Animê Nagô e Vingança Bantu: A saga da ‘nagôization’ continua.

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Oiá e Iansã (entre os Nagôs), Sobô (jejes), Matamba (angolas), Nunvurucoma buva (congos), Bamburucema (bantos em geral. Divindade do Rio Oiá (Niger).

Legenda original da imagem (http://terreirodeumbanda.wordpress.com/2010/06/03/iansa/): Oiá e Iansã (entre os Nagôs), Sobô (jejes), Matamba (angolas), Nunvurucoma buva (congos), Bamburucema (bantos em geral. Divindade do Rio Oiá (Niger).

Pimenta – com dendê – nos olhos dos outros é refresco

Você sabe o que é Mangá, não sabe? São historias em quadrinhos japonesas que depois de alegrarem a infância de muita gente como filmetes de TV (‘Animês‘) nos anos 80, assumiram o caráter de mania de adolescentes Cult por filmes de arte – e quadrinhos – mais bem cuidados, a partir do anos 90. Mangá: estilo de desenho do japonês, pronto. Portanto Mangá e Animês não são um rito de uma seita. Animê é apenas cinema de animação, estiloso, mero entretenimento sadio.

Foi muito providencial. Um jovem intelectual negro da Bahia no facebook postou dias atrás um filme de animação denominado ‘IANSAN’. O interessante filme foi desancado, odiado, quase cuspido, severamente criticado pelo jovem por sua – segundo ele – iconoclastia anti-nagô (assista logo abaixo). Mas o filme – excelente por sinal – é apenas um Mangá pós moderno que conta com grande beleza plástica (e sem pudores moralistas  vãos) um drama urbano diretamente baseado numa lenda clássica do candomblé, que supostamente está na raiz do mito definidor do orixá Iansã segundo o panteão nagô:

A traição de Ogum por seu irmão Xangô, tendo como pivô Iansã.

“uma agressão aos Orixás, ao candomblé, ao povo negro colocar Oxóssi como estrupador e Iansã como uma vádia (sic), sem falar Ogum como um delinquente, um crime. Na primeira vez em que vi fiquei chocado com tamanho desrespeito. E o pior os Orixás se tornaram brancos e chineses (sic), que eles mesmo tenham piedade de quem fez esse filme DANTESCO.

Temos que provocar um grande debate. Me sinto mal, pois escrevo para crianças livros cuja temática é o candomblé com base nos PCNS e na lei 10639/2003, além de fazer consultória para a Secretária de Educação da Bahia, e ver a forma deletéria e vulgar que esse artista trata uma religião milenar que sustentou a alma e esperança do povo negro durante esses quintos anos de dominação.

Vejo o candomblé como uma força política contra-hegemonica na luta pela igualdade e pela liberdade e assistir esse filme nos faz ter a convicção como a cultura negra é desrespeitada e filipendiada (sic) pelos que dizem fazer aluzação (sic) a matriz siginificativa na colonização das almas desse país. Faz-se necessário repudiarmos tal incongruência.

Eu, vara curta, cutucando o jovem, também no facebook:

“…Desculpe a franqueza, mas você é que me preocupa.

O vídeo é uma surpreendente obra de arte. Belíssimo e muito bem realizado. Te agradeço por tê-lo compartilhado. Arte é isto aí. Reler, retrabalhar, resignificar. O adeptos do Candomblé deviam mesmo é se orgulhar dos mitos e lendas que constituem o conjunto de signos de sua crença terem inspirado um trabalho de tão alto padrão estético.

Aquilo lá não é religião. Muito menos é cultura negra. É cultura apenas. É simplesmente um filme. Aqueles lá não são orixás do Candomblé. A única coisa que os identifica assim são os nomes. O artista apenas se baseou numa lenda que, em sendo lenda é também pura ficção.

Alguém inventou os mitos do Candomblé também, esta coisa de Oxóssi ‘ser’ isto, Xangô ‘ser’ aquilo, Iansã ser ‘assim’, alí pelos meados do século 19. Ao inventar devem ter desagradado outras pessoas, dos quais seus mitos foram extraídos para serem resignificados. Faz parte da invenção das religiões.

Creia-se ou não se creia nele, o Candomblé também não passa de pura invenção. Ficção religiosa. Dogmas.

O que me preocupa mesmo é saber que você, pensando assim de forma tão proselitista, escreve para crianças e presta assessoria para uma secretaria de educação disseminando uma visão tão fechada sobre cultura negra.

Você trabalha com fundamentos ideológicos muito problemáticos: Primeiro é esta sua crença na ‘supremacia nagô’, acreditando tão piamente na hegemonia do Candomblé como matriz cultural de todos os negros do Brasil, o que é um equívoco grave em cujo debate tem muita gente empenhada exatamente agora. Sabe porque? Porque corremos o risco de perder uma grande chance de levantar e contar a nossa história real, por nós mesmos, aferrados a esta versão tão…branca dos fatos.

O segundo é este dogmatismo religioso, esta incompreensão do que seja cultura e liberdade de expressão de verdade, clamando para que se debata – e, quiçá até se censure – uma obra de arte apenas por razões rasamente morais. Um perigo isto aí! O país anda cheio de gente querendo censurar as coisas, numa tendencia ao obscurantismo muito preocupante.

Me arrepio também quando percebo que o ensejo tão nobre da lei 10639/2003 em de lançar luz sobre a cultura real do negro do Brasil pode vir a servir apenas para legitimar mistificações antigas, gerando material didático reiterativo de farsas históricas (como a ‘Supremacia Nagô’ por exemplo) e educadores tão aferrados ao pior que o pensamento brasileiro e sua academia oficializou sobre o negro e sua cultura…”

O mais contraditório é que o jovem intelectual baiano, supostamente descendente de gente nagô como se diz, mais abominou no filme foi exatamente o que os inventores do Candomblé fizeram com as crenças dos outros no século 19.

Pois vejam só que incrível: O  animê -nagô (a lenda negra representada por personagens branco-amarelos – nipônicos de olhos arregalados) cai como uma luva  neste nosso papo sobre as mumunhas e idiossincrasias do tal mito da ‘Supremacia Nagô’.

Quem com ferro fere…

É que gastamos muita lábia aqui nesta série– e mais ainda gastaremos – tentando provar que, não só a tal ‘supremacia nagô’ é uma coisa urdida, inventada não muito inocentemente, como também o Candomblé, sistema de mitos onde ela, a ‘nagôcracia’ se assenta e sustenta, não tem lá esta pureza toda que alega ter, sendo na verdade – tanto quanto o filme da Iansan, uma  espécie de resignificação de ritos e cultos de outras origens e de outras etnias que não os yoruba, resultando numa seita voltada prioritariamente para dar sustentação à ascensão social de um pequeno grupo de negros em detrimento de todos os outros.

E é aí que mora o perigo 

Resumindo: Pode haver tudo, mas pureza é o que não há, de jeito nenhum no Candomblé. Nem étnica nem estética há e – o tal perigo visto olho no olho –  muito menos uma ética socialmente elogiável.

Sei que escandalizo os fiéis de ambos os lados – e quem me conhece sabe que acho que escandalizar só um pouquinho, engorda e faz crescer, tem lá as suas qualidades como meio de estimular debates -, mas do ponto de vista de sua criação (ou fundação, melhor dizendo) me referindo exclusivamente ao aspecto religioso da seita, o Candomblé não tem diferença alguma da famigerada Igreja Universal do Reino de Deus ou de qualquer outra seita hegemonicamente predestinada a servir para manter as coisas em sociedade, exatamente como estão. Religiões ‘domadas’, ‘autorizadas’, diria mais francamente.

Calma, gente. Eu explico.

Ora, se a IURD do bispo Macedo me aparece como uma seita fundada para extorquir dinheiro dos fiéis, eu a abomino, veementemente. Se o Candomblé me aparece agora, nos textos abalizados que tenho lido como uma seita voltada, originalmente para dividir negros, cultural e religiosamente em ‘puros’ e ‘impuros’, mantendo os ‘outros’ negros à margem das vantagens advindas da relação dos líderes da seita com a classe dominante (branca) eu a abomino também, mais veementemente ainda porque sou negro. Esta circunstancia me ofende e constrange.

Aliás, e a propósito, quem não sabe fique sabendo que o fundador da IURD Edir Macedo é egresso da Umbanda e do Candomblé. Em meio a uma conversa sobre isto, um motorista de táxi me confidenciou certa vez que a irmã de Macedo é Mãe de Santo de Candomblé até hoje. Não é uma lenda urbana. É fácil de encontrar nas aparências de um culto evangélico da IURD diversos ritos pirateados da Umbanda, no ensejo de ‘roubar’ fiéis desta e do Candomblé também. As seções de Descarrego são só um dos exemplos.

Acreditem se quiserem. Vocês podem até concordar com a tática, achar que a criação de uma classe média negra vivendo acima de um mar de milhões e milhões de negros pobres ou miseráveis, é uma lei bacana da natureza. Eu não acho justo.

Você não precisa ser um socialista libertário, mas convenhamos que a função social da invenção da seita do Candomblé mais evidente, foi servir de anteparo entre os interesses da maioria dos negros deste país, escolhidos para serem excluídos, preteridos e postos ‘no seu lugar’ (e nem importa mais se estes preteridos são majoritariamente bantu ou não) e os interesses da classe dominante racista que, como todo mundo sabe, é branca.

Ora, vocês viram num post anterior: Até com o tráfico de escravos em Lagos e Salvador, esta elite ligada à construção do Candomblé esteve envolvida nos últimos anos da escravidão. Ela, esta inusitada aristocracia negra, africana, enriqueceu assim.

(Se você acha isto tolerável, perdoável não tenho realmente mais nada a lhe dizer. Você nem precisa continuar a ler este post. Pode parar por aqui).

O fato é que há muitos elementos de prova de que, no aspecto cultural se construiu em torno desta seita tornada artificialmente hegemônica, supremacista enfim, uma versão absolutamente inverídica da Cultura Negra real – e da História também – do Brasil. Esta quantidade formidável de mistificações interesseiras acabou por ser, por razões obvias, corroborada por diversas formas de legitimação, desde as acadêmicas e institucionais até as resignificações perpetradas por diversos agentes culturais e/ou religiosos, a maioria por pura ignorância, fruto do fundamentalismo religioso característico deste tipo de seita.

A quantidade de aspectos a necessitar de urgente revisão por terem se tornado farsas cristalizadas, oficializadas, é enorme. Além dos riscos ideológicos, o impacto destes conhecimentos equivocados tornados ‘cultura oficial’ do negro do Brasil, se transformando em arcabouço de todas as sistematizações, ações e intenções futuras da lei 10639/2003, por exemplo pode trazer contornos dramáticos para esta nossa situação.

(E se querem saber, eu acho chato para caramba ter que explicar isto, exatamente para as ‘vítimas’. Crença religiosa à parte, todos os envolvidos diretamente com a questão, se fossem realmente cultos, já deviam saber da necessidade urgente de se rever isto aí. É um caso típico em que a versão não corresponde, em nada aos fatos.)

Ai a inefável pureza religiosa. Quanta hipocrisia lançada em seu santo nome!

_”Eparrei, Iansã!”

Comida pouca, meu ebó primeiro.

Na invenção do Candomblé o propósito de criar uma elite negra.

Falando mais sério ainda agora:

Espero que a esta altura do debate – este já é, sei lá, o quinto post que escrevo sobre este assunto- já esteja claro que não tenho a menor intenção de ‘denegrir’ os preceitos sagrados da seita do Candomblé. E muito menos de religiões evangélicas como a IURD.

Não tenho o menor interesse em colocar os méritos das religiões em questão.  Sejam elas quais forem. Coloco em questão sim o caráter ético, ideológico do papel social desempenhado pelas religiões como um todo, focando o Candomblé em especial.

Aliás, as religiões em geral só me interessam mesmo do ponto de vista filosófico, do quanto de valores humanitários, do conjunto de saberes que esta ou aquela doutrina contém. Preocupa-me a liberdade do homem, pouco me importa se ele é branco ou preto, ou mesmo amarelo de olhos esbugalhados como os bonequinhos do tal Animê.

Pensando bem acho por isto mesmo que todas as religiões se parecem em seu fundamentalismo necessariamente dogmático, sendo criações do mesmo arquetípico pensamento humano mais ou menos ancestral, como se todas elas viessem do mesmo pequeno grupo de homens das cavernas, temerosos do mistério insondável para eles  que eram os fenômenos majestosos desta nossa gigantesca Terra Mater.

(E por acaso, cabe frisar, muito provavelmente este homem das cavernas era um negão)

Ora, quem não sabe que, do ponto de vista filosófico para qualquer religião as coisas são o que são e está acabado? Quem não sabe que nelas o crente acredita e pronto, não lhe cabendo questionar ou discutir o que quer que seja?

Inútil pensar, portanto em hierarquizar religiões, elegendo umas ‘superiores’ às outras, tentar agregar supostos valores civilizatórios ‘mais’ elevados numa religião em detrimento dos valores das outras. Ora, isto é papo de etnocentrista (racista) europeu do século 19. E se liguem: Isto sempre tem no fundo no fundo intenções deletérias, nem sempre obscuras.

Então, batendo de frente e tentando quebrar o mito desta suposta ‘pureza nagô’, vamos lendo então estes dados abaixo.

A influência do mundo muçulmano no Candomblé e na Umbanda

Autoria de alguém do “Templo Espiritual Caboclo Pantera Negra”. E não me caia na asneira de dizer que isto é uma… retaliação umbandista.

“Bem, sabemos que a cultura africana foi fortemente influenciada pelos muçulmanos. Há diversas obras, principalmente a de Roger Bastide (in o Candomblé da Bahia) e José Beniste (in Orun Aiye), que afirmam que o sistema oracular de Ifá advém dos muçulmanos.

Há autores que refutam essa idéia (Wande Abimbola, p. ex.) com os quais concordo, pois acredito que houve, sim, uma simbiose entre formas oraculares: o Darb ar-Raml (árabe) e o Opele (nagô), unindo as duas formas de geomancia. Muitos costumes muçulmanos passarem a fazer parte do culto afro-brasileiro. O uso do turbante por homens e mulheres é um dos mais visíveis.

Foi introduzido pelos muçulmanos na África, que desconheciam essa indumentária. Esse costume acabou sendo trazido para o Brasil. O uso da roupa branca e a sexta-feira ser sagrada (consagrada a Oxalá) foram outros costumes muçulmanos trazidos ao Brasil.

Para os muçulmanos a sexta-feira é um dia para se rezar em congregação, assim como o sábado para os judeus e o domingo para os cristãos. Infelizmente o Brasil é uma país cujos habitantes não apreciam muito o estudo da história. Pouco se fala sobre os malês (negros muçulmanos escravizados) e a revolução que realizaram na Bahia. Não se fala sobre a influência que os cultos afro-brasileiros sofreram deles. O culto Omolokô, por exemplo, advém, essencialmente dos malês. Assumano (muçulmano) Sau Adio (um malê) faz parte da linhagem desse culto.

 “Raízes da África.”

(Aniceto do Império Serrano)

“Assumano, Alabá. Abaca, Tio Sani

E Abedé me batizaram na lei de mussurumi

Como vêem tenho o corpo cruzado e fechado

Carrego exé na língua, não morro envenenado

Viajei semana e meia daqui pro Rio Jordão

Lugar em que fui batizado com uma vela em cada mão

Cinco macota d’Angola me prepararam de berço

Enquanto Hilário Jovino me cruzou com sete terços

Mesmo assim, me considero um insigne mirim

Filho de cuemba não cai Ogum, Xangõ, Alafim.”

————–

Gobineau, que na década de 1860 era o ministro da França no Brasil, escreveu um relatório político para o governo francês, onde diz que todos os africanos muçulmanos eram minas, denominação que no Rio de Janeiro e outras regiões do sul do Brasil significava qualquer africano que não fosse bantu ou qualquer um que tivesse embarcado entre a costa do Senegal e os Camarões.

Ele também menciona que um bom número dos africanos muçulmanos de Salvador, aos se tornarem livres, regressavam à Africa, mas que outros preferiam emigrar para o Rio de Janeiro.

Quarenta anos mais tarde, João do Rio confirmaria a informação de Gobineau: muitos dos muçulmanos do Rio de Janeiro provinham da Bahia. É possível que quisessem não apenas ficar longe de seus antigos donos, mas também escapar de constrangimentos pessoais, da desconfiança e das perseguições que se seguiram às revoltas das primeiras quatro décadas do século XIX.

A historiadora Andréa Nascimento afirma que “na cidade do Rio de Janeiro, alguns cultos de origem afro-brasileira eram conhecidos popularmente pelo nome de Macumba, e os grandes responsáveis pelo culto da Macumba Carioca eram os negros muçulmanos, hauças e malês que se misturavam nos candomblés da cidade…

A questão dos jinn (gênios), o uso de fórmulas mágicas de cura, os riscos nas tabuinhas, a prática da astrologia e da numerologia, o uso de talismãs etc. são frutos dessa grande miscigenação que houve no Brasil. Isso também aconteceu e acontece na África.”

Pureza nagô? Já sei: Vão dizer agora que o islamismo afinal é uma religião, ‘puramente’ negro africana (e isto não é bem assim) de nível elevado e que a influencia dela nesta misturinha do Candomblé seria até honrosa. Tá. Sei, sei…Seria isto mesmo? Hum…Como assim? E as outras influencias que guardei na manga? Que saber mais sobre isto ou já me riscou do seu caderninho?

_Beijo do magro. Daqui a pouco a gente volta!

Spírito Santo

Agosto 2011

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~ por Spirito Santo em 21/08/2011.

9 Respostas to “Animê Nagô e Vingança Bantu: A saga da ‘nagôization’ continua.”

  1. Madeline,

    Uma lenda, já é por si só uma deturpação de alguma história. O que ocorre com este desenho (que eu gosto muito) é que ele é uma tentativa de tornar mais popular uma boa história, retirando-a do gueto da religião. Não são deuses, no caso. Estão mais para super heróis de gibi que morrem sim.

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  2. Tudo bem que tem várias versões diferentes pra essa hist´ria, mas essa foi absurdamente deturpada pelas imagens! Se apenas escutar a narração ok ,até vai um pouquinho. Mas vendo as imagens passa uma ideia totalmente errônea do que realmente conta as lendas.
    Obs: Deuses não morrem por#@@!!!!

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  3. E não é? Uma coisa assim de nível tão elevado como arte, uma intenção tão genial de lançar luzes sobre um tema destes sacando o quanto de universalidade uma lenda africana tem e vem um imbecil querer tirar proveito disto para resolver seus problemas de auto afirmação…

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  4. porra, eu AMO esse filme da iansan. sempre passo pros meus alunos, mostros pros colegas e amigos. é simplesmente GENIAL. que pobreza de espírito a desse cidadão que não sabe distinguir a boa ressignificação da deturpação. pobre, pobre.

    e o denílson josé… ah, deixa pra lá.

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  5. Espirito Santo achei suas postagens interessantes.

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  6. ” Ih, Denilson! Calma aí, mermão! Toquei em alguma ferida aí? Você, efetivamente não sabe quem eu sou. Ou você não leu ou leu tudo de trás para a frente.

    De onde que você tirou esta idéia de que sou academico, rapaz? Sou exatamente o contrário disto. Para seu governo eu nunca sentei num banco de universidade, pelo menos como aluno, já que de algum modo frequento uma universidade como uma espécie de professor-artista-leigo.

    Desculpe não apreciar discursos academicos bolorentos. A sua referencia a ‘pensamento complexo’ deve estar ligada a falta disto, será? mas não é por analfabetismo não. É que gosto de ser lido e entendido sem firulas, por iletrados também. Estranho que você não tenha entendido. O post é tão claro. Seria legal porque gosto debater.

    Você fala de iletrados, analfabetos, criando como outro lá no outro post uma oposição estranha entre doutos e não doutos. Segure a pemba.

    Considerei a sua crítica com muita atenção, mas acho que você só mostrou ressentimento sei lá porque e não me deu detalhes sobre o que te incomodou de verdade nas minhas argumentações. Vou aceitar só a parte que considerei elogios, valeu?

    Em tempo: Conheci o Mário Gusmão, pessoalmente. tenho uma história tendo ele e eu como protagonistas que caberia como uma luva neste nosso papo sobre ‘nagôization’. Um dia quem sabe eu conto ela pra você”
    ————-

    (Respondendo a um comentário dele lá no facebook que acho que não chegou ainda aqui)

    “Que bobagem, Denilson! Que academicos que me alimentam? Leio, rigorosamente tudo – estou lendo até você agora mesmo- academicos inclusive, até mesmo para poder questuioná-los se for o caso. Mas falo sempre por mim mesmo. Escrevo com as minhas convicções que não precisam ser a suas. Concorde se quiser. Pouco me importa. E cá entre nós: Adoro esta independencia de não pertencer a lugar nenhum!

    Agora eu não entendi esta parte de ser ignorante de ‘alguns aspectos’. Quais? Pode dizer, rapaz. É algo sobre as ‘complexas’ implicações cosmogônicas e ritualísticas do Candomblé? Como você não diz o que como posso debater este aspecto?

    Ao contrário de você eu gosto e ‘dar luz a cegos’. É por causa de gente presunçosa como você, dono de alguma verdade aí inconfessável, que as coisas estão como disse que estão.

    Mesmo sem bengala ainda eu vou seguindo tranquilão e convicto o meu caminho. tem alguns gatos pingados vindo comigo. Quer seguir sozinho ou com os seus o seu caminho? Vá com Deus, mermão!

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  7. “Existem pessoas inteligentes que falam inteligentemente de coisas que não existem”

    É simplismente lamentável como algumas pessoas perdem tanto tempo alizando os bancos da academia para desenvolver um um discurso tão longo, tão lógico e tão falso. Fruto de quem realmente vê todas as coisas de dentro da sua das suas quatro paredes, com as suas janelas fechadas. Vê tudo de fora de qualquer lugar. Certamente o autor desse blog não pertence a lugar nenhum. Fala de mulçumanos e bantos e outros povos me parecendo não conhecer muito bem nenhum deles. Precisa estudar menos, certamente. Só aprendeu a dominar a palavra, mas não consegue desenvolver um pensamento real-mente complexo. Aliás a única herança positiva dos acadêmicos para a humanidade é tentar traduzir o que há de intigante no pensamento do iletrado. Não estou falando dos analfabetos. Muitos doutores ainda permanecem analfabetos, não sabem juntar as letras para expressar as idéias porque não tem ideia do que estão falando, fundamentam efemeridades por que perdem muito tempo lendo livros de outros mais analfabetos ainda.
    Mas nem tudo está perdido, quem sabe fritando acarajé e enrolando abará, prestando bem atenção nos bordados filosóficos de uma mokota seja possível perceber a união de bantus, yourubás, mulçumanos e tsongas, fons, ewe… Ainda dá tempo!!!

    “O tempo mandou dizer pro tempo que tudo com tempo tem tempo”

    Denilson José
    Centro de Idiomas Mário Gusmão

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  8. Muito bom!!! Precisamos disso, informação sem hipocrisia, e toda religião precisa ser desvendada mesmo para aqueles que a seguem.

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  9. Já estou aguardando o próximo….

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