Mídia Suja e Mass Self Comunication

Mídia Suja e Intercomunicação
Brasil da propaganda e da transpolítica governista

(Distinto leitor, não se iluda: este não é um texto de propaganda eleitoral – nem contra nem a favor – nem muito menos é gratuito)

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Eu sei. Já comentei este mesmo artigo do Casttels por aqui, há pouco tempo, embora em outro contexto. O agravamento do nosso quadro político-midiático abastardado ao limite nestas eleições – abastardamento este agora capitaneado pelo próprio presidente da República – no entanto sugere, como uma reza forte urgente, nova releitura.

Manoel Castells com efeito, como também já disse aqui é (a sua revelia julgo eu) um dos teóricos chave da nova onda midiática denominada ‘Mídia Livre’, como já disse também, uma espécie de Ovo da Serpente da propaganda governista, segundo a minha (ou nossa) dita ‘delirante‘ maneira de ver. Ele lançou suas interessantes ideias nos ventos do Fórum Social Mundial a uns tempos atrás, de onde ao que parece, elas vieram parar na cabeça insana de alguns maquiavélicos ideólogos do PT.

Se é fato que uma suposta mentira repetida mil vezes acaba virando verdade – aparente estratégia mestra desta máquina de propaganda governista – quem sabe se uma suposta verdade, do mesmo modo repetida, não vence e desmascara a mentira? Oremos, pois.

Garanto que vamos precisar muito desta prece, bater muito nesta tecla, daqui para adiante, a se julgar pelas nuvens pretas de injúrias contra os adversários que a rouquidão raivosa de Lula da Silva anda lançando pelos ares do país.

Desde já, à acachapantemente unânime popularidade de nosso presidente peço humildes desculpas, resguardando a hipótese de haver erro e eventuais heresias em minhas opiniões. Se eu estiver certo, contudo, a ele – e aos tolos acólitos enganados – não darei nem uma réstia de perdão.

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Manuel Castells
(Extraído de Le Monde diplomatic)

Tradução: Márcia Macedo (com nossas modestas e leigas entrelinhas)

“Por que os blogs, o RSS e outras tecnologias podem mudar os padrões de informação com que a humanidade se acostumou há séculos. O que isso tem a ver com a crise da política tradicional e a possibilidade de uma alternativa” [1]

Manuel Castells

“A informação e a comunicação sempre foram vetores dos poderes dominantes, dos poderes alternativos, das resistências e das mudanças sociais. O poder de influência sobre o pensamento das pessoas – que é exercido pela comunicação – é uma ferramenta de resultado incerto, porém fundamental. É apenas através do exercício da influência sobre o pensamento dos povos que os poderes se constituem em sociedades, e que as sociedades evoluem e mudam.

A repressão física ou mental é certamente uma importante dimensão do poder dominante. No entanto, se um povo modifica radicalmente seu modo de ver as coisas, se ele passa a pensar de maneira diferente e por si mesmo, não há poder que possa se opor.

Torturar um corpo é bem menos eficaz do que moldar um pensamento. Eis o motivo pelo qual a comunicação é a pedra de toque do poder. O pensamento coletivo (que não é a soma dos pensamentos individuais em interação, mas sim um pensamento que absorve tudo e é difundido por toda a sociedade) se elabora na comunicação. É da comunicação que vêm as imagens, as informações, as opiniões e é por meio desses mecanismos de comunicação que a experiência é divulgada e transmitida ao coletivo/na coletividade.

Tudo isso se aplica fortemente em nossas sociedades, no seio das quais as redes de comunicação atravessam todos os níveis, do global ao local e do local ao global. Consequentemente, as relações dentro do poder dominante, elemento que constitui toda e qualquer sociedade e determina suas evoluções, são cada vez mais elaboradas na esfera da comunicação.

Mídia é poder, mas manipulação tem limites

Na sociedade contemporânea, a política depende diretamente da mídia. As agendas do sistema político e mesmo as decisões que dele emanam são feitos para a mídia, na busca de obter o apoio dos cidadãos ou, pelo menos, atenuar a hostilidade frente às decisões tomadas.

Isso não quer dizer que o poder se encontre incondicionalmente nas mãos da mídia, nem que o público tome posições em função do que é sugerido pela mídia. Pesquisas em comunicação mostraram há muito tempo até que ponto o público é ativo e não passivo.

Além disso, os meios de comunicação possuem, internamente, sistemas que controlam sua capacidade de influenciar o público, pois antes de qualquer coisa, eles são empresas submetidas aos imperativos da rentabilidade e precisam ter audiência ou estender sua difusão. Em geral, eles são diversificados, competitivos, e devem ter tanta credibilidade quanto seus concorrentes. Eles freqüentemente se impõem outras restrições, no que diz respeito à ética profissional ou jornalística (mediadores, conselhos de ética, etc.). Um meio de comunicação não é, portanto, algo fadado a distorcer ou manipular informações.

No entanto, precisamos focar nossa atenção nas tendências. O jornalismo militante, ideológico, a mídia engajada, por exemplo, foi durante muito tempo tido como uma mídia sem a qualidade da «objetividade» — logo, sem consumidores. Os jornais que se denominam «órgãos de partido» praticamente desapareceram ou enfrentam graves crises de distribuição. No entanto, a situação começa a mudar: o militantismo ou engajamento ideológico pode se tornar um modelo altamente rentável. Por exemplo, a Fox News, uma das principais redes de televisão dos Estados Unidos (filial da News Corp, que pertence a Rupert Murdoch), conquistou uma grande parte da audiência conservadora norte-americana ao defender, sem a menor preocupação com a objetividade, as teses dos neoconservadores favoráveis à invasão do Iraque, em 2003.

A segunda tendência que pode ser observada atualmente está na perda da autonomia por parte dos jornalistas profissionais com relação aos seus empregadores. Nesse âmbito joga-se boa parte do complexo jogo das manipulações midiáticas.

Um estudo recente procurou explicar que, em meados de 2004, 40% dos norte-americanos ainda acreditava que o Sadam Hussein e a Al Quaeda trabalhavam lado a lado e que Saddam possuía armas de destruição em massa no Iraque. Isso um ano depois de o contrário ter sido provado. Esse estudo enfatiza as ligações entre a máquina da propaganda do governo Bush e as produções do sistema midiático.

Quando a omissão é a arma decisiva

No entanto, isso tudo é apenas a ponta do iceberg, pois a maior influência que a mídia exerce sobre a politica não é proveniente do que é publicado, mas do que não o é: de tudo o que permanece oculto, que passa desapercebido. A atividade midiática repousa sobre uma dicotomia: algo existe no pensamento do público se está presente na mídia. O seu poder fundamental reside, portanto, na sua capacidade de ocultar, de mascarar, de omitir.

A necessidade de algo ter de existir na mídia para existir politicamente induz uma relação orgânica à linguagem midiática, encontrada tanto na televisão quanto no rádio, na mídia impressa ou na internet. Os meios de comunicação em massa fazem uso de um jargão específico que não chega a ser um dialeto próprio, mas algo semelhante.

A mensagem midiática mais simples e também a mais poderosa é a imagem. E o rosto é a mensagem mais simples que a imagem pode transmitir. Sendo assim, existe uma ligação orgânica entre a midiatização da política, a personalização da mídia e a personalização da política. A partir do momento em que se passa a cultivar uma vida política baseada em querelas pessoais e de imagem ou em manipulações midiáticas, os programas de governo perdem sua importância, pois ninguém se refere a eles e os cidadãos não lhes dão mais importância (com toda a razão).

O triunfo da «personalização» da política reside no fato de que a forma mais convincente de combater uma ideologia passa a ser o ataque contra a pessoa que encarna uma mensagem. A difamação e os boatos tornam-se uma arte dominante na política: uma mensagem negativa é cinco vezes mais eficaz do que uma mensagem positiva. Todos os partidos utilizam essa estratégia: eles manipulam e até mesmo fabricam informações. E não é a mídia quem cuida disso. Esse trabalho cabe aos intermediários, às empresas especializadas.

O resultado é uma ligação direta entre a «midiatização» da política, sua personalização e a difamação ou a prática do escândalo político, cuja banalização acarretou, nos últimos quinze anos, assassinatos de pessoas eleitas, crises de governo e até mesmo de regime político.

Isso nos leva à atual e profunda crise da legitimidade política em escala mundial, uma vez que há uma ligação forte e evidente, mesmo não sendo exclusiva, entre a prática do escândalo, a midiatização exacerbada da cena pública e a falta de confiança por parte dos cidadãos no sistema. Essa desconfiança pode ser ilustrada por uma pesquisa feita pelos serviços da Organização das Nações Unidas (ONU) segundo a qual dois terços dos habitantes do planeta afirmam não se sentir representados pelos seus governantes.

Intercomunicação e crise de legitimidade política

Trata-se, então, de uma crise de legitimidade. Mas embora o mundo afirme não ter mais confiança nos governos, nos dirigentes políticos e nos partidos, a maioria da população ainda insiste em acreditar que pode influenciar aqueles que a representam. Ela também crê que pode agir no mundo através da sua força de vontade e utilizando seus próprios meios. Talvez essa maioria esteja começando a introduzir, na comunicação, os avanços extraordinários do que eu chamo de Mass Self Communication (a intercomunicação individual).

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Entrelinha 01

Pelas simples razões expressas nestas entrelinhas comentadas, a frase dita por Casttels mais acima (Rebelião crítica’), muda totalmente de sentido. Poucos talvez tenham se apercebido disto, mas presumo que a ‘Rebelião’ a que ele se refere, no caso do Brasil, por meio de uma manobra malandra de desvirtuamento, promovida por alguns intelectuais a serviço do PT, vai deixando cada vez mais de ser ‘crítica’, para assumir, o caráter de ‘dirigida’, ‘manipulada’ (como instrumento de propaganda mesmo) passando a servir aos interesses propagandísticos do governo, que utiliza a esta sua militância Mass Self Comunication (blogueiros e participantes de mídias sociais como o Facebook, por exemplo) no caso, como Massa de Manobra,  Grupo de pressão contra todos os opositores.

Estas investidas se dão, principalmente por intermédio da incitação ao ataque frontal às outras mídias – notadamente a parte da imprensa comercial chamada por eles de ‘Grande Mídia’ (ou ‘Mídia Golpista’, no caso presente) do mesmo modo, atacando também, com a mesma veemência e virulência, como inimigos do mesmo modo ‘odiosos’,  todos os demais Mass Self Comunication realmente independentes, simplesmente adversários de suas ideias e propostas.

A injuriosa expressão ‘Partido da Imprensa Golpista’PIG (‘porco’ em inglês) em oposição a Partido dos Trabalhadores), cunhada pelo PT no âmbito destes ataques, denuncia muito bem o caráter de mídia dirigida desta corrente de propaganda governista.

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Casttels seguindo:

Tecnicamente, essa Mass Self Communication está presente na internet e também no desenvolvimento dos telefones celulares. Estima-se que haja atualmente mais de um bilhão de usuários de internet e cerca de dois bilhões de linhas de telefone celular. Dois terços da população do planeta podem se comunicar graças aos telefones celulares, inclusive em lugares onde não há energia elétrica nem linhas de telefone fixo. Em pouco tempo, houve uma explosão de novas formas de comunicação.

As pessoas desenvolveram seus próprios sistemas: o SMS, os blogs, o skype… O Peer-to-Peer ou P2P torna possível a transferência de qualquer dado digitalizado. Em maio de 2006, havia 37 milhões de blogs (em janeiro de 2006, havia 26 milhões). Em média, um blog é criado por segundo no mundo, o que significa 30 milhões por ano…55% dos blogueiros continuam a alimentar seus blogs até 3 meses depois deles terem sido abertos. A quantidade de blogueiros é 60 vezes maior do que era há seis anos. E ela dobra de seis em seis meses.

Como, no início, a língua inglesa era o idioma dominante na internet, atualmente, mais de um-terço dos sites da web são em inglês. O chinês vem em seguida, depois o japonês, o espanhol, o russo, o francês, o português e o coreano… O que realmente importa não é tanto a existência de todos esses blogs, mas a ligação que há entre eles, e o que eles condensam e difundem com a totalidade de interfaces comunicacionais (esta interligação é viabilizada pela tecnologia RSS.

A Mass Self Communication constitui certamente uma nova forma de comunicação em massa – porém, produzida, recebida e experienciada individualmente. Ela foi recuperada pelos movimentos sociais de todo o mundo, mas eles não são os únicos a utilizar essa nova ferramenta de mobilização e organização. A mídia tradicional tenta acompanhar esse movimento e, fazendo uso de seu poder comercial e midiático passou a se envolver com o maior número possível de blogs. Falta pouco para que, através da Mass Self Communication, os movimentos sociais e os indivíduos em rebelião crítica comecem a agir sobre a grande mídia, a controlar as informações, a desmentí-las e até mesmo a produzi-las.

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Entrelinha 02

Atentem agudamente para o fato de que o que Casttels propõe na verdade é que indivíduos independentes articulados em rede exerçam influencia sobre a mídia dominante ou hegemônica. É óbvio, portanto que ele não se refere, de modo algum (na verdade, muito pelo contrário) a grupos de indivíduos atrelados ao Estado ou ao Governo, o que não poderia ser caracterizado, evidentemente como mídia livre ou independente.

(Reparem então que o que o PT  faz na verdade, patrocinado pelo governo – o que aqui denunciamos veementemente – é criar e bancar uma rede de indivíduos militantes (ou simpatizantes como muitos preferem ser chamados), controlados por uma orientação centralizada de onde emanam palavras de ordem, chavões e contra-chavões governistas.

Os adeptos, ao que parece, são mobilizados por meio de uma rede que difunde doutrina proselitista, se utilizando de arrazoados e conceitos teóricos supostamente esquerdistas, muito recorrentes tais como ‘capitalismo’, ‘direita’, ‘burguesia, ‘fascismo’, etc, descolados de seu sentido original e colados como estigma na ficha dos opositores, seja lá qual for tendência política ou ideológica eles professem.

Casttels seguindo:

Reaberta a batalha mais antiga da História

“…O movimento altermundialista contra o capitalismo global, com toda a sua diversidade, utiliza há muito tempo a internet e todos os recursos da Mass Self Communication – não só como ferramenta de organização, mas também como um espaço para debates e intervenções. Também foi desenvolvida por esse mesmo meio uma capacidade de exercer influência sobre a mídia dominante, passando pela Indymedia ou uma série de outras redes alternativas e associativas….”

A constituição de redes de comunicação autônomas chega também aos meios de comunicação mais tradicionais. As televisões de rua e as rádios alternativas – como a TV Orfeo em Bolonha, a Zaléa TV em Paris, a Occupen las Ondas em Barcelona, a TV Piqueteros em Buenos Aires – e uma enorme quantidade de mídias alternativas, ligadas em rede, formam um sistema de informação verdadeiramente novo.

Mesmo o ex-presidente dos Estados Unidos, Albert Gore, aderiu a essa tendência, criando sua própria rede de televisão, na qual atualmente cerca de 40% do conteúdo é alimentado pelos telespectadores. As campanhas presidenciais também se renderam à influência desse novo meio de comunicação. Por exemplo, em 2003-2004, a candidatura de Howard Dean não teria decolado se não fosse a sua capacidade de mobilização por meio da internet .

Em segundo lugar está a «mobilização política instantânea», via telefone celular, que aparece há dois anos como um fenômeno decisivo.  Essa «onda» mobilizadora, apoiada por redes de comunicação entre telefones celulares obteve efeitos impressionantes na Coréia do Sul, nas Filipinas, na Ucrânia, na Tailândia, no Nepal, no Equador, na França… Pode obter um efeito imediato, como em abril passado na Tailândia, com a destituição do primeiro-ministro Thaksin Shinawatra pelo rei Bhumibol Adulyadej. Ou na Espanha, com a derrota, nas eleições legislativas em março de 2004, do Partido Popular de José Maria Aznar.

A suspeita de que as autoridades estivessem manipulando informações, com o intuito de atribuir ao ETA a culpa pelos atentados em Madri, fez com que uma infinidade de mensagens circulasse pelos telefones celulares. Isso resultou na organização de uma enorme manifestação, em um dia no qual, teoricamente, devido ao choque e ao luto, seria impossível falar sobre política.

A Mass Self Communication constitui certamente uma nova forma de comunicação em massa – porém, produzida, recebida e experienciada individualmente.

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Entrelinha 03

A diferença sutil existente entre ‘Rebelião crítica’ e ‘Rebelião Dirigida’ que explicitamos acima, de difícil detecção pela sociedade em geral precisa ser urgentemente compreendida por quem teme o advento de expedientes de censura aos meios de comunicação no país.

Deveriam existir leis (se é que já não existem) que protegessem a liberdade de expressão no Brasil destes abusos dos quais não estamos de modo algum livres hoje em dia.

Ao que tudo indica, como ficou claro na presente campanha presidencial, estamos assistindo ao início do combate de uma falsa Mass Self Comunication criada,financiada, atrelada e aparelhada que foi pelo governo, por meio de uma tática de propaganda posta em prática pelo Partido do presidente,versus a mídia empresarial e outras formas de mídia independente em geral (as Mass Self Comunication reais), com evidentes prejuízos para a liberdade dos cidadãos de se expressar e comunicar.

É o próprio Castells – em trecho evidentemente pouco ressaltado pelos proselitistas de plantão – que chama a atenção (leia abaixo) para certos aspectos desta sutileza.

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Casttels, concluindo:

“… Isso não quer dizer que tenhamos de um lado a mídia aliada ao poder, e de outro, as Mass Self Media, associadas aos movimentos sociais. Ao contrário: cada uma opera sobre uma dupla plataforma tecnológica. Mas a existência e o desenvolvimento das redes de Mass Self Communication oferecem à sociedade maior capacidade de controle e intervenção, além de maior organização política àqueles que não fazem parte do sistema tradicional.

Neste momento em que a democracia formal e tradicional está particularmente em crise, em que os cidadãos não acreditam mais em suas instituições democráticas, o que percebemos diante da explosão das Mass Self Communications assemelha-se à reconstrução de novas formas políticas, mas ainda não é possível dizer no que elas resultarão.

No entanto, de uma coisa podemos ter certeza: a sorte da batalha será jogada no terreno da comunicação, e terá peso a nova diversidade dos meios tecnológicos. Sem dúvida, essa batalha é a mais antiga de toda a história da humanidade. Desde sempre, ela visa à liberação de nosso pensamento.

Tradução: Márcia Macedo

Publicado originalmente no Le Monde diplomatic

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Spírito Santo (introdução e entrelinhas)
Outubro 2010

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~ por Spirito Santo em 22/10/2010.

2 Respostas to “Mídia Suja e Mass Self Comunication”

  1. O mais curioso ainda (e nada engraçado) é que só conheci este texto do Casttels porque ele me foi enviado por um jovem blogueiro do movimento negro, atrelado a esta onda do ‘Forum de Mídia Livre’ do MinC., como comentário a este outro post que fiz, introduzindo o assunto e que acho que vcê já leu ( http://wp.me/s3BrN-7993 )
    O jovem, contrariado com as minhas ‘denúncias’ afirmou que lendo o Casttels eu certamente ‘compreenderia’ a ‘pertinencia’ do movimento’, sugerindo que eu não devia achar aquilo tudo tão malsão e nocivo á liberdade de expressão assim. Prometi ele que leria e comentaria. Isto me lembra muito aquele filme ‘Farenheit 451’, saca? No qual a função dos bombeiros é queimar os livros do mundo.

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  2. Li o texto todinho… me fez lembrar um vídeo que ajudei a legendar http://dotsub.com/view/d201662c-2ef8-4d9a-a355-015052ed121a a reflexão é pertinente. A internet, com a penetração e uso que tem no brasil hoje, foi um personagem político, sem sombra de dúvida – e de várias maneiras. Nunca conversamos tanto sobre política, por escrito, em tempo quase-real, entre tantos nós… A maneira como a internet influenciou a campanha mesmo na mídia tradicional…

    Marcelo Pedroso (Via facebook)

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