Spirito Santo & Musikfabrik: Exposição 15 anos de Uerj

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Pose do artista vistante da Uerj(Fotos de Francisco Moreira da Costa)

Spírito Santo & Musikfabrik: Expo na UERJ
Resenha

Modéstia à parte é uma expressão certeira e providencial numa hora dessas. Samuel Araújo é O Cara em nossa etnomusicologia. O ensejo para o texto que vocês lerão logo abaixo, foi o convite do Departamento Cultural da Uerj para que ele escrevesse a resenha para o catálogo de nossa exposição como artista visitante da universidade, no mesmo ano no qual, coincidentemente, o Projeto Musikfabrik (criado por este vosso humilde criado) comemora surpreendentes 15 anos .

Pois vejam: A área deste meu trabalho a ser exposto (objetos e instrumentos musicais artesanais criados no processo de aulas e pesquisa organológica com alunos de diversas origens desde 1995) é, exatamente a etnomusicologia. Bem, orgulhoso que só vendo, deixem-me espalhar a resenha do Samuel Araújo – publicada a seguir – assim, aos quatro ventos.

Ela vale como reconhecimento de algo, realmente bem bacana e do qual muito me orgulho. De que valeria ser modesto numa hora destas, não é mesmo?

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A sensacional ‘Expo‘ , denominada ‘Visitantes’ (já que conta também com o trabalho do meu colega de residência na UERJ o artista plástico Alberto Kaplan) rolará na Galeria Candido Portinari , no Campus Maracanã da UERJ a partir do dia 15 Setembro com a abertura às 18:30 Hs) animada por uma inusitada (e quiçá) mui loca jam session, com os músicos amigos e alunos músicos presentes, os quais – todos – podem se considerar devidamente convidados desde já)

Vamos lá então (ao texto agora e a expo do dia 15)!

(Veja filme Musikfabrik de Alexandre Gabeira neste link)

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“Spírito Santo: Tambores em movimento”

Por Samuel Araújo
Diretor do Laboratório de Etnomusicologia da UFRJ

Intelectual, ser político, artista, artesão, ponte antropofágica de fluxos incessantes entre África e diáspora, demiurgo no país dos bruzundangas, estas e tantas facetas e tais caberiam no ser humano aqui homenageado, também capaz do papo mais saboroso e suingado à mesa de bar, na Lapa de mitos e heróis, famosos e anônimos.

Do intelectual, que se autotraduz aos interlocutores por meio de linguagem polimorfa, abrangendo sons, gestos e escritas interpenetrantes, transborda a inquietude, a pesquisa densa e infinda dos mistérios dessa vida tão simultaneamente festiva quanto fúnebre, cantada em vissungos por trabalhadores escravos espalhados pelas áreas de garimpo das Minas Gerais, sob servidão forçada e iniqüidades que perduram mesmo após substituírem-se os grilhões de ferro e madeira por grilhões ideológicos de maior ou menor sutileza, até aqui, de estúpida eficácia.

Do ser político, a fibra de quem não se dobra ante o autoritarismo e violência dos verdugos de plantão, passando a outras gerações o exemplo de ser possível resistir ao mais aparentemente irresistível furor opressivo cultivando sensível e dignamente a semente mais tenra da verdade.

Mas há também o artista ou algo além do mesmo, pois fabrica seus instrumentos de trabalho, múltiplos tambores, xilofones, raspadores, arcos musicais, campânulas, laminofones que, em mãos de populações africanas escravizadas, aportaram ao Novo Mundo, e especificamente ao Brasil, povoando as Américas com sonoridades, ritmos e escalas que, explicitamente ou não, ainda podem ser ouvidos da terra batida em regiões remotas do interior do país aos estúdios de alta tecnologia e salas de espetáculo urbanas.

Estranho mistério este, que, aliás, só mesmo um Spírito Santo talvez pudesse nos desvendar: se os seus produtos sonoros, escalares e rítmicos ainda são perceptíveis hoje de modo indireto, em modos de entoação vocal, traços de afinação diferenciada da que se padronizou no Ocidente ou polifonias percussivas de tão clara ligação com modelos africanos, por que a grande variedade de instrumentos de procedência africana aqui chegados – por exemplo, os laminofones, como o registrado, entre outros artistas, pelo tenente inglês Henry Chamberlain, tocado por escravo, em pé e com cesto de lenha na cabeça, no Largo da Glória, Rio de Janeiro, em meados do século XIX, ou o instrumento de corda friccionada com arco registrado por Debret também no Rio oitocentista – teriam praticamente desaparecido do cotidiano brasileiro, com as raras exceções mais conhecidas pelos brasileiros contemporâneos como agogôs, atabaques ou cuícas?

Desse patrimônio, fustigado pela mesquinharia e ódio, surge imponente a cultura dos “africanos das Américas”, como diria o eminente músico senegalês Ali Farka Touré em recente documentário de Martin Scorcese sobre o blues.

Equivalente a um atestado de esquizofrenia social das elites brancas e europeizadas, plasmada por séculos de políticas de apartheid em alguns casos, de assimilação forçada em outros, o mesmo certamente se poderia dizer do samba – corrido, duro, de crioula, de quadra ou de enredo – do Recôncavo baiano às escolas de samba cariocas ou plantações de café paulista, samba que, filtrado e elevado a ícone no bairro de Padre Miguel, desperta em Spírito Santo, desde a infância, a inquietação vital em torno de seus tambores e sonoridades signos de uma história de resistência férrea ainda em curso.

A busca de referências familiares em atividade musical o leva inicialmente a identificar como laço mais próximo um tio, mestre de banda em Jerônimo Monteiro, no, imaginem, Espírito Santo. E é desse inquietar que se inicia um trajeto na vida, com escolhas determinadas, nem sempre fáceis, entre os imperativos da sobrevivência e, do lado quase sempre oposto, da expressão artística urgente, do estudo da diáspora africana em sua complexidade, do ato político certeiro e inegociável.

Primeiro passo? Compor sem apoio em instrumento melódico ou harmônico ou, como diria Guerra-Peixe, nosso mestre comum, em “tonalidade de tambores”, uma distinção infinitamente mais sutil de diferenciação entre sons que as possibilitadas pelo assim chamado sistema tonal europeu, presente de modo refinadamente estruturado em todas as manifestações percussivas africanas. Assim, sem sequer tocar violão, como lembra o próprio Spírito Santo, recebe aos 19 anos, o prêmio de melhor intérprete e a terceira colocação no 2º Festival Estudantil de Música, em 1968, por sua composição “Havia”.

Daí o impulso para novos passos em música, arregimentando como parceiro de caminhada seu irmão Luiz Antonio, o Lula, que se dedicaria ao cavaquinho, violão e contrabaixo, enquanto Spírito Santo de encarregaria da percussão e, a tempo, também de algum violão. No percurso, será fundamental a participação de ambos em grupo de teatro amador em Marechal Hermes, consolidando simultaneamente o compromisso em destacar a relação intrínseca e iníqua entre condição racial e as questões sociais em sua expressão artística e intelectual.

Início dos anos 70, era de chumbo grosso, assisto um ensaio doméstico do Sarará Miolo no sempre seminal Estácio, grupo vocal-instrumental, formado por cinco jovens, entre eles Spírito Santo e Lula, a interrogar a realidade dos negros e pobres com música vigorosa, embebida de história africana, com incisões de referências urbanas variadas. Impossível resistir à dança, ao movimento. O caminho se revelaria, porém, tortuoso, com querelas e impasses, afastamentos e reaproximações, vida que segue, exigindo, e simultaneamente dificultando, o engajamento do artista algo além do culto narcísico despolitizado.

Nem ainda terminada a turbulenta década, uma nova senda se abre a Spírito Santo pela leitura de O negro e o garimpo em Minas Gerais, clássico de Ayres da Matta Machado Filho sobre a cultura dos afro-descendentes trabalhadores da mineração, com indicações poucas, mas preciosas, sobre a música no contexto em questão. Vissungo, termo em dialeto quimbundo para certo tipo de cantiga associada aos africanos escravizados e seus descendentes, usada no trabalho como refúgio do humano, impulsiona à criação e nomeação de um novo grupo musical, também composto por jovens e talentosos músicos negros.

Inicialmente as referências documentais são limitadas, mas, a partir daí, será sempre ponto fundamental na trajetória do artista a pesquisa profunda e incessante, aliada à criatividade com foco embora sem limites, como arma de ativismo cultural, muito antes e muito além do politicamente correto de hoje, enxergando com clareza a trama perversa entre relações de produção e desigualdades raciais e sociais, não se superando um jamais sem o outro.

O grupo Vissungo se torna, então, passageiro de viagens incessantes entre a cidade do Rio de Janeiro e outros rincões do Sudeste, tendo como foco os muitos amálgamas da diáspora africana em solo brasileiro, os reprocessando em sua música e os levando prioritariamente às áreas suburbanas pobres, com escalas ecumênicas em locais à primeira vista díspares, como centros espíritas ou igrejas pentecostais.

E essa viagem passará ainda pela Europa e mais significativamente pela Áustria, onde há um encontro com referências até então inexploradas sobre a música africana, entre as quais técnicas de construção de instrumentos tradicionais africanos, que, para Spírito Santo, se tornam o cerne de nova exploração criativa e social, a oficina Musikfabrik.

Recebida institucionalmente pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, com passagem temporária pela Fundição Progresso, o Musikfabrik tem aberto desde então as portas da criação de instrumentos e sonoridades inusitadas a inúmeros jovens, entre os quais muitos moradores de comunidades pobres do Rio de Janeiro, espalhando a chama de África e sua diáspora em sensibilidades despertas por seus sons em contínuo fluxo e refluxo.

Sem ter a pretensão de abordagem exaustiva de tão multifacetada trajetória, noto apenas, concluindo, que muito chão se cobriu desde os tambores de Padre Miguel, mas certamente ainda muito há de percorrer este Spírito Santo indomável, com membranas retesadas de amor e entrega, únicas forças eficazes na árdua reinvenção poética da epopéia humana.

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~ por Spirito Santo em 02/09/2010.

19 Respostas to “Spirito Santo & Musikfabrik: Exposição 15 anos de Uerj”

  1. Kuka?Kuka? Fiquei eu matutanto. Meu velho ‘HD’ só matou a charada quando vi o nome da Cida. É que a minha fraca memória havia gravado você com uma ‘Cuca’ com ‘C’ (igual aquela do Sítio do Picapau Amarelo’. Pura maldade!)
    Que reaparição boa, gente! É a Kuka da Casa de Rui Barbosa, não é isto? Que prazer enorme de te ler por aqui. Vai lá na Uerj.

    Grande abraço

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  2. Viva a grande rede que nos (re) une.Beleza de realiação.Sempre procuro saber de vcs através de Cida.Um grande e afetuoso beijo com sabor de saudades.kuka

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  3. De Claudia Goes via lista da Etnomusicologia (etnomusicologiabr@yahoogrupos.com.br)

    Parabéns Spirito Santo!!!Grande momento e é mais que merecido o reconhecimento de todos. Lembro do inicio do Musikfabrik, estava lá e fico muito feliz por vc. Hoje estou em Lisboa, no doutorado em etnomusicologia, esse foi o meu caminho.

    Grande abraço

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  4. Ah! Esta aí não colou não. E quem seria esta sua outra misteriosa fada madrinha? Meio freudiana ela, não é não? Deve ser o teu alter ego, presumo.
    Modesta… que até dói.

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  5. Spirito, o que vc não sabe é que minha condição de fada-madrinha do Musikfabrik/UERJ se deveu à sorte que me lançou uma de minhas fadas-madrinhas – a mais generosa – que me presenteou com a seguinte sina: “Quando menos esperares, terás sua vida enriquecida pela condição de madrinha de um projeto dos mais nobres que terás visto sobre a face da terra e serás afortunada por poderes desfrutar da amizade de seu autor”. Assim foi dito, assim se fez e assim te conto. Menos devido a mim e mais devido ao que és querido Spirito Santo.

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  6. Plínio? Qual? O Arruda? Vamos nesta sim. O que falta é tempo, mas vamos nos encontrar aí, planejar mais a nossa semvergonhice e parceria.

    Te aguardo lá!

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  7. Valeu Spirito, saudoso Espirito. Parabéns pelo trabalho. Vou passar por ai. Mandei sua musica Saudades do Congo para o Plinio ouvir e ele gostou. Que tal uma paraceria para alguns festivais
    Vamos tirar as musicas da gaveta

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  8. (Galera amiga – cá entre nós)

    Já que ela, Maria Luiza, com a modéstia que lhe é peculiar omitiu o mais importante eu conto: O Musikfabrik teve em 2003 para 2004 um revés quase fatal com a sua defenestração da universidade por obra da gestão temerária de um cidadão inominável que assumiu o Departamento Cultural. Ficamos ‘asilados‘ na Fundição Progresso por injunção do Prof André Lázaro, que com diretor do Decult, junto com prof. Ricardo Vieiralves (sub Reitor de Extensão e Cultura) nos havia dado a honra de ingressar com o Musikfabrik na Universidade (UERJ) lá naquele hoje longínquo 1995.

    Em processo falimentar, quase desistindo de tocar o trem pesado em que o projeto se transformou, salvou-nos nesta fase o Ministério da Educação, na figura de uma madrinha tão fantástica quanto Maria Luiza, a gaúcha Arlete Fante, coordenadora da Região sudeste de um programa do MEC chamado ‘Escola de fábrica’.

    Findo o programa do MEC (no qual formamos uma feliz garotada adolescente) e já nos estertores, quase desistindo, nos aparece via internet a figura docemadrinha de Maria Luiza, professora doutora da Uerj (modesta, sei que ela vai odiar o título) que se empenha em nos reconduzir a UERJ em 2008. Ou seja: se não existisse Maria Luiza Oswald em nossa história, não estaríamos aqui agora comemorando 15 anos.

    Entre padrinhos e madrinhas tão incríveis desta idéia hoje tornada quase perene, Maria Luiza é, sem dúvida, a fada mais mais afirmativa, a fada decisiva.

    Esperamos ter correspondido à confiança de todos e todas, mas principalmente dela, a quem mando aqui um grande, o maior dos abraços com beijos de brinde.

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  9. Maria Luiza,

    Nem tenho palavras para você nesta hora, mas você não perde por esperar: vou espalhar para todo mundo por que você representa aqui neste nosso espaço incomensurável de amizades que realmente fazem a diferença.

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  10. Que beleza o texto do Prof. Samuel. Justa a homenagem que o professor e o Decult prestam a vc Spirito e aos 15 anos de seu Musikfabrik. Estarei lá no dia 15 para festejar com vc essa trajetória, pela qual, como vc já sabe, tenho o maior respeito e admiração.
    Bj
    Maria Luiza

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  11. Acreditaste!…Bah!

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  12. Spirito Santo, eu acreditei!

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  13. Valeu Jorge!

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  14. Salve Espirito.
    Estarei no Rio em outubro, de passagem para Angra onde realizo festival de T.de Bonecos.
    Parabéns pelo trabalho e a exposição do Musik, já estava na hora.
    Te procuro quando passar pelo Rio.
    Beijos e queijos a todos da familia.
    Até.
    Jorge Crespo.

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  15. Marcus,

    …E é claro que os ‘novos’ amigos também estão tambem cabendo na mesma prosa. Na verdade eu acho até que há uma certa relatividade no tempo das amizades, ou seja: não existem ‘amigos velhos’, ‘velhos amigos’, estas coisas. Há uma mística aí nesta história das afinidades entre as pessaos que estrapola o tempo…e até o espaço (vide a internet nos unindo a todos)

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  16. Sidinho,

    São estímulos como este, o seu e dos demais como você, velhos amigos, que empurram o trem da nossa vida. No fim das contas somos mesmo este pequeno grupo de amigos que se abraçam e animam um ao outro. O Samuel (Samuka para os íntimos) bem antes de ser o doutor etnomusicólogo eu conheci, nós garotos ainda, estudando num curso do Guerra Peixe em Copa. Depois nos esbarramos no ‘Som Brasil’ da Globo em São Paulo, várias vezes, eu no Vissungo e ele violeiro ‘de 10’ de um repentista nordestino que não lembro o nome. E vê só como seguimos a nossa trilha, por caminhos tão diversos, mas chegando exatamente ao mesmo lugar onde nos conhecemos. Somos os mesmos até hoje e esta é a nossa maior força.

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  17. É por essas e outras que os caminhos de uma trajetória chegam ao reconhecimento. E, que bom, que esse reconhecimento venha cheio de substância afetivo-criativa. Pleno de humanidades.
    Parabéns Antônio, há muito que resistir ainda, mas com reconhecimento a caminhada se torna menos árida, surda e solitária.
    PARABÉNS!

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  18. Pôw!!! emocionante, parabéns aos dois. O Samuel pelo texto e o Spírito pelo espírito e pelo corpo…Abração!!!

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  19. Quem sabe, sabe (e faz a hora e faz acontecer !…) !…Qualquer comentário de elogio, faltaria…ou qualquer outro de outra espécie, redundaria !…Todo o conjunto do indivúdo, mixada a sua obra, cria um acervo inquestionavelmente extraordinário !

    Admiração !…parabéns, professor Spirito Santo e “por tabela” ao Samuel, que não poderia ter sido mais feliz !

    Não vejo a hora de ir ao Rio, conhecer o “musikfabrik”, ao vivo e a cores, e “tocar” em tudo por ai !

    abraço, Spirito !

    João Eduardo

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