Brasil Afro e o ‘Nagô fake look’

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Pintura atribuída ao holandês Albert Eckhout, Pernambuco século 17

Pintura atribuída ao holandês Albert Eckhout, Pernambuco século 17

(#post 01 de uma planejada série)

Um espetáculo ‘negro’ padrão

O cenário é de cortinas  de sisal, esteiras de taboa e de juta. As cortinas são de panos de cor ocre e peles de leopardo fakes, compradas na Casa Turuna, loja especializada em fantasias de carnaval. Aqui e ali as cores vermelho, amarelo, preto e verde, a marca da unidade africana, adotada pelos adeptos do rastafarianismo e de uso generalizado como marca-chavão da negritude brasileira.

A luz no palco é âmbar, tentando simular uma atmosfera de sombras e terra batida numa clareira no meio de uma selva virgem. O cenógrafo chama aquilo de ‘cena rústica’, ‘cena afro típica’.

A dança é uma dança qualquer, imitando sacerdotisas de candomblé entrando no terreiro. É uma coreografia ‘manjada’, requentada, feita de sacolejos de ombros, abanar de mãos e rodopios de saias. As moças se vestem com saias rodadas, bustiês de panos brancos ou coloridos naquelas padronagens de chita clássica.

Nas cabeças turbantes imensos ou bandanas, no mesmo padrão. Os homens vestem calças de brim ou de juta brancas, ‘pescando siri’. Os mais gordos tentam esconder as barrigas suadas com largas faixas na cintura ou nos ombros, os gordos que representam  músicos escondem a pança atrás dos atabaques.

Vestem-se todos como supostos escravos de filme de hollywood classe C, num dia de festa na senzala.

Ah! E o que dizer sobre a música? É algum ritmo de candomblé também, claro, daqueles bem recorrentes, num 2/4 básico que, para valorizar antropologicamente a descrição o músico-chefe, na hora da entrevista, diz que é um ‘6/8 afro’, às vezes dá até o nome do ritmo:

_’É um Ilu de Xangô!”_

Na verdade é um ritmo quase banal para brasileiros, daqueles que você já cansou de ouvir num filme do Tarzan ou em alguma novela da ‘Globo’ ou mesmo num documentário ‘afro-descendente’ da TV Brasil, aquele som de sempre, quando o assunto é negros e/ou escravidão: Um agogô básico, um atabaque básico (às vezes com aquele indefectível som de lata velha de pele mal afinada) um som que displicentemente todos nós chamamos de ‘Musica Afro’ e pronto: está amarrado o pacote cultural negro africano para inglês ver.

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Vou confessar para vocês (e peço perdão de antemão): Não digo na hora, mas não gosto. Fico condoído de ter que admitir, mesmo que não externe isto a ninguém e não deixe ninguém perceber, mas assistir aquilo é pra mim muito constrangedor. Fico querendo sair do teatro, do auditório correndo e arranjar um buraco para me esconder, envergonhado. Não sinto a menor orgulho. Não consigo me identificar nem de longe com aquilo. Me sinto um estranho no ninho.

Cultura negra já é uma expressão complicada, limitada – e não que não seja legítima, em termos – mas é que não se pode ficar eternamente abrigando sob este conceito vago e impreciso, excludente, chavões estéticos, lugares comuns repetitivos, querendo convencer alguém que aquilo representa realmente saberes e haveres dos descendentes de africanos no Brasil. A quem estamos querendo enganar? A nós mesmos?

Mesmo se formos nos ater ao aspecto, digamos artístico daquilo, ora… vamos combinar que é muito perto do medíocre. E ainda assim, com este desempenho de festa de folclore de colégio, enchemos a boca para dizer:

_”Axé, irmão! Isto sim é que é Cultura Negra do Brasil!

Mas vamos combinar: Cultura de negros é sempre isto mesmo? Como assim? O que isto quer dizer de concreto? Em Angola se diz: Cultura angolana. Porque no Brasil chamamos de Cultura Negra este amontoado de estereótipos discutíveis? Que tal pensar, refletir sobre isto?

É o que proponho que se faça aqui, agora mesmo.

—————–

Ao que tudo indica, esta ideia cristalizada, oficializada sobre o que é negritude no Brasil, pode ser mesmo totalmente falsa, construída que teria sido sobre símbolos e arquétipos supostos, na maioria dos casos projetados em nós por uma casta de formadores de opinião – a maioria deles doutores brancos – empenhados em compor e sedimentar (de forma nem sempre deliberada, diga-se) uma imagem retocada do que, supostamente teríamos sido naquela – para os ‘não negros’ – infame, primitiva, atrasada e vaga África, de onde os negros vieram para amargar a escravidão nas ‘avançadas’ metrópoles americanas.

Esquizofrênica situação, eu admito, mas ao que me parece, em sendo como imagino que seja, mero pastiche das características gerais, históricas, antropológicas, enfim um retrato distorcido da cultura africana real que fincou raízes no Brasil, esta ‘Cultura Negra Fake’– que até o chamado Movimento Negro do Brasil admite ser a imagem e semelhança de nós, a impressão orgulhosamente aceita como fato e que é ‘vendida’ como cultura  negra legítima – pode ter sido imposta pela cultura ‘branca’ sim (ou pela cultura dominante, melhor dizendo).

Duvidam? Pois, provem que não. Querem apostar quanto?

(E digo ‘nós’ assim tão enfaticamente porque, convenhamos, queiram ou não queiram os puristas ‘gregos e troianos’, tudo que está contido na cultura do Brasil, venha de onde vier, é patrimônio cultural de todos nós).

E tem mais: Suponho que este pastiche de mil faces foi sendo forjado ao longo dos anos, segundo as necessidades de certa elite (tanto branca quanto negra, bem entendido) de que houvesse uma imagem alternativa, um recorte ‘bonito’, palatável embora suposto, do que os negros do Brasil seriam, no ensejo de aumentar a auto-estima dos próprios e de, em sentido inverso, baixar a bola dos brancos (e isto pode ser um mero engodo, desculpa esfarrapada).

Esta imagem idealizada provavelmente foi composta por um conjunto de arquétipos pretensamente épicos, heroicos (porém, contraditoriamente submissos) fundados numa esquisita e quase cristã tolerância diante do sofrimento imposto pela escravidão e da exclusão social a qual os negros do Brasil, em sua maioria estão submetidos até hoje, uma ideologia da complacência, da auto comiseração e da convivência pacífica e ordeira, com lugares sócio culturais muito bem demarcados, apartados.

‘Isto’ é preto, ‘isto’ é branco, foram os símbolos opositivos introjetados em nós os quais, na falta de outros, acabamos todos – brancos e negros, repito – por aceitar como sendo o mais puro e autêntico reflexo de nossa negritude, na verdade uma cultura negrominúscula e rebarbativa, cover de si mesma, que ficamos repetindo ad nauseum por aí, aceitando-a como a ‘nossa’ cultura negra ‘oficial’. Pois sim: Mentira de crioulo doido, isto sim.  Negra África com o cabelo alisado à escova progressiva. Auto estima forjada diante do espelho errado, quebrado.

Já haviam pensado nisto?

Tipos e arquétipos: Alhos com bugalhos

O espetáculo de ‘cultura negra’ que simulei acima ajuda, mas é preciso aprofundar um pouco mais a conversa para se entender melhor o que é que esta África Brasileira fake tem.

Vamos nesta?

Para começar esta afro cultura fake seria protonigeriana, ou seja, estaria representada por elementos gerais de uma cultura marcadamente religiosa, pretensamente originada na parte da Nigéria ocupada nos séculos XVIII e XIX por um povo chamado Yoruba o qual durante certa época contribuiu em grande parte, para engrossar a população escrava da Bahia, representando até hoje, principalmente a cultura urbana da cidade de Salvador.

Assim, segundo esta ficção etnológica sediada na cidade de Salvador, toda a cultura do negro brasileiro estaria exclusivamente calcada na cosmogonia – e por suposto na ideologia – estática, congelada no tempo e no espaço deste modelo recorrente: A cultura do candomblé.

Uma série de arquétipos foram então sendo eleitos como símbolos-chave desta cultura cosmogônica suposta, tornada de âmbito nacional. Os principais deles são:

1- O ‘panteão’ dos chamados ‘orixás’ nagô seria a religião ‘oficial’ do negro do Brasil.

2- A música litúrgica dos nagô baianos usada no ritual do candomblé, seria a música africana legítima representante da cultura negra do Brasil.

3- A dança ritual dos nagô baianos usada no ritual do candomblé, do mesmo modo, seria a dança ‘clássica’ dos negros do Brasil.

4- O vestuário suposto – o figurino, no caso – dos nagôs baianos seria a estética mais representativa da herança africana no Brasil neste aspecto.

5- Um vocabulário de expressões idiomáticas cifradas, baseado na língua ‘nagô’ tal qual teria sido supostamente falada no século XIX pelos yoruba, seria a contribuição linguística mais importante dos africanos a língua portuguesa ou ao idioma ‘brasileiro’ de forma geral.

6- Logo, por extensão, o chamado ‘panteão’ dos ‘orixás’ nagô seria a base não só da religião como da cultura ‘oficial’ do negro do Brasil.

Estes arquétipos, todos eles primaria e arbitrariamente tornados hegemônicos, podem ser desclassificados facilmente como se verá a seguir:

Ka-Ndombe, Candomblé.

A palavra tem uma etimologia ainda muito discutível. Aparentemente vem do vocábulo do kimbundo angolano Ka-ndombe que, com uso corrente assumiu a forma que conhecemos hoje, com o sentido genérico de ‘prática de negros’, segundo a maioria dos autores.

Esta versão etimológica, contudo é bem incerta pois generalizou-se por aí a partir de uma equivocada relação direta criada entre ‘Ka’ – um prefixo diminutivo do kimbundo que de forma errônea afirmam querer dizer ‘práticas’, ‘costumes’ e ‘Ndombe‘ que realmente quer dizer ‘preto’, ‘escuro’ em kimbundo. Logo, literalmente ‘Kandombe‘ quer dizer ‘pretinho‘ e talvez apenas por extensão pode ter adquirido o sentido que lhe foi atribuído: ‘Costumes de negro’ (o que, cá entre nós é bem impreciso ainda).

Objeto de centenas, talvez milhares de teses e leit motiv preferencial de estudos sobre a cultura do negro no Brasil, a bibliografia sobre Candomblé é tão vasta quanto confusa. A razão principal desta confusão é técnica. Está ligada ao fato desta ser uma complexa manifestação sócio cultural e religiosa, em sua origem praticada por negros escravos e baseada em preceitos transmitidos e sistematizados – em seus anos iniciais – de forma basicamente oral.

Ou seja: Talvez tenha sido a pesquisa, a descuidada bibliografia ‘ nada a ver’ construída em torno do assunto, que foi deturpando o bom e velho candomblé do início do século 20 até aqui, tornando-o além de equivocadamente hegemônico… falso.

O Candomblé pode ser, portanto considerado uma seita religiosa como tantas outras, criadas em determinada época por alguém a partir de princípios oriundos de propósitos morais – e, as vezes até políticos – de um grupo em certo contexto social, grupo este que no ato da sistematização de seus dogmas e princípios, assimilou elementos rituais e litúrgicos de outras seitas que o precederam ou com as quais conviveu, agregando também elementos, simplesmente inventados no processo de sua complexa evolução.

A história oficial do Candomblé fala de uma origem remota da seita na cidade de Ifé, no sudoeste da Nigéria, em época bem imprecisa próxima ao século XIX. Conhecendo-se a diversidade cultural africana, mesmo minimamente é bastante improvável, contudo, que as práticas religiosas de um único grupo, circunscrito a uma única região tivesse o poder de aglutinar ou sintetizar o fervor religioso de milhões de escravos, a maioria como veremos mais a diante, oriundos de regiões bem distantes, mais ao centro e ao sul do vasto continente e de perfil cultural, obviamente bem diverso dos yoruba.

É mais razoável por este ponto de vista, portanto que o Candomblé tenha sido uma seita criada no Brasil, por pessoas oriundas daquela região sim (youruba da Nigéria e ewe – traduzidos para ‘Jêje’ no Brasil – do atual Benin), mas que inseriram, propositalmente ou não, por osmose enfim, em seus preceitos e cultos originais, elementos de várias outras – e algo indeterminadas – origens, de modo a se tornar uma seita predominante, bem entendido, no âmbito restrito dos maiores centros urbanos do país na época: Salvador na Bahia e na antiga Corte Imperial do Rio de Janeiro.

Este caráter de seita religiosa surgida num contexto essencialmente urbano pode definir a circunscrição espacial da seita a uma área de abrangência bem restrita, como já disse sendo este aspecto o fator que limita, drasticamente e de antemão, a sua alegada hegemonia nacional.

Seria o Candomblé uma seita elitista?

De todo modo, sabe-se também que no Rio de Janeiro uma das mais proeminentes linhas deste Candomblé prosperou, depois de migrar de Salvador, já nos albores da República, no governo de Wenceslau Bras (cujo gabinete do chefe da polícia, exercia uma função de assessoria João Baptista da Silva, marido de Hilária Baptista de Almeida, a afamada Tia Ciata, figura ligada a afirmação da cultura negra no Rio)

O fato é que a seita adquiriu grande projeção a partir de seu bom relacionamento com as autoridades, como se vê neste prosaico incidente, imiscuindo-se, espertamente junto à elite intelectual e política da capital, que em certa altura chegou a frequentar assiduamente o terreiro de um famosíssimo pai de santo chamado Abedé, transformado em verdadeira celebridade local.

Esta tendência do Candomblé em se relacionar espertamente com o poder dominante, com as castas sociais e as elites da sociedade baiana e do Rio de Janeiro daquela época, com certeza é um dos elementos que pode explicar a imposição da seita – por parte da intelectualidade de então e até  mesmo por parte do ‘beautifull people’ de hoje em dia – como suposta ‘religião oficial’ do negro brasileiro.

Discutível ponto de vista não é não? Mas creia, debater não mata, engorda e faz crescer.

O mais curioso é que há sempre uma lenda urbana justificando e dando uma feição pitoresca  – e inocente – a estas ambíguas relações. Neste caso, o da lenda que vou contar,  afirmo que já ouvi diversas versões da mesma história, em várias cidades do Brasil – Minas Gerais, principalmente – associadas à esperteza política de outras proeminentes figuras negras.

Esta história lendária – um mito de fundação típico –  aqui associada á Tia Ciata e a uma ferida na perna do presidente da República que ‘não sarava nunca’, costuma ser usada para explicar ou justificar a gênese das relações desta curiosa elite negra que pontificou no início do século 20 no centro do Rio de Janeiro, ali pelas cercanias da Praça Onze. Acredite nela quem quiser.

“… Ela – Ciata – então incorporou um Orixá que disse aos presentes haver cura para a tal ferida e recomendou a Wenceslau Brás que fizesse uma pasta feita de ervas que deveria ser colocada por três dias seguidos. O Presidente ficou bom e em troca ofereceu a realização de qualquer pedido. Tia Ciata respondeu que não precisava de nada, mas que seu marido sim, pedindo para o Presidente um trabalho no serviço público, “pois minha família é numerosa”, explicou ela.”

Em terra de cego, quem tem um olho é rei.

Pois bem, esmiuçar este e outros elementos desta complexa história fica então para o post seguinte desta série. Vão refletindo aí, tá?

O Post #02 desta série de 4 posts está logo ali neste link da esquina)

Spírito Santo

Novembro 2010

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~ por Spirito Santo em 11/11/2010.

8 Respostas to “Brasil Afro e o ‘Nagô fake look’”

  1. Pô!Mas tem tanta cerveja boa d’Angola. Logo maruvo? E da Brahma? Vamos ficar doidões em segundos.

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  2. Não, vinho de palma da Brahma

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  3. Rodilhas (cartelas) de cerveja estão valendo?

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  4. parceiro, Então parceiro deixemos esse pote pra outras rodilhas que possam sustenta-lo

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  5. Ô, parceiro. Quantas vezes preciso dizer que estes posts são sobre história e cultura. Nada a ver com religião. Aliás, combater esta mania de enfiar religião em tudo, que é o que instituiu este melê de conceitos equivocados em nossa cultura negra, é o objetivo principal desta minha pesquisa.
    Não entendo e nem estou interessado neste caso em religião. Conversa que não entendo melhor calar.

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  6. Caro escriba , entonces vamos afirmar que e qualquer manisfestação negra’cultural” nesta pindorama é “fake look” , incluindo toda aproximação ao poder dominante, como
    a da “seita de umbanda (segundo você )quandos confundimos estratégias de sobrevivências , com dominação e imputamos apenas a um grupo etnicos (yorubamos ) toda culpa é colocar lenha na fogueira errada , é fornecer munição aos cada v~ez mais numerosos inimigos de plantão e todo esse discurso (aliás brilhante) sob o ponto de vista histórico , perde-se totalmente no que tange as formas analiticas de religiosidade , com presupostos puristas , que quase sempre leva estas questões aos mesmos dilemas encontrados hoje em plena Africa , tutsis versus…………;
    que se baseiam nos mesmos valores que através da história vemos onde podem chegar.

    Mutumbá

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  7. Daniel,

    Muito boa a tua descoberta. O elmo na cabeça ela, realmente comrova a tua afirmação. Ouidá é o mesmo lugar que os portugueses cahmavam ‘Ajudá’, um porto grande entreposto de escravos nos séculos 17 e 18. O mais importante ainda é que o desenho da rainha (uma idealização sem nenhum valor etnográfico) indica que Eckhout ou seja lá quem seja o autor da imagem na rede, andou idealizando também, copiando detalhes de gravuras da época. Encontrei dia destes uma outra imagem idêntica (uma tapeçaria) a desta rainha na rede, com os mesmos detalhes, mas seguramente uma outra versão feita talvez por outro pintor

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  8. Essa pintura do holandes Albert Eckhout retrata a rainha do reino de Ouidá na costa ocidental africana, na atual República de Benim, ela também é retratada nessa gravua:http://digitalgallery.nypl.org/nypldigital/dgkeysearchdetail.cfm?trg=1&strucID=600827&imageID=1248474&total=3&num=0&word=juida&s=1&notword=&d=&c=&f=&k=0&lWord=&lField=&sScope=&sLevel=&sLabel=&imgs=20&pos=3&e=w

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