OSAMAGATE: File good is file dead

Ainda sobre a malhação do Judas Obama, o infiel

O conceituado Bob Woodward (ele mesmo, aquele do caso ‘Watergate) informa hoje nos jornais:

…Na Situation room na Casa Branca, no domingo à noite, o presidente e seu time de segurança nacional assistiram a um vídeo da operação, sem som…”

Ou seja: Como eu já havia sugerido antes, aquela foto com Hillary “chocada” (segundo ela mesma, que não se lembra do que pensava naquela hora, apenas controlando uma tosse crônica motivada por uma alergia recorrente para ela no início da primavera) e Obama ‘acuado’ num canto, não seria a transmissão ‘ao vivo’ da operação que matou Osama coisíssima alguma, afirmação apressada de alguns que insistiam em desqualificar a liderança de Obama na operação, colocando-o como um fantoche do Pentágono e da CIA.

A foto é oficial, da Casa Branca. Não me parece que pretendessem ser fotografados – ou que divulgassem fotografias comprometedoras – durante uma ação violenta e de desfecho imprevisível como aquela. Eu aposto que a foto flagra a exibição do vídeo pre gravado citado por Bob Woodward. Minha pista é clara: Um proeminente participante (um almirante, fardado) está ligado a um note book, provavelmente operando a exibição. Se fosse ao vivo ele também estaria vidrado no telão.

A matéria de Woodward (que pode ser lida na íntegra em O Globo entre outros jornais) esmiuça os detalhes da operação desde o início, com muita objetividade e sem as ‘abobrinhas’ difamatórias dos anti-obamistas de plantão.

Outras matérias que começam a analisar mais friamente a operação, vão nos dando conta de que as informações cruciais para a localização de Osama (aquelas que baseadas na identificação do nome do principal mensageiro dele, segundo dizem teriam sido obtidas sob tortura) já estavam levantadas bem antes de Obama assumir, ainda no tempo do governo Bush portanto, ele sim o torturador contumaz de presos de Guantánamo.

Há que se considerar também que as íntimas – e milonárias – relações estabelecidas entre os órgãos de informação do governo paquistanes e a CIA (e por conseguinte o Pentágono), decisões apenas mantidas por Obama, já que foram estabelecidas também no governo Bush, são relações extremamente suspeitas. Não é sob nenhum ponto de vista admissível ou justificável que no contexto do acordo de cooperação entre os dois governos não se tenha conseguido localizar o paradeiro de Bin Laden durante aqueles 5 anos  em que o terrorista-mor esteve homiziado naquele esculhambado cafofo de tres andares, cercado de quartéis das forças armadas do país.

Quem acredita numa balela destas?

As circunstancias absurdas da permanencia de Bin Laden, por tanto tempo ali pertinho da capital islamabad, só pode ser razoavelmente explicada pela disposição do governo paquistanes de protege-lo e (o que poucos ainda acreditam, mas eu cogito sim) a vista grossa, a anuencia de poderosas autoridades do governo norte americano que…vamos combinar… com toda certeza mandavam e desmandavam em toda a estrutura de inteligencia montada no Paquistão  desde o início da caçada, logo depois do 11 de Setembro. Colocar o governo paquistanês agora, de bode expiatório, X9, como estão tentando colocar o Obama, não colará nestas minhas cogitações. Duvido e faço pouco.

Por isto sugiro aos antiamericanistas roxos e sem noção: Menos…menos.

Vai ser necessário juntar todas as ensanguentadas peças do quebra cabeças poítico e ideológico que envolveu o desfecho do caso Bin Laden. Neste conjunto de peças, considerando-se que não havia nenhuma outra hipótese de Osama ser pego senão no âmbito das duas opções ‘vivo’ ou ‘morto‘, as únicas certezas até agora são que o governo Bush plantou e cevou todas as infâmias do caso, alguém no âmbito de seu governo acobertou e protegeu Osama por razões que talvez jamais se venha a desobrir quais foram e será preciso muita astúcia e sangue frio político para desconstruir o veneno da vingança instilado na política externa norte americana depois do 11 de Setembro.

Remember o incensado John Kennedy na Baía dos Porcos. Remember – mal comparando- o caso PC Farias no Brasil.

File good is file dead.

Spírito Santo

Maio 2011

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~ por Spirito Santo em 08/05/2011.

3 Respostas to “OSAMAGATE: File good is file dead”

  1. José,

    Antes de mais nada obrigado pela atenção dada às minhas modestas opiniões. Concordo com grande parte do que você falou, mas há um aspecto crucial nesta história do Osama e do Obama que você talvez esteja deixando de considerar. O Obama foi eleito para ser o presidente dos mesmos EUA de sempre, as esperanças que foram lançadas sobre a eleição dele, açodadas pelo fato dele ser negro (ou mulato, como você diz) foram e são exageradas, inconvenientes e equivocadas.

    A importancia dele, um negro, ter sido eleito, num contexto de uma país racista – a maior nação racista do mundo- o fato dele ser do Partido Democrata, uma espécie de centro esquerda no contexto da política norte americana, as expectativas enfim de sairmos daquela armadilha quase nazista (para o Oriente Médio principalmente) que foi a era Bush é que me animou em apoiá-lo tanto lá, na campanha quanto ainda hoje, assim mesmo em meio a tantas demonstrações de decepção de certos setores da opinião pública, notadadamente – e estranhamente- amplos setores da esquerda do Brasil.

    Eu, de minha parte não esperava nenhum milagre do Obama, nenhuma revolução socialista na América, simplesmente porque entendo a eleição do Obama no âmbito da conjuntura política dos EUA (como disse no início) percebo que ele foi eleito para governar aquele país, com todas as suas contradições e imfâmias históricas.

    O que se cobra do Obama enfim é o impossível nesta conjuntura. Esparavam dele uma revolução mundial em dois anos.

    A conversa não é simples e não cabe num único comentário, mas considere que, provavelmente, a única alternativa que havia para o Obama na circunstancia de saber o paradeiro de Osama Bin Laden e ter o poder (na verdade o dever) de capturá-lo ‘VIVO ou MORTO’ era seguir em frente e ordenar o que ordenou, doesse a quem doesse.

    Acho que esta onda de decepção é injustificada e fora de propósito, além de, em muitos casos esconder interesses que não são, de modo algum os nossos, aqueles interesses, quase sonhos que exageradamente muitos de nós depositamos sobre o Obama, hoje o bode bíblico a ser expulso para o deserto para purgar todos os males do mundo.

    Aliás, espero já a algum tempo, para breve presumo, igual ou parecida campanha contra a memória de Nelson Mandela, assim que ele morrer. Ele, aquele que também como Obama, não salvou a pátria, cometeu muitos erros e contradições que ainda não vieram à público, aquele que, em sua dimensão de homem comum, apenas cimentou alguns tijolos modestos no rumo de alguma democracia.

    Seguimos depois a conversa.

    Abs

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  2. Olá Spírito Santo. Se bem que não seja um grande seguidor de blogs, você é um dos poucos que subscrevo no meu twitter e ocasionalmente leio.
    Respeito-o bastante como investigador, também porque sou um interessado em certos temas de África.
    Mas relativamente a esta questão de Osama, se me permite, respeitosamente sugerir-lhe-ei que veja as coisas de forma mais abrangente. Ponha as coisas em perspectiva: a popularidade de Obama já viu dias melhores, ele precisava de algo como esta captura ridícula de Osama. Alguém acredita que aconteceu ? Já se mostrou que as fotos eram treta. Desde quando se enterram pessoas no mar ? O homem deve estar morto há anos. De toda a forma, o que é que nós conhecemos dele a não ser o que as agências noticiosas americanos nos dizem ? Eu, ou você, poderíamos ser feitos Osamas, bastava que eles quisessem.
    Por favor, recorde-se que quem manda nesta chuva são os mesmos que, por exemplo, defendem supremacias de umas raças sobre outras. São os mesmos que não deixam que, por exemplo, a teoria de que os Africanos foram os primeiros a chegar à América seja sequer avaliada convenientemente.
    Por favor entenda que os Illuminati já chuparam o que podiam chupar na América do Norte e na Europa e hoje em dia precisam de África. Obama apareceu para que mais facilmente eles consigam baixar as calças dos líderes africanos. Fazer uma aproximação com base na côr da pele.
    Eu admito que o facto de um líder mulato estar no poder de uma das nações mais poderosas do Mundo é um uplifiting tremendo para muitas regiões, incluindo obviamente África. E isto é uma coisa boa.
    Mas mais do que isso, eu não acredito. Ele é tão roto como os outros todos.

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  3. O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que Osama bin Laden, morto há uma semana no Paquistão, contou necessariamente com “alguma rede de apoio” naquele país, onde estava escondido, mas admitiu desconhecer quem teria fornecido essa ajuda.

    A declaração foi feita em entrevista ao programa “60 Minutes”, da CBS.

    “Não sabemos se podem ter sido algumas pessoas dentro ou fora do governo. Isso é algo que temos de investigar e, mais especialmente, que o governo paquistanês deve investigar”, disse Obama.

    No programa, que será transmitido integralmente neste domingo mas já teve trechos antecipados, o líder americano falou pela primeira vez sobre a possível relação do líder da rede terrorista da al-Qaeda – que se encontrava em uma residência a cerca de 100 quilômetros de Islamabad – com membros do governo ou das Forças Armadas paquistanesas.

    “Já comunicamos a eles e eles nos disseram que têm profundo interesse em conhecer que tipo de rede de apoio Bin Laden pode ter tido”, destacou Obama.

    “Mas essas são questões que não vamos poder responder em três ou quatro dias após o ocorrido. Levaremos um tempo para podermos aproveitar o material de inteligência que conseguimos obter”, explicou o presidente americano.

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