Cidade Bandida:Cidade Perdida

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Eu, correspondente de guerra em pânico declaro: _ Quero minha mãe!

Que se danem os patrulhadores ideológicos. Se nem mesmo esta guerra imbecil foi declarada porque eu não poderia me declarar Correspondente de Guerra. Assumo: hoje eu sou. Quem não é? Falo aqui do meu bunker-apartamento, a quilômetros de distancia do front, mas já vi passaram três helicópteros pela minha janela.

O discurso padrão da classe média carioca (da parte menos cínica ou individualista dela, claro) sobre a chamada ‘Guerra do Rio’, pinçado por mim no facebook hoje –  é mais ou menos o seguinte:

“…desconfio que – nada obstante toda dor, os sustos e o medo – essa confusão toda é, no agregado, um sinal positivo.

Quando criminosos comuns… partem para aterrorizar indiscriminadamente a população, estão adotando uma tática de altíssimo risco – sobretudo pra eles próprios.

Se ultimamente têm estado mais propensos a aceitar esses riscos, é sinal de que a situação geral deles tem-se deteriorado numa direção crítica para a manutenção de seus interesses habituais.

Talvez eu esteja sendo ingênuo, não sou entendido no assunto. Mas meu palpite, numa situação dessas, é manter o curso. Ajustes no plano tático imagino que devem ser feitos todo dia. Mas, na estratégia, o negócio é segurar o leme.

“…Estamos retomando o território. Antes mais recentemente, fizeram os franceses e aliados contra os nazistas, mais recentemente a Colombia. Agora é nossa vez de exigir a liberdade.”

“…Acredito que a tática de implantação das UPPs foi correta, qdo avisam sobre a tomada das comunidades com antecedência. Dominam territórios sem conflitos, empurrando os bandidos para uma única localidade. Só aí poderemos dizer se houve uma mudança real na tática da polícia, no concernente à execução de bandidos. De qq forma, tivemos um avanço, qdo se tem um mínimo de estratégia.”

‘Helicópteros’? ‘Território’, ‘baixas’, ‘prisioneiros’, ‘estratégia’, tática’, ‘cerco’, ‘logística’, ‘desgaste do inimigo’, ‘munição’, ‘armamento’, ‘veículos de combate’ etc. Todo o jargão que ouvi anteontem na coletiva de um porta voz da Polícia Militar do Rio é o de combate. Quase nenhuma palavra sobre como a população deveria proceder. Recomendam que fiquemos em casa (como ‘refugiados’, pensei…).

Bem, mas a situação piorou bastante depois disto. Daí uma coisa ficou me martelando a cabeça: Contei… sei lá… uns 50, no máximo 80 bandidos cercados naquele morro. Como é isto? Envolvido na operação, direta ou indiretamente, com soldados espalhados pela cidade estava, simplesmente todo o contingente da Polícia Militar do Rio, da Polícia Civil mais 800 fuzileiros navais, tanques de guerra, blindados ‘caveirões’, guindastes e helicópteros.

Um exército cercando uma bandidagem brancaleonica – embora muito bem armada – amontoada no alto de uma estradinha do morro, e mesmo assim os incêndios prosseguiram, a cidade ficou paralisada e os bandidos conseguiram fugir com poucas baixas. É isto mesmo? Então se pode concluir de antemão que só existe UPPs é porque os bandidos deixaram, certo? Fica parecendo lógico que só pode ter havido algum acordo espúrio – pelo menos tácito –  para que os bandidos evacuassem o território pretendido pelo governo do Estado numa retirada estratégica, negociada, certo?

Mas que diabos! Se estava acordado (‘arregado’ como diza bandidagem) Por que será então que os traficantes reagiram assim agora, tão violentamente? Será que uma das partes – as autoridades no caso – furou o acordo?

Tirando a iniquidade flagrante de pretender resolver o problema ignorando o caráter social e crucial da questão, o plano de implantação gradual de UPPs até que era uma boa estratégia. Na impossibilidade de resolver todo o problema no prazo exigido pelos compromissos turistico-esportivos que a cidade assumiu, montava-se um cinturão de segurança preservando uma área prioritária aos eventos e depois se cuidava do resto do problema… ou não. Mas convenhamos que, se a bandidagem destas áreas ‘pacificadas‘ não estava sendo feita ‘prisioneira’, os ‘evacuados’ tinham que fazer a sua retirada para algum lugar, certo?

(E enfatizo aqui que quando digo ‘a bandidagem evacuada’ me refiro a tudo que ela, esta ‘tropa’, carrega: ‘soldados’, armas, estoques de droga, a frota de carros e motos, tudo, gente e aparato logístico considerável, já que – que incrível! – nada foi apreendido e ninguém foi preso em nenhuma incursão para a instalação de UPPs.

Logo, reparem que constatação emblemática: enormes ‘bondes’ de traficantes, em algum momento durante a ‘retirada’ dos bandidos das áreas das UPPs já implantadas, se deslocaram pela cidade, evacuando a zona ‘pacificada’, de forma organizada, ordenada e acertada previamente com as ‘forças de ocupação’ e – mama mia! –  ninguém viu?  Daí começaram os problemas (que seriam previsíveis caso as ações das forças de segurança’ estivessem baseadas num planejamento, realmente inteligente):

Desarticuladas ou dificultadas em suas ações de distribuição e venda da droga para as Zonas Sul e Norte (áreas onde – todo mundo sabe- estão os consumidores potenciais) por conta da mudança de território, aquela parte da bandidagem voltada para as ações de rotina no comercio varejista da droga, partiu para ações isoladas para conseguir carros para  os ‘bondes’ (deslocamento de ‘soldados’ e transporte de armas, drogas e dinheiro) a fim de cuidarem da manutenção de suas atividades rotineiras.

Estas ações ‘emergenciais’, são típicas da ação de esquadrões guerrilheiros após a retirada ou deslocamento para montar novas bases de operação. No caso dos traficantes cariocas estas ações se caracterizaram por ‘arrastões’ nas grandes vias de acesso da área próxima às favelas onde parte destes bandidos se concentraram (Vila Cruzeiro e adjacências) com a prática de incendiar carros para interromper o trânsito, agilizar os saque e facilitar a fuga rápida.

Ao que tudo indica o alto impacto midiático destas ações –  até então apenas circunstancialmente terroristas – e seu potencial para desmoralizar a política de segurança implantada, é que obrigou as autoridades do governo a mudar a sua estratégia anterior.

Erro um, portanto:

Partir para o confronto de agora, denota que, da parte das autoridades de segurança do Estado não havia um plano de contenção dos bandidos nas áreas para as quais fugiram (um cerco estratégico às linhas Amarela e Vermelha, por exemplo) de modo a isolar o problema nestas áreas de retaguarda.

Erro dois, logo a seguir:

Fazer o jogo da bandidagem e abrir, intempestivamente uma nova frente (invadir o novo território dos traficantes) sem um plano bem articulado e, o que é pior, sem ter ainda a área ‘pacificada‘ das UPPs totalmente consolidada, foi uma atitude desesperada que pode trazer efeitos funestos, negativos, para o plano geral de segurança pública, que, como já cansamos de afirmar, é já em si mesmo falho e imediatista em sua origem, pois, ignora o caráter eminentemente social e político do problema.

E aqui um detalhe inquietante: Estas ações dos traficantes indicam uma mudança no modus operandis deles, que podem ter iniciado agora o exercício e o aperfeiçoamento para a posterior aplicação – agora sistemática – de táticas de guerrilha urbana específicas, que como se viu neste caso presente, podem ser bem eficientes (pelo menos mais eficientes do que as forças de segurança atuais demonstraram ser capazes de reprimir).

Precisamos rezar para que não apareça um líder bandido bem articulado, tipo gênio do crime, com perspicácia guerrilheira. Se mal ajambrados como parecem ser, estes bandidos já conseguem tocar este terror todo, todo este rebu, imaginem se pegam mesmo jeito para a coisa?

Tanques de guerra, movimentação de um número absurdo de tropas (aparentemente a opção propagandística adotada por alguma estúpida autoridade) na verdade demonstraram, ao contrário do que pretendiam, certa improvisação e algum aturdimento das autoridades que, pegas de surpresa parecem pretender agora, atabalhoadamente, dar a ilusão para a imprensa mundial de que tem mais poder de fogo nesta guerra, o ‘mando de campo’ por assim dizer.

Só que o ‘Campo’ que se pretende preservar é na área do esporte e não um… ‘Campo de batalha’.

Ora, ninguém se deu conta de que aceitar que havia uma guerra destas, de proporções iraquianas, mobilizando um verdadeiro exército contra menos de uma centena de bandidos ‘fuleiros’ encastelados num morrinho – todo mundo viu! – seria o que de pior a administração de uma cidade candidata a sede de um grande evento mundial podia fazer nesta hora. Vexame internacional, sem dúvida. Será que dá para reverter a má impressão?

E olha que a Vila Cruzeiro é apenas UMA das dezenas e favelas daquela área (as últimas contas falam em DEZESETE favelas). Se já é virtualmente impossível ‘ocupar’ (e manter) militarmente aquela área (Complexo da Penha) quanto mais ocupar militarmente TODA a cidade do Rio de Janeiro (sim, porque, a cada ‘ocupação’ a bandidagem – exatamente como em Bagdá – se deslocará para outra favela.

Os otimistas histéricos não vêem, mas aquilo que vimos ontem na TV, em tempo real, foi vexaminoso. A capacidade de reação terrorista da bandidagem – e as razões de ser desta reação extremada não estão de modo algum suficientemente explicadas – foi subestimada e alguma ‘otoridade’ estúpida e irresponsável, já que o caldo havia entornado, achou que tinha poder militar e podia aproveitar a oportunidade para dar um golpe de alto impacto publicitário, uma demonstração de força.

Daí a coisa fugiu do controle (o que prova que os serviços de inteligencia da polícia são burros, ineficientes ou inexistentes) a bandidagem pôs em ação um amplo plano de terror que já devia estar orquestrado com antecedência (segundo alguns relatos comandos de meninos viciados em crack foram mobilizado para as ações de incêndio de veículos em pontos estratégicos) e a polícia e os militares, pegas de surpresa, não tiveram mais como voltar atrás.

(Quase todo santo dia eu vejo dezenas e dezenas destes meninos jogados no chão como lixo, enrolados em panos imundos, dormindo a sol pleno em grande parte do trajeto do meu ônibus quando vou para o trabalho)

Mesmo assim, dada a acachapante vantagem numérica e de aparato de guerra usado pelas forças de …’segurança’ eu – como todo mundo – achei que eles iam cercar a bandidagem no alto do morro e acabar a história com uma carnificina básica. Não resolveriam nada, pois o problema apenas seria afastado para outro…’território’. Mas não, conseguiram piorar ainda mais a situação e enfiando os pés pelas mãos, acabaram se tornando até mais terroristas (tanque de guerra? Fala sério!) do que os bandidos.

Ver um verdadeiro exército, centenas e centenas de policiais e soldados zanzando pela cidade como baratas tontas, caindo pelo chão, tropeçando em si mesmos foi constrangedor. Confesso para vocês: Fiquei e estou ainda agora apavorado, com um medo pânico de sair de casa. E tem gente que ainda acredita – e falam isto babando de emoção sádica – que haverá um ‘confronto final’ no Complexo do Alemão e as ‘forças da paz’ (?) triunfarão.

Maluquice e marketing: Perderam mesmo a noção do perigo.

Se as ‘nossas’ forças da paz, são estes homens de preto amontoados, quase acuados atrás de barracos de alvenaria, espreitando esquinas, atirando a esmo e matando, indiscriminadamente inocentes e supostos bandidos por aí, como é que podemos nos sentir seguros?

Óbvio que esta ação amalucada de invadir com tanques e soldados um morrinho de favelados, como propaganda é péssima e a estratégia parece bem doida e irresponsável também, pois, agora a situação, como a de toda guerra de invasão – remember Bagdá – é imprevisível. O ‘exército’ do governo ganha, por enquanto, claro. Mata os bandidos ‘fuleiros’ de hoje e alguns inocentes, ocupa o morrinho com pose de quem tomou ‘Monte Castelo’ ou ‘Iwo Jima’ na segunda guerra mundial, mas o filme pode queimar de vez e melar a Copa.

(E isto, este tipo de arroubo arrogante, é a cara do Sergio Cabral, não é não?)

Bandido no Rio dá em árvore, gente! Favela também. Toma-se um morrinho aqui, eles montam outra base ali. Só quem já viu do alto o mar de favelas que margeiam a Avenida Brasil do Caju até o limite de Santa Cruz, lá no limite do município, sabe do que estou falando. Como a questão, de forma burra e omissa, está sendo tratada como uma guerra convencional, uma disputa de território, em breve poderemos ter guerras localizadas entre traficantes e milicianos, entre milicianos e PMs, com bandos de um ou de outro lado invadindo até as UPPs até agora, supostamente estabelecidas.

O problema do Rio não é o crime organizado. O problema do Rio é o crime ser tão generalizado (tendo as autoridades como cúmplices) e… desorganizado.

O triste, o revoltante, é que há por aqui os que comemoraram esta ‘vitória’ das forças ‘pacificadoras’. Uns irresponsáveis individualistas que gostaram da ‘paz’ aparente das zonas Sul e Norte da cidade, com a molecada bandida – jovens negros em maioria – expulsa para a periferia. Gente de Deus! Já disse aqui, muitos outros estão dizendo isto  também:

O Rio tem mais de 1000 favelas…MIL favelas, ouviram?

A cidade é uma imensa periferia favelada cercando meia dúzia de bairros ‘normais’.

Mais de 20% da população do Rio é favelada oficialmente, mas uns 40% vivem em bairros miseráveis, favelizados do mesmo modo. Estes milhões (!) de pessoas estão largados à própria sorte e a bandidagem é (mesmo a contra gosto da população) a vanguarda desta gente que acena lençóis brancos das varandas dos barracos.

Os nossos milhões de favelados – talvez a maioria de nossa população – são tratados como seres parasitas, chamados eufemisticamente e de forma cínica de…’trabalhadores’, ‘gente de bem’ (biscateiros, subempregados, mal remunerados, e desempregados, na verdade sem nenhum ireito de cidadania) a parte ‘baixa’ da sociedade que os ‘de cima’ mantêm ali, nestes guetos infectos como escravos modernos, serviçais, catadores de sobras, de ‘bicos’, vendedores de dejetos, párias largados no meio do lixo para se virarem como puderem.

Não é por acaso que os principais produtos que movimentam a economia destes locais são a droga e outras ilicitudes controladas por milicianos de um lado ou pelos chefes desta molecada bandida de outro. O Rio de Janeiro é uma Casa de Marimbondos, uma Caixa de Pandora, um container de lixo que esconde dentro uma bomba com um relógio acoplado, marcando a hora em que vai explodir.

Este Rio revoltante, que já é parecido com Gaza ou com Bagdá, periga se tornar rapidinho um lugar igual a Soweto do tempo do Apartheid, com aquela blitzkrieg das forças de segurança massacrando e atirando na população indefesa para pegar supostos agitadores bandidos, gerados pelas próprias circunstancias da vida nos guetos.

Disque denúncia bate recorde de mil ligações!

Acabo de constatar vendo pela manhã o Jornal da Globo – e isto pode ser visto nos demais jornais também – que a mídia dita ‘golpista’ ontem (porque, supostamente exagerava a gravidade da situação, queimando o filme do Sergio Cabral e sua turma), hoje já faz uma campanha deslavada para vender a idéia de que a população, maciçamente apóia a ação das forças de segurança. Observo também, sem surpresa alguma que este apoio irrestrito é exatamente a posição da classe média do Rio, única beneficiária direta desta insana e hipócrita política das UPPs.

É incrível o desprezo que esta gente que apóia acriticamente esta guerra de miseráveis morais contra miseráveis sociais está demonstrando ter pelo ‘resto’ (a maioria) da população, principal vítima de tudo, em todas as circunstancias. Meio nojento isto aí, esta indiferança insana. Como não existe ‘almoço grátis’, a conta com toda certeza virá e será salgada.

Os ‘pagões’, como sempre seremos todos nós. Só tenho pena daqueles que – tomara que não seja um de nós –  pagarão com a vida.

E o seu Correspondente e guerra se despede de vocês repetindo:

_” Eu quero a minha mãe!”

Spírito Santo

Novembro 2010


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~ por Spirito Santo em 26/11/2010.

4 Respostas to “Cidade Bandida:Cidade Perdida”

  1. Belas constatações do Front caro correspondente. Seguimos daqui acompanhando os desdobramentos e as constatações dessa guerra insana…

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  2. Adro,
    Outra constação impressionante é que, se a fuga dos traficantes no alto daquele morro não estivesse sendo filmada, teria havido um massacre ali. Mais uma: A presença do exército nacional, ironicamente também pode impedir que hajam outros massacres.

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  3. Boa reportagem do “front”, Spirito.
    Penso que a guerra contra os pelados, bandidos, sim, poderia ter começado pela limpeza da tropa que faz a guerra.
    Também tem aquela gente órfã do regime militar, agentes da polícia política e alcaguetas em geral que se estabeleceu por aí e por aqui pra arranjar uma renda extra perdida com o fim da achacação permitida no regime desabado da milicada.
    Qual mesmo será o tamanho da banda podre das polícias associadas e patrocinadoras do comércio de armas, droga e “segurança”.
    Por certo que algum pedaço ainda é são nisso tudo. Ainda…
    Se assim o fizessem, por certo um pequeno e ativo serviço de inteligência mapearia e permitiria desmontar rapidamente os comandos e desarmaria a bandidagem.
    Bem, aí ia faltar mercadoria pros graúdos cheirar e fumar… Então penso que esse interesse hedônico-econômico é que mantém o parque de diversão, a área de lazer e as zonas de guerra do Rio e de outras capitais, que não é muito diferente em Porto Alegre, São paulo, Recife, Fortaleza, Salvador…

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  4. Perfeito Spirito Santo, é bem por aí mesmo. Comentava ontem com a minha mãe a ridicularidade de considerar de um lado bandidos com idade média de 17 anos empunhando armas pesadas sem treinamento estratégico nem unificação de comando de crime organizado. Antes fossem e se assim fossem, como postou um outro colega de curso reivindicariam a autoria dos crimes dando mensagens nítidas com relação aos ataques.
    E de outro chamar de política de segurança esta ocupação de filme de ação hollywoodiano para gringo ver, do complexo da Penha na intenção de “tomar a força” o Alemão – comunidade problema do programa de governo das UPPs cabralianas – sem qualquer ação integrada e solidificada de inteligência, praticamente num documentário, ou reality show combinado com a mídia que ganha aos tubos com a valorização do espaço publicitário pelo aumento “forçado” do IBOPE que noticia a “Guerra do Rio”.
    O negócio é sempre fazer a limpeza étnica e higienista social do território para abrir para os esquemas da polimícia. E neste jogo vale tudo. Até mesmo um governo sem política de segurança de inteligência e incisiva, achar que pelas necessidades higiênicas e de falta de preparo para operações deste tipo conseguirá dar conta do recado e pagar de herói.
    Aguardemos enquanto não vamos para o saco!

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