Angola: Povo Bakongo para brasileiros principiantes

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Madona bakongo

Madona bakongo

Os Bakongo ontem e hoje

Situando brasileiros na conversa:

A enorme influência dos africanos no Brasil, todo mundo sabe,  se deu por força do tráfico de escravos. O que é preciso entender  e prestar mais atenção é que este processo maciço de transferencia de gente da África para cá, estava diretamente determinado pela localização geográfica dos centros de comercio e das feitorias implantadas por Portugal em suas colônias, em meio a um processo de ocupação de posições no litoral do Oceano Atlântico,  a partir da invasão do Kongo no fim do século 15.

É lógico se supor portanto que, excetuando-se a quase irrisória vinda de gente da Costa dos Escravos ( yorubas, ganenses, daomeanos, etc. sudaneses segundo se dizia ao tempo de Nina Rodrigues) para a Bahia, a história do negro brasileiro começa – e como poderemos ver mais tarde, continua – com a vinda de negros desta parte do que hoje conhecemos com Angola.

O povo que habitava estas regiões – notadamente o chamado Reino do Kongo – é conhecido como BaKongo cujo predomínio territorial e espírito independentista, meio que moldou toda a história da região até, pelo menos o século 17. A influência cultural deste interessante povo – notadamente no espaço destes dois séculos – ajudou a moldar também o que é a cultura angolana atual, com fortes relações – fundamentais mesmo – com o que chamamos de Cultura Negra no Brasil moderno.

Este simples detalhe cronológico determina, portanto que, os incidentes ocorridos no Brasil no período em que os BaKongo eram importantes lá na África – nos séculos 16 e 17 , com episódios como o  Kilombo de Palmares, por exemplo – têm intrínseca ligação com a história e a cultura dos BaKongo.

Ou seja – para os desavisados – nas bases reais de nossa formação cultural afro-negra (e observem que não estou falando de religião), quase não há sombra de Yoruba ou ‘axé babá’ na parada.

(Ao que parece alguém está inventando e nos vendendo uma outra história).

Este fato simplório torna óbvia a afirrmação de que não se pode, sequer entender estes episódios se não conhecemos a história africana da qual eles dizem respeito, a qual eles correspondem diretamente enfim.

No intuito de ajudar a corrigir este ‘mico’ antológico do negro do Brasil que ignora, solenemente a maioria do que foi dito acima, nada mais urgente então do que – só pra início de conversa –  conhecer algo sobre nossos irmãos bakongo.

Se ligua aí kandandu!

( Matéria extraída do artigo “Crivação histórico-política 1975 1993 na sexta-feira sangrenta”)

Por: Jose Luquissa

“A Angola comemorou, o 11 de Novembro passado, os seus trinta e dois anos de independência. Um terço de século durante o qual este país viveu na dor.

 

Canadá/Calgary – Eu até sou Benguelense, mais propriamente do Lobito, ou melhor da Canata, bairro suburbano onde nascerem grandes figuras que hoje fazem a malha do tecido intelectual Angolano. Por outro lado, também foi o bairro dos tais que se intitulam originários do Lobito, os Kamutangres.

Contudo, não posso deixar de enaltecer o meu apreço e admiração aos Angolanos da etnia Bakongo, (os Mucongos). Os Bakongo, um grupo Bantu, que se estende desde o Congo (Brazzavile), parte do Congo Democrático e parte norte de Angola, possuem uma identidade própria, que os distingue dos demais povos e que ao mesmo tempo os identifica como africanos, juntando-se aos Yoruba da Nigéria, os Ashanti do Gana, os Nyangas do Gabao, Os Ovambos da Namibia, os Zulu da África do Sul, e outros tantos que se espalham pela África dentro.

A minha admiração se curva pela maneira sólida em como estes têm sabido manter inalterável a sua integridade etnolinguística. Durante os anos do processo de colonização e até os dias de hoje, esse grupo étnico angolano, tem sido alvo de insultos e certa discriminação, renegados ao escalão inferior, o que me leva concluir que manter esta integridade não tem sido fácil ou simplesmente mero acaso.

O reino do Congo , era o mais estruturado dentre os demais reinos que constituem hoje a nação Angolana. Era composto por províncias que eram dirigidas por aristocratas (Sumu), que dependiam directamente do rei (Ntotila). Para além de uma economia organizada, cujos produtos incitaram as trocas comerciais com os portugueses, onde já utilizavam moedas, (Libongo e Nzimbo), eles eram detentores de uma cultura rica, sólida e inabalável.

O Bacongo é um povo temente a Deus e já possuía seus profetas entre Kimpa Vita (D. Beatriz), Simão Kimbangu (igreja kimbanguista) e Simão Toco (igreja tocoista), e muito mais, para além dos profetas menores, como Simão Padi, André Matshoha e outros, numa forma de religião organizada.

Ignorar o Mucongo, significa tão-somente apagar uma parte integrante da história de Angola . O povo Bakongo transborda no seu exterior fortes sinais de rejeição a presença e ocupação portuguesa. Sendo o primeiro a ter contacto com os portugueses e que com eles estiveram mais tempo, não assimilaram os modos de vida destes e resistiram a submeter-se a eles.

Foram eles os primeiros Angolanos a desencadear uma acção militar activa contra o colonialista português através Álvaro Tulante Buta em 1913, seguido de Mbianda Ngunga. Muito mais tarde, o surgimento dos movimentos no norte centro e sul que levaram a independência de Angola em 1975.

Os Bakongo conservam seus hábitos e costumes até aos nossos dias. Fruto de um ensinamento que vem passando de geração a geração e tende em continuar, pese embora as congruências do nosso país em relação os valores culturais e a preservação das nossas origens.

Estes valores aliados a sua renitente acção contra a presença portuguesa, ocasionou um distanciamento dos portugueses dos Bakongo, que passaram a chamar-lhe de terroristas, gerando assim uma aparência negativa dos povos deste grupo étnico, aparência essa que foi acentuada pelos assimilados e servidores dos interesses portugueses, vinculando-lhe actos desgastantes, o mesmo que se verifica ate os dias de hoje infelizmente.

Um pouco diferente, os povos Ambundu e Ovimbundu, sobretudo, foram deixando-se levar pelos Portugueses em quase todos os seus estilos de vida e permitiram com tamanha leviandade a presença destes em seus territórios, submetendo-se avidamente as suas ordens, quão obedientes e submissos.

Em protesto a ocupação de suas terras cultiváveis, os Bakongo recusavam-se a trabalhar para os portugueses em suas próprias terras, o que levou aos portugueses empregaram trabalhadores Ovimbundu. Em função disto os Bakongos viam nos ovimbundu de cúmplices dos portugueses, por isso, a quando da insurreição armada de 1961, estes trabalhadores não foram poupados.

Para além de serem obrigados a trabalhar como escravos e humilhados, os Ambundu e Ovimbundu viram suas mulheres violadas e desonradas, servindo de objeto de prazer dos Portugueses, dali se justifica a mestiçagem gerada nas regiões de Luanda Malange, Kuanza Norte e Sul, Huambo, Bié, Benguela e Huíla. Os portugueses aproveitavam-se do seu poderio abusava das mulheres desde as escravas as lavadeiras sem grandes resistências.

Para os Bakongo, o casamento sempre teve um valor altíssimo, relações conjugais deviam obedecer os procedimentos, onde regras e princípios eram seguidos a risca, o que não convinha nem era motivador aos portugueses. Por outro lado, as próprias mulheres detinham uma conduta moral, que hoje não se vê o mesmo índice de mestiçagem nas regiões do Uíje, Cabinda e Zaire .

Até aos nossos dias, essa cultura se mantém, pois, exige-se, ou ao menos tende-se a exigir a responsabilidade aos jovens nos relacionamentos amorosos, em que o envolvimento familiar é imprescindível.

O casamento dentro do ciclo étnico é seguido entre a maioria dos Africanos, europeus, asiáticos, latinos, árabes e outras raças, embora com algumas excepções, isto demonstra como é importante conservar os valores culturais. Se os Bakongo também optaram em casar entre membros da sua etnia, ilustra assim o interesse que eles tinham e têm na preservação dos seus valores.

Durante os anos 50 e 60, sobretudo após a independência dos Congos, mais de meio milhão (500.000) de Bakongo, fugidos da repressão colonial, seguiram para aqueles países vizinhos em especial o Congo Democrático (ex-Zaire). Onde num mesmo ambiente cultural os angolanos fortificaram seus laços com os irmãos do outro lado e levados pela forte cultura enriqueceram-se daquilo que presença colonial Belga e Francesa não havia tanto interferido como a portuguesa.

Outros tantos jovens foram enviados pelos seus pais, ao longo deste anos para aquelas terras da mesma etnia, para prosseguirem seus estudos, dada a ausência de instituições escolares em altura nas suas regiões. Acabando muitos deles a sua formação em Universidade Francesas e Belgas. Ao passo que os filhos dos Ambundu e Ovimbundu que mais se encostavam aos portugueses eram encaminhados para os liceus e escolas coloniais e universidades em Portugal .

Para além de não haver escolas onde se podia aprender o português, lá nas aldeias onde estavam concentradas as populações, também a forte “enraização” a língua kikongo não reservava espaço para a aprendizagem da língua do colono. Nos Congos onde estes se refugiaram, havia uma situação diferente proporcionando a aprendizagem das línguas oficiais daquela país, o francês e o lingala.

Depois da independência, que todos esperávamos ser uma mar-de-rosas, aqueles angolanos de raiz, voltaram para sua terra, onde ao invés de se sentirem-se em casa, passaram a ser baptizados de primeiro, Retró, depois Zazá, mais tarde Langa-Langa e agora, simplesmente Zairense. Alias não se esperava que os nosso irmãos vindos dos Congos voltassem a falar fluentemente a lingua portuguesa.

Não seria o mesmo que chamar os Oshivambo (Ovambo) do Cunene regressados da Namíbia de Namibianos, ou os Nganguela do Kuando Kubango de Zambianos, ou mesmo os Baluba da Lunda Norte também de Zairense?. Primeiro, nenhum destes outros povos deu tanta dor de cabeça aos Tugas e depois os aspectos culturais destes não são tão enraizados como o dos Bakongo.

Desde o intelectual de mais alto gabarito, seja Doutor Juiz, Doutor Advogado, Professor Catedratico, o mais importante empresário, músico, artista, compositor, ou o simples cidadão Bakongo, para além de falar a sua língua, apresenta traços indicáveis da sua cultura. Uma identificação impar, única e exclusiva diferente do resto dos Angolanos.

Um certo amigo, disse-me que preferia identificar-se como Mukongo do que como angolano. Edificando-se como angolano, talvez suscitasse duvidas, mas como Mukongo, ninguém teria a capacidade moral de duvidar da sua identidade, seja do Zaire ou de Angola, sentia-se orgulhoso de ter uma identificação própria, sua original, não igualada nem imitada de alguém, apenas deixada pelos seus antepassados.

Ainda segundo ele, qualquer pessoa pode ser Angolano, um luso-tropical pode ser angolano, um desterrado de São Tome , Cabo-verde ou Guine, pode ser Angolano, um traficante de armas pode adquirir a nacionalidade Angolana, mas Mukongo, se nasce, não se fica, nem por força de qualquer constituição.

O orgulho deste povo, é sem dúvidas uma referência que deve ser mencionada, sem quaisquer tipo de concepções tribais, politicas ou qualquer que sejam. Aliás o Mucongo não é tribalista, mas sim vítima de uma crivação histórico-política, aconteceu em 1975 e aconteceu em 1993 na sexta-feira sangrenta. Um pouco antes, na década de 50 e 60, alguns bakongo que acompanharam o Profeta Simão Toco foram despojados algures no Rangel, área hoje conhecida de congoleses.

Este povo não tem a dignidade que merecia, razão pela qual muitos deles procura alguma dignidade fora do país. O Bakongo foi o primeiro Angolano a emigrar, e hoje temos o Angolano Bakongo, no parlamento da Suíça e aqui no Canadá em breve teremos um Angolano Bakongo no parlamento Canadiano. Para quem vai a honra, para os Angolanos ou para os Zairenses, ou simplesmente para os Bakongo?

Ao chegar a foz do rio Zaire, os primeiros que portugueses encontram foram os povos do reino Congo, a medida que iam por Angola a dentro e a sul na linha do litoral, é que foram encontrando os Reinos do Ndongo, Kassanje, Matamba, Benguela, Bailundo, Kuanhama, etc.

Estes grupos étnicos compartilham uma origem comum, e exibem uma continuidade no tempo, apresentam uma noção de história em comum e projectam um futuro como um só povo. Isto se alcança através da transmissão de geração em geração de uma linguagem comum, de valores, tradições e, em vários casos, instituições e organismo do aparelho da administração do estado têm o papel preponderante.

Por força da história, a divisão geográfica-lingüística foi aleatória. África foi fronteira da segundo os interesses dos ocupantes europeus, cortando linhas entre povos que tinham a mesma coabitação etno-linguistica. O exemplo dos Tutsi e os Hutus, no Rwanda e Burundi e parte da RDC, tambem se aplica aos Bakongo, os Kiocos, Ovambos, Ngaguelas sem excluir os Koisan.

Saber viver com este mal da história, deve ser uma tarefa que só geraria benefícios. Embora os factores culturas embrulham-se nos factores étnicos e políticos, não é necessário que um grupo étnico possua instituições próprias de governo ou forme uma estado independente. A soberania de uma nação não é definida pela etnia, mas se reflecte na necessidade de uma certa projecção social comum entre todas as etnias.”

———

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~ por Spirito Santo em 05/01/2011.

19 Respostas to “Angola: Povo Bakongo para brasileiros principiantes”

  1. Eu soube, Anselmo. A cabeça de D. antonio está em Luanda. O cetro e a coroa – que dizem era de latão – contudo não se sabe o paradeiro,

    Obrigado

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  2. A Cabeca do rei que foi descapitado na grande guerra de Ambuila, se encontra em Luanda em baixo do subsol onde está construida a Igreja da nossa senhora do Nazaré em Luanda.

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  3. susso.
    gostei muito da historia do meu povo, e muito obrigado pelo autor desta lindíssima obra, continuem a escrever assuntos correlacionado ao meu povo, orgulho-me por ser angolano e levar a cultura do meu povo..

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  4. aqui vai a minha ssinatura amei

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  5. Lucau,

    O fato é que você não falou nenhuma bobagem. É bem assim a situação. A história dos africanos, tanto em África quanto aqui no Brasil ainda é muio fragmentada. Você reclama de Angola porque não conhece o Brasil. Aqui, por conta do racismo renitente que nos governa, criaram-se duas mazelas terríveis nestes estudos, centralizados numa universidade ainda inteiramente ocupada por doutores brancos. As mazelas são: a ocultação e a distorção. Tanto que eu, por exemplo, que sou um pesquisador independente, de fora da universidade, tenho tido que me valer sempre de material de fora do país, notadamente daí de Angola (há muita coisa boa escrita sobre aí), da Holanda e de Portugal.

    Outro recurso que uso muito é olhar atentamente para a cultura oral, letra de canções de manifestações tradicionais, lendas, fábulas, etc. O fato é que temos tanto aí quanto aqui muita riqueza cultural preservada por nossa cultura oral. O que nos falta mesmo são pesquisadores, recolhedores de documentos orais ou escritos.

    Você mesmo, a partir do seu interesse pessoal pode se tornar um destes. Foi exatamente o que aconteceu comigo.

    Grande abraço aqui do Brasil.

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  6. olha sei que falo bobagem, mais nao isto nao estudei muito e nao sou matumbulizado, a maldita guerra é que nos prejudicou durante 30 anos. se quero saber mais melhor voces que tem mais conhecimentos nos atualizam que nao sabe aprende. e que querem aprendrer lhe ensinam eu gostaria de aprofundar o meu conhecimento sobre os bantus pricipalmente os kongos que sou desta origens, o meu pai faleceu 1985 naltura tinha 105 anos me contava algumas historias oral, angola ainda nao temos historia de angola o que temos esta mal contado,voces que estao apesquisar é que podem ajudar a geraçao futuras, os nossos filhos perguntam donde que viemos, que somos nao conseguimos lhes responder porque nos mesmo os pais temos dificuldade de obordar a nossa historia.

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  7. Kiambote,

    Pois é disto mesmo que precisamos: estarmos juntos. As práticas de apagamento de nossa história de descendentes de africanos – ou de africanos em geral – são poderosas e renitentes.

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  8. Artigo interessadissimo. E’ reconfortante saber que a diaspora Africana mantem vivo o legado e interesse na conhecimento e preservacao da nossa cultura e identidade. Confesso que o tema abordado ultrapassou as minhas expectativas e nasceu em mim o desejo forte de colaborar neste espaco.

    Zala kiambote (Fiquem bem)

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  9. Começo por agradecer o autor deste trabalho, pela inteligente e sábia projecçao, que alimentou a minha alma sendo angolano que vivi todas as amarguras da guerra. Trabalho de género, deveria ser ensinado nas nossas escolas de base até a Universidade, para limpar a mente daqueles que até agora consideram os outros como zaza, langa, zairenses, etc. É lamentável ver comportamentos negativos, de insultos até nos altos mandatários de grandes ministérios do nosso país. Eu gostaria que assuntos de género passe nas mídia, jornais e janela aberta como temas de debate.
    Pode ainda ser proveitoso para alunos de história, sociologia e antropologia, como temas de pesquisa e defesa Universitária.
    Meus parabéns.

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  10. O movimento de povos de Angola e não só deu ao Povo brasileiro uma divercidade de culturas

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  11. Olá!
    Sou professora universitaria em SP e em breve irei a Angola para conhecer uma escola e realizar meu trabalho de doutorado. Vim aqui nesse site pra conhecer um pouco sobre os bakongos. A maioria dos brasileiros, por falta de informaçao ou interesse,qdo pensam em Angolanos os associam aos Portugueses e se esquecem de conhecer esse povo que tem um cultura propria e riquíssima. Acho que isso se dá pelo mesmo motivo que nós brasileiros nos esquecemos de nossas raízes indígenas e africanas.
    Poucas pessoas sabem que temos aqui no Brasil 24 comunidades Quilombolas tentando presevar a cultura de suas raizes africanas.
    Apesar que “branquela”, acho que deixei em Angola que preciso reencontrar….rsrsr…. quem sabe ainda encontro.
    Só conheço uma única palavra: “kamba”, mas acho que é um bom começo….

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  12. Lucas,

    Você fala muita bobagem, rapaz. Existem os principiantes e os ignorantes. Você confunde bantu com bakongo nesta sua salada bobona e depreciativa. Você deve ser destes que acham que pretos não tem cultura, nasceram todos das trevas, de um pé de repolho. Se discorda pelo menos aprende a ler. Vai estudar, rapaz e depois volta para debater.

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  13. bakonngos os orginais angolanos nome do ngola vem do reino dos kongos nola kimbanda ect….congo belga , congo braza, gabao , camaroes, ruanda,rodesiia.moçambique tudo foi ou perteceu ao reino do kongo a capital politica ,economica era em mbanza kongo, os que construiram piramedes no egito foi bakongos, o zulus sao parentes do reino do kongo naltura qwuando emigraram do egito, etiopia e traversar a densa savana pra rumo africa austral. alguem que conhece bem desta historia nos contem.

    lucaujonas@gmail.com

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  14. Lucau,

    O mais bacana é o seu entusiasmo com o assunto. Estas respostas todas estão por aí, embaralhadas em livros e livros, mas não tão disponíveis quando deveriam. É exatamente isto que eu ando tentando fazer: desembaralhar as coisas num sentido que me pareça lógico. Você pelo visto foi mordido pelo vírus. Agora a viagem vai ser sua.

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  15. olha gostei deste site,li muita coisa mais quero mais informaçao sobre este reino, como vieram de africa central, como na etiopia ,egipto, quem foi o kongo, como era a cidade de mbanza kongo antes dos colonos e onde fica situado a pedra que os kongo emplataram no quabdo kubango assim diz a historia oral, porque morem a equipa de ambaixada que iam na romo aonde jaze oa corpo deles, aonde se encontram a cabeça do rei decapitulado na batalha de ambuila??????????????

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  16. Eu também Kandimba. mas precisamos dizer isto ao Luquissa, autor do artigo.

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  17. que os ovimbundus nao defenderem as suas mulheres de estrupos nao concordo..

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  18. le bon dieu qui connait notre futur on achete pas l’identinte.
    le temps ns dira,malgres ns norte difficulite ns devons contribuie
    a notre pays ns avons vecus ça au congo.
    la verite finira tjs

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  19. Viva os Mucongos!

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