montagem de outra obra sua (“Oxygen” para o 7. Festival Internazional de Dança Contemporanea) e, de quebra,  logo abaixo  a entrevista que ele deu para a revista ‘Raça‘.

Observe, principalmente o que tem de profundo e universal no pensamento dele sobre dança contemporânea, arte e sociedade e se pergunte, constangido como eu: Porque será que Ismael Ivo ainda é tão indizível, invisível em seu próprio país.

Fiquei pensando numa Carla Camurati destas da vida, desfilando como uma cortesã do império dos Pedros de Orleans –  uma marquesa de Santos afetada de brocados – no hall de ‘seu‘ solar, arrotando os pendores de uma águia folheada a ouro, discorrendo sobre o bijou precioso que ficou o ‘seuTeatro Municipal, restaurado às custas de não sei quantos milhões… nossos.

Vi também, de relance na TV, hoje mesmo, a indefectível e quase eterna dama do pas de deux Ana Botafogo, não menos afetadamente (como um Cisne de asas aposentadas) exaltando  o ‘seu’ já tão ultrapassado ballet de sempre. Pompas e circunstancias de bolor evidente e fora de moda, destas nossas tão ‘pobres‘, mesmas e melancólicas celebridades luso-tropicais.

Daí achei chato viver num país no qual maior esperteza possível – o sentido mítico, simbólico de nossa estratificação social-  é o mérito de Possuir ou Pertencer e nunca o de Ser ou de Fazer algo. Uma prática colonial que pode muito bem ser traduzida por aquele pensamento leniente, acomodado e corporativista de gente de mente pequena, que com o próprio guarda-roupas cheio de chambres e sedas diz para a plebe, com desdém e cinismo:

‘Em terra de saci uma calça dá pra dois’.

Só que saci não dança, certo?…Ao que um Gil reggae-tropicalista diria:

_Gente estúpida…

—————

(A entrevsita para a revista ‘Raça’)
Raiz negra da dança contemporânea, ele evoca corpo em movimento, contorcionismo e beleza.

É quase impossível falar em dança contemporânea na Europa sem mencionar o nome de Ismael Ivo. Coreógrafo e bailarino afro-brasileiro, esse paulistano de 49 anos, se transformou em cidadão do mundo quando, em 1983, o coreógrafo americano Alvin Ailey, após tê-lo visto em uma performance solo, o convidou para integrar sua companhia de dança em Nova York.

Dos Estados Unidos para o Velho Continente foi só uma questão de tempo. Após anos de experiência, o menino que cresceu dançando pelas ruas da Vila Prudente, hoje se divide entre os principais palcos de Berlim (onde mora), Nova York, São Paulo e Veneza. E foi justamente ali, entre os canais mais românticos do mundo, que este coreógrafo de vanguarda – que funde à sua raiz negra a dança moderna, ao butô japonês e ao teatro-dança alemão – assumiu, ano passado, a curadoria do Festival Internacional de Dança Contemporânea da Bienal de Veneza, um dos mais importantes eventos de dança do mundo.

Para intensificar sua pesquisa sobre o corpo humano, Ismael Ivo criou para o festival, em 2005, Body Attack – espetáculo que estudava o corpo como documento de seu tempo. Na edição deste ano, em junho passado, foi a vez de UnderSkin – coreografia que procurava trazer à tona o que se esconde debaixo da pele para compreender o papel da dança em relação ao corpo e a sociedade.

A “era Ivo” de onde provém a dança inovativa e multiétnica, como descrevem alguns jornalistas e críticos europeus, deve terminar no próximo ano. Encerrando a trilogia o coreógrafo levará à Veneza o mais absoluto e explosivo de todos os temas: o erotismo com a encenação denominada O Corpo e Eros.

Raça Brasil – Atualmente, que espetáculos seus estão em cartaz na Europa?

Ismael Ivo

São dois espetáculos paralelos, o primeiro se chama Dubble. Estreou em novembro em Bielefeld, na Alemanha. Esse projeto envolve atores e bailarinos e é inspirado em dois autores: Antonin Artoud e Heiner Müller.

A visão que ambos haviam do teatro foi o ponto de partida para desenvolver esse trabalho. De Artoud nos baseamos no teatro da crueldade, aonde o foco principal era o corpo, qual o papel do corpo físico dentro do teatro contemporâneo. Já Müller representa o teatro de fragmento sintético. Procuramos sintetizar frases, palavras e idéias e dar lugar ao corpo como protagonista, a expressão corporal do ator enquanto palavra. Algo como comer as palavras e digeri-las em movimento.

O segundo espetáculo se chama Apólo e Jacinto – primeira ópera escrita por Mozart, aos 11 anos. Eu coreografo, danço e dirijo. É a primeira vez que dirijo uma ópera, oportunidade que me diversifica linguagem e experiência. Estréia este mês no Museu Pergamon, de Berlim, fechando o ciclo de comemoração do centenário de Mozart.

Você vem de uma família com educação católica, como foi que você descobriu que seria bailarino?

Família católica sim, mas até onde se define a religião no Brasil. O nosso catolicismo é diverso do romano. No domingo a gente vai à missa e no resto da semana, ao terreiro. Eu sempre digo que o terreiro foi o primeiro contato que tive com arte, porque me abriu as asas da imaginação. Eu relaciono com o que faço enquanto dança. Recuperar esse sentido da magia, da fanstasia, da irrealidade que se torna real por meio da arte. O que uma família negra, de classe média baixa, deseja para o filho? Ser médico, engenheiro… Uma perspectiva de ascensão na escala social. Mas cheguei a um ponto que comecei a questionar raças, preconceitos, oportunidades e isso me deu outra perspectiva. Descobri que queria verbalizar. Não somente conquistar um lugar social. Sentia a necessidade de colocar isso como expressão. E o teatro se apresentou como um grande veículo. Foi dali que descobri o corpo e dei início a minha pesquisa corporal.

Qual foi a reação ao convite de Alvin Ailey para que você integrasse sua companhia de dança e o que mais lhe marcou naquele tempo em que viveu em Nova York?

A Big Apple em si é impressionante. Sentia sempre martelar uma coisa como: Decifra-me ou devoro-te. Mas o que mais marcou foi a disciplina. O americano não te dá tempo para pensar se uma coisa vai ou não dar certo. Isso me deu possibilidades de investir em mim mesmo. A bendita mão de Deus levou o Alvin ao Brasil. Ele me levou para Nova York e isso fez com que meus projetos amadurecessem. Foi um grande mestre e uma grande escola.

A sua ida a Berlim tem um motivo especial?

Fiz um solo em Nova York e me convidaram para apresentá-lo em Berlim e Viena. Quando fui para a Alemanha, Berlim estava fervendo com a grande revolução da dança teatro e toda aquela efervescência me fascinou muito. Quando voltei para Nova York sabia que o tipo de pesquisa que eu estava desenvolvendo já no Brasil, isto é, a busca do meu próprio tipo de linguagem — e que foi o que chamou atenção do Alvin – não poderia ser concluso ali. Fui para a Alemanha porque me identificava totalmente com o que estava acontecendo naquele momento.

Você tem um trabalho muito forte ligado a Márcia Haydéee, como foi que vocês se conheceram?

Conheci Márcia em Stuttgart, cidade que me acolheu como filho. Fui coreógrafo em residência num segundo teatro da cidade, que era paralelo aquele que Márcia dirigia, o Stuttgarter Balleu. Mas começamos a trabalhar juntos muitos anos depois. Viajamos o mundo apresentando espetáculos de grande sucesso por cinco anos, eu coreografava duos para nós e ela dançava como uma rainha do ballet que é.

Em 2002 você apresentou o solo Mapplethorpe, uma homenagem a Robert Mapplethorpe. Por quê?

Mapplethorpe foi um grande fotógrafo americano, controverso, é debatido até hoje. Uma das suas especialidades era fotografar, muitas vezes de forma explicita, o corpo do homem negro nu. Quando estava em Nova York, encontrei uma jornalista que tinha conhecido em Berlim, que estava indo entrevistar o Mapplethorpe e fui junto. Chegamos e quase tomei um susto, porque, até então, não tinha a menor idéia de quem era aquele fotográfo. Quando vi aquelas fotos de homens negros nus, caiu a ficha de quem era ele. No final da entrevista a jornalista lhe pediu uma foto. Para minha supresa, ele disse que só faria a foto se pudesse me fotografar. Sentei, tirei a camisa e me deixei coreografar. Sim, porque era isso que fazia, ele estava utilizando a lente como estudo anatômico do meu corpo, aí dizia: agora move a cabeça lentamente para esquerda, para a direita. Foi uma grande viagem, ficamos quase duas horas no estúdio. Depois da sua morte decidi usar o seu sentido da fotografia, a experiência pessoal que tive e toda a polêmica de seu trabalho. Assim nasceu o solo, criei um diálogo com ele e toda a temática racial que envolvia sua obra. Esse foi meu primeiro contato com a Bienal, apresentei o solo no festival de 2002.

Como você recebeu o convite para ser curador da Bienal de Dança de Veneza?

Sempre admirei a Bienal por ser um espaço cultural progressista, a considero uma das coisas mais fantásticas relacionada às artes e, ser curador de uma das vertentes dessa mãe das Bienais do mundo, é superimportante e satisfatório profissionalmente.

Em Iluminata, a coreografia que você criou para a abertura da Bienal passada falava, entre outras coisas, de morte, mas não é a primeira vez que você usa esse argumento em uma montagem sua. Em Mapplethorpe era a simbologia para a libertação da alma.

A morte sempre me encheu de curiosidade. Não como libertação da alma, mas como questionamento do corpo, é nisso que se centra o meu trabalho. O corpo e a utopia do corpo. O que é e que tipo de representação simbólica, social, existencial há. O meu trabalho, na realidade, tem inspiração puramente existencial.

O tema da Bienal do próximo ano será o erotismo. Corpo, alma e ciência e ano que vem eros. É o fim de uma trilogia?

Sim. Uma trilogia iniciada em 2005, quando fizemos BodyAtack ou Ataque do Corpo, que significava o corpo como um documento do tempo. Como os coreógrafos respondem a esse tipo de energia social pós World Trade Center. Esse ano eu fui para o corpo biológico. Corpo, alma e ciência, o que estamos fazendo com nossos corpos? Estamos chegando ao ponto de transplantar tudo. O que é esse corpo biológico? Toda essa discussão dentro do tema UnderSkin ou Debaixo da Pele. E fechando a trilogia eros. O festival será dionisíaco, o que resta em nós do ser animal? O cheiro, o amor, o ódio, todas essas sencações carnais, por isso a intitulei Corpo e Eros.

O que você pensa sobre a situação da dança no Brasil?

O Brasil sempre foi um celeiro de talentos e continua sendo porque nós vivemos numa hiper-realidade, em um realismo mágico de Jorge Amado. A gente já nasceu nessa realidade absurda, Jorge Luis Borges falava que para entender a realidade da América do Sul depende muito do ângulo que você a vê. O corpo do bailarino brasileiro é aberto a essa fantasia, ele cria, improvisa uma realidade, canibaliza uma idéia e a recria. O Brasil tem esse celeiro imaginativo muito forte.

O Ari Candido dirigiu um documentário – O Rito de Ismael Ivo – sobre você.

Conheci o Ari muitos anos atrás e, por curiosidade de cineasta, ele começou a me filmar. O documentário foi realizado no exato momento entre os dois Ismaeis, o que estava com vontade de sair do país, de conhecer e de evoluir, mas não tinha uma perspectiva concreta e o que saiu e que hoje dirige a Bienal de Dança de Veneza. É um registro biográfico.

Um sonho na gaveta?

Gostaria de ser diretor de dança de uma companhia oficial no Brasil, de poder passar toda minha experiência, que vai do afro ao clássico, passando pelo butô, dança contemporânea e dança-teatro. Acho que sou um dos únicos brasileiros que têm esse tipo de história, linguagem e material. Queria deixar todo mundo de boca aberta com o talento e a capacidade de invenção que existe neste país.

Ismael Ivo por ele mesmo

É esse bailarino afrobrasileiro que um dia resolveu acreditar que era possível e até hoje continua se surpreendendo com o resultado disso.

Janaína Cesar Revista RAÇA”
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Spirito Santo
Julho 2010

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~ por Spirito Santo em 18/07/2010.

3 Respostas to “Ismael Ivo: Tição em brasa rasga a escuridão”

  1. Que beleza! Obrigada por diminuir a nossa ignorância. Fiquei fascinada e vou pesquisar mais sobre ele. Lamentável o Brasil desconhecer o seu próprio fruto.

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  2. E vivamos nós em Ismael a nossa glória de povo que dança esta diáspora infinda. Pobres daqueles brasileiros que não se enxergam humanos no corpo de Ismael.

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  3. A primeira vez que vi Ismael Ivo ao vivo, foi há pouco tempo, em 2007, creio eu, na Haus der Kulturen der Welt em Berlim.
    Aquela figura mágica em uma peca sua, a servir humidelmente tres grandes damas da história negra contemporanea. Tres mulheres duas brasileiras e uma americana com mais de setenta anos de idade. Contavam suas vidas transatlânticas. Mae Beata, Tereza Santos e Othella Dallas.
    Othelia enfrentou o racismo no sul dos EUA criando uma escola de música, Teresa Santos passou pela prisao da burocracia stalinista de Angola, e mae Beata simboliza a resistência viva da reigiosidade de matriz africana transtlântica.
    Ismael Ivo coreografou e dancou no espetáculo “Olhos d’água” milhares de pessoas. Como um fio mágico sua figura gigante perpassava o palco e projetava ara primeiro plano a honra daquelas senhoras.
    A delicadeza e invisibilidade de seus gestos foram o fio da meada que ficou nos coracoes e mentes do público.
    Viva Ismael Vivo!

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