_NZAMBI-A-MPUNGO, AUÊ! – Post #01

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A cultura africana do Brasil na boca do sapo mítico

Pegue pela palavra. Vá à página da Wikipédia, a enciclopédia livre da internet (lusófona ou brasileira, sei lá) e tecle a palavra “Nzambi”. Fique constrangido como eu ao ler a educada repreensão, o leve ‘toque’, esta admoestação desagradável dos moderadores:

“Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade….

Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Google — notícias, livros…”

Nzambi é Deus, ora. Apenas isto. É só um conceito dito em outra língua. Deus como Alah é Deus, como God é Deus, como Dieu é Deus, como Dios é Deus, como Gott é Deus… Querem coisa mais simples?

Mas não. Como Nzambi é isto aí mesmo, só que numa língua de negão dito ‘primitivo’, animista, dito dado a supersticionices, ficam nesta de carnavalizar os vocábulos com estas fantasias de nega maluca, crioulodoidamente enchendo-os de suposições semânticas psicoanalíticas,como analfabetos de pai e mãe.

_Maudit la pré-anthropologie du 19ème siècle!

(Eu sei. É claro que o conceito ‘Deus’ tem lá as suas idiossincrasias de cultura para cultura, mas a gente só vai esbarrar nesta pedra no caminho deste papo, mais adiante (no post #02, valeu?). Palavras são palavras e isto são, portanto outros quinhentos.

Vocês podem crer, no entanto que isto é muito mais comum em se tratando de cultura negra na internet do Brasil do que com qualquer outra coisa. É impressionante. Já testei.

A coisa melhora muito quando as perguntas são formuladas em inglês, holandês ou mesmo em qualquer língua europeia destas aí. Há uma questão mal resolvida aqui sim. A gente não sabe nunca se é ignorância ou má vontade intelectual dos nossos “formadores de opinião”. É um buraco negro, um troço destes aí interplanetários que sugam matéria, se alimentam da substancia das coisas alheias, um sapo mítico, se bem me entendem

(Calma. Vocês já já vão entender porque o tal do sapo entrou na história) .

_”Ah... – dirão os ímpios refinados do fundo de seus cercadinhos vips: – “…mas a Wikipédia não é uma enciclopédia confiável.”

Que nada. Baboseira de estudante pedante, metido a sabichão. Tanto quanto qualquer mar de fontes a internet é um banco de dados consistente. Basta saber o que – e como – procurar.

Nem doutores antropólogos quilombistas ou indigenistas, nem intelectuais afro culturalistas, dos mais rasos aos mais ciosos amantes dos cânones da norma culta, nem jornalistas progressistas, historiadores com especialidade em história africana, ninguém parece muito interessado em tratar com a devida atenção e profundidade este nó etnológico – pego aqui pelo pé da etimologia – incrustado em nossos modos displicentes de sermos TODOS afro descendentes.

É tudo bruma neste campo de nossa inteligência tão vadia e ignorante. As poucas chispas a gente vai riscando aqui e ali como cego em tiroteio.

(Pois é. E para variar este post nem era sobre isto. É que esbarro nestas pedras do caminho no meio de uma pesquisa qualquer a toda hora. Fico pra morrer.)

Que pobreza macunaímica, gente! Ai que preguiça!

Magoou? Então tá. Diga lá você: O que é mesmo Zambiampungo, heim?

(Sim. Quase me esquecia. Era disto, que eu andava atrás, lembram? Prometi que explicaria – Ai de mim engolfado nesta teia de conceitos frouxos – mas juro, de pés juntos que ao fim de tudo explicarei)

Uma estranha, uma exótica festa de negros no recôncavo baiano, lembraram?

Uma das poucas referencias documentais, digamos assim… acadêmicas, que encontramos na internet sobre a manifestação do Zambiampungo , cuja ocorrência mais notória é a da cidade de Nilo Peçanha, BA (parece que ocorreu – ou ocorria – também nas cidades de Valença e Cairu, ambas também no Recôncavo) foi um texto em duas ou mais versões idênticas que condensei numa só,  atribuído à Alexandre Guimarães, um mestrando (ou doutorando, não sei bem) em História pela Universidade do Estado da Bahia/UNEB,  provavelmente uma tese, contudo me parecendo ser apenas uma tentativa de aproximação, de explicação do evento, como tudo nesta área, carente ainda de muitos aprofundamentos. (Alexandre falando:)

“…O Zambiapungo trata-se de um cortejo de homens mascarados… trajados com roupas coloridas e feitas com retalhos de panos e papeis de seda, que saem às ruas durante a madrugada do dia primeiro de novembro, véspera do dia de finados, dançando e acordando a população da cidade.

É caracterizada pelo uso de, além de tambores, búzios gigantes, enxadas e outras ferramentas agrícolas, que são tocados como instrumentos de percussão pelos componentes.

“…Nestes dois dias a população local volta sua atenção para a lembrança de seus mortos que são homenageados com flores, velas e missas. Não existia momento mais propício do calendário católico para um cortejo que refletia uma religiosidade baseada na ancestralidade ir às ruas.

Essa importância do espírito dos ancestrais na religiosidade Banto é o segundo fator que evidencia o caráter religioso inicial do Zambiapunga.”

Esmiuçaremos aqui então este mistério maravilhoso, tentando cruzar os dados de Alexandre – baseados em chavões clássicos – com outras pesquisas e referencias mais amplas, neste emaranhado incrível e quase inescrutável que é a cultura africana do Brasil. Assinalamos com grifos, vez por outra, os pontos cruciais de nossa investigação – que é bem preliminar ainda –  aqueles que parecem encerrar as chaves da questão.

Ah…e vejam os vídeos do Zambiapungo nestes links (#01, #02,#03). E leiam – com os olhos críticos e bem abertos – só para começar, esta descrição folclórica, ou seja baseada numa descrição meramente visual, testemunhal da misteriosa manifestação (ainda Alexandre Guimarães falando, agora já demonstrando algumas incongruências fatais:)

“…Outra evidência do caráter religioso inicial do grupo é o significado do termo “Mpungu” de Nzambi-a-Mpungu. Segundo vocabulário construído por Aires Machado Filho, a palavra “Mpungu” é provavelmente sinônima de “defunto”.

Yeda Pessoa traduz, por sua vez, “nzambi ampungu” como o grande espírito e “saami ampunga” como os grandes ancestrais.

“Mpungu”, “ampungu” ou “ampunga” são palavras bantos que se referem aos mortos, aos antepassados, o que evidencia a relação da origem do zambiapunga atual com a religiosidade Banto.

“…Para compreendermos a segunda evidência da origem religiosa do Zambiapunga é necessário falarmos um pouco sobre os Bantos e sua religiosidade.

“… É provável que o Zambiapunga do Baixo-Sul baiano era ou integrava um ritual religioso de uma parcela dos africanos escravizados. Para entendermos esse aspecto é necessário fazermos uma análise etimológica do termo “zambiapunga” e enumerarmos alguns aspectos da religiosidade dos povos cujo termo citado se liga: os Bantos.

Zambi ou Nzambi-a-Mpungu é o Deus supremo de povos bantos do Baixo Congo. A relação entre a palavra “zambiapunga” e o Deus supremo de africanos é a primeira evidência da origem religiosa do folguedo atual…”

“…Com o tempo o caráter religioso se perdeu e permaneceu uma bela manifestação da cultura popular.”

Só para tentar a desconstrução ou o esclarecimento das incongruências (quem quiser que conte outras, mas fundamente, por favor) em verdade em verdade vos digo que não existe evidencia alguma de que a palavra Zambiapungo possa ter qualquer coisa a ver com sapos, mortos ou defuntos (e esta afirmação, posso afiançar – o post #02  o dirá – é quase inquestionável).

Procurando no livro de Aires da Mata Machado Filho citado por Alexandre, por exemplo (o clássico ” O Negro no Garimpo em Minas Gerais” que o Tio já leu, sei lá, mil vezes) não encontrei no pequeno vocabulário nele contido nada que confirmasse esta hipótese etimológica, esta coisa aí de ‘defunto‘ ser ‘mpungo‘. Pura viagem no buraco negro. Suposição vaga de iniciante.

“…Nzambi-a-pongo – O Deus encarnado ou que encarna no sapo – é Nzambi mascarado:-inclemente, inexorável, vingativo, obediente à voz do feiticeiro e, como Deus ou como ciclope, não pode ser morto à cacetadas. É a vontade do mal, o desejo de vingança.”

No caso de Souza Carneiro (que aponta acima o étimo mpungo como sendo ‘sapo‘) há não uma incongruência exatamente, mas uma suposição equivocada apenas, embora justificada por outra suposição mais factível que a de Alexandre: É que o mito africano, um conto tradicional) descrito por Souza, denominado na bahia ‘Kipongo” (ou seja, uma evidente transliteração de ‘Ki-Mpungo‘) tem relação direta com um sapo sim e há até uma ilustração curiosa deste sapo encantado gigantesco engolindo sua vítima (num desenho de Cícero Valladares), o que fez o mestre Souza Carneiro concluir:

…”Que se diz: “ Com licença, não se espante, com licença de Zambi mascarado em ou feito sapo”. Isso equivale a: “Zambi-a-apongo deu licença, logo não fará mal, não consentirá suceda qualquer mal.”

“Deus-de-sapo”, zambi-a-pongo quimbundo foi adaptação do nzambi-a-npungo conguês, ou vice versa.”

Num dos muitos autos de Ticumbi há o cântico:

“Com licença auê
Com licença de zambi a-pongo
Com licença auê…”

(O mestre Souza Carneiro em ‘Os Mitos Africanos no Brasil- Ed Brasiliana 1937)

A hipótese da linguista Yeda Pessoa é, contudo um pouco mais criteriosa e bem mais precisa até, pois como veremos mais adiante (tchan, tcahn, tchan!...)  Zambiapungo pode ser interpretado sim como sendo uma ‘forma‘ de deus. Mas o conceito é fugidio, dependendo de muito mais tutano e cavucação para ser decifrado.

(E a culpa não é de modo algum dos pobres bantu. O doido, como já disse por aí, não é o crioulo).

Bem, o fato é que mpungu a rigor não quer dizer ‘defunto’, de jeito nenhum. Também pode não querer dizer ‘Sapo’ – como eu mesmo açodadamente já imaginei, como vocês viram seguindo as pistas do mestre Souza Carneiro. E aqui uma ressalva importante:  me dirijo neste post, principalmente a leitores brasileiros, posto que leitores angolanos devem – ou deveriam – saber melhor do que eu o que quer dizer – pelo menos literalmente – mpungo, não é mesmo?

A relação equivocada entre o termo Zambiampungo e estas duas expressões (‘Sapo’ e ‘Defunto’) parece estar neste caso sendo induzida pelo fato de, em primeiro lugar, Souza Carneiro ter confundido o nome da entidade que assume a forma de Nzambi com o dito bicho (o sapo). Alexandre por sua vez deve ter feito confusão com o fato da  manifestação ter nos dias de hoje alguma relação com o católico – e universal – culto aos mortos, ressalvando-se que o dia de finados – a data em si – como bem sabemos é uma efeméride católica, o que faz a relação direta entre um provável culto ancestral bantu e a data dos festejos atuais ser um tanto improvável.

Contudo, pode ser que, de algum modo fortuito haja esta relação do Zambiapungo com os mortos sim, mas a palavra, a denominação traduzida ou decifrada mais precisamente, parece que não tem nada a ver com isto diretamente. A coisa parece ser bem mais complexa como vocês verão (e a solução da charada será, garanto a vocês, sur-pre-en-den-te).

É a complexidade viciante desta surpresa que nos animará daqui para adiante.

Ognupm-a-ibmaz? A palavra no espelho

E aí, como água fria, nos vem a informação mais decepcionante sobre a manifestação, aquela que nos lança mais fundo no limbo de sua enigmática origem:

“A delimitação geográfica e a problemática levantada levaram-me a escolher como balizas temporais os anos de 1940-2002. O zambiapunga nilopeçanhense levou alguns anos inativo, entre as décadas de 60 e 80, sendo “revitalizado” a partir de 1982 pela professora Maria Auxiliadora Camardelli e seus alunos do Ginásio de 1º Grau Adelaide Souza.Para entendermos as mudanças sofridas pelo grupo durante e depois de sua revitalização é necessário ao menos conhecermos alguns aspectos do zambiapunga anterior aos anos 60.”

Hum…Esta revitalização do Zambiampungo 20 anos depois – uma evidente ressemantização – precisa ser analisada melhor a luz de prováveis indícios e relatos que se possa obter sobre o passado da dança, antes de 1980. Se quase nada de escrito, pelo menos que se saiba, foi registrado em que terá se baseado a valorosa professora em sua recriação do Zambiampongo?

Na memória dos mais velhos, provavelmente, mas quais foram os elementos constitutivos da dança que foram recuperados –  tirando aqueles outros, agora francamente inventados – aqueles sob os quais se poderia basear uma historiografia qualquer sobre os vestígios e pistas que ela porventura encerra de seu passado africano? As máscaras? As enxadas? Os búzios?  A rítmica das canções? Quais?

Brumas.

Encontrei curtas  e lacônicas referencias  desta festa em texto Arthur Ramos, dando conta da existência remota da festa ainda no início do século 20, na mesma região, mas sem nenhum dado suplementar. Haveria referencias em textos angolanos, no trabalho meticuloso de Óscar Ribas, por exemplo que no seu iluminado trabalho ‘Ilundo‘, descreve algumas danças tradicionais de Angola já no século 20 muito semelhantes às danças africanas de inspiração bantu do Brasil?

No entanto, ainda assim estas densas brumas.

“Ai! Ai! Ai! Ai!
Pade-nosso cum ave Maria
Qui ta angananzambe-opungo.
Ei! Curietê!
Ai! Ai! Ai! Ai!
Pade-nosso cum ave Maria
Qui ta angananzambe-opungo.
Ei! Dunduriê ê!”

(Ponto de vissungo, Diamantina, MG em Aires da mata Machado Filho)

Mas isto ainda, como vimos são apenas sombra e vulto, a imagem ainda bem difusa de um conceito mais complexo, ligado que é a fundamentos muito antigos da cultura bakongo de Angola. Coisa cabalística, mística, empírica sim, mas apenas para nós, os que dela somos ainda ignorantes, posto que se trata de uma cultura de raízes muito antigas (século 12, por aí), daquelas que não podem ser, de modo algum primitivas, no sentido de atrasadas.

Apenas cultura de gente normal ansiando registro, carecendo de historicidade, precisando apenas se cientifizar.

É muito relevante ressaltar também, que as referencias documentais do eminente etnólogo baiano Souza Carneiro – pai de Edison Carneiro, tão desconhecido do público em geral e tão desprezado por seus pares (as razões nada prosaicas ou edificantes a gente vai descortinando por aí) –  baseadas em notas de campo de pesquisas por ele realizadas no final do século 19 no Recôncavo baiano – área de ocorrência, como sabemos do Zambiapungo personagem de nossa história – talvez sejam ainda hoje, fundamentais para pesquisas de campo desta tão relevante quanto subestimada, quase vilipendiada cultura bakongo no Brasil)

Finalizando este longo post#01, digo, repito, encho a boca para dizer: De tudo que pode saber até agora,  a dança do Zambiampungo de que tratamos vivamente aqui, com toda certeza, de um jeito ou de outro –  tenha tido a forma que for no passado – veio sim, não só de Angola – área do antigo Reino do Kongo e suas adjacências – mas de uma região bem determinada, provavelmente o sul do país, nas vastas imediações do porto de Benguela, origem da maioria dos escravos africanos que – inegavelmente talvez – para o Brasil vieram na segunda metade do século 19.

E mais não sabemos. Tarde demais. A parte crucial do mistério desta dança talvez jamais seja desvendada de todo.

Sobrou, contudo a palavra –zambiampungo!–  guardada na boca do sapo em que nossos antepassados a costuraram. Nos falta mesmo apenas desconstruí-la mais ainda para enxergar o que há por trás de suas belas cifras, abrir o manto do passado histórico que ela mantêm em si enrodilhado, embrulhado como um presente secreto que o Tio em breve – em uma diminuta parte – revelará.

Aí, nela, na palavra-chave, é que estão algumas outras ferramentas destrancadoras de charadas, aquelas que nos farão entender algum dia – por mais remoto e distante que este este dia esteja – o real sentido de misteriosas tradições e manifestações culturais que nos eletrizam com seus maravilhosos mistérios, que enfim desvendados serão – nisto o Tio crê, piamente – o diploma cabal de que somos sim civilizados, sempre fomos, mas às nossas próprias custas.

————–

Viram só? Conversa cheia de ‘como-assim? Tudo ainda a ser salvo do redemoinho do buraco negro. Parecia impossível decifrar estes enigmas todos, mas enigmas são feitos assim e assados, exatamente para serem revelados – mesmo este que parece ser da conta de algum Deus aí bem remoto.

O Zambiapongo da Bahia é um destes fenômenos. Veio de ouro ou baú de tesouros ainda a serem explorados, de prospecção adiada, tardiamente ansiada por culpa sabe-se lá de que ou de quem (de preconceitos etnocêntricos tolos, torpes mistificações historiológicas, esnobismo arcaico dos doutos de fancaria, racismo enfim), descaso raso porque mascararam justamente as nossas caras pretas reais, aquelas que mais representam uma parte quiçá majoritária das caras todas da nação.

Retirar a peneira que esconde o sol é uma boa intenção. Sol é luz indispensáveis. Tomemos então estes dados esparsos como resquícios, vestígios, evidencias ainda, porém firme certeza: A Cultura africana do Brasil está, praticamente toda por ser levantada e sistematizada. Isto será virtualmente impossível se não estudarmos, profundamente a história, a etnologia, a antropologia enfim da região africana compreendida pelas margens do Rio Kongo (ou Zaire) até mais um pouco ao Sul, no vasto entorno do antigo Porto Benguela.

O resto todo, como fieira puxada, virá de roldão.

As chaves, pelo menos o sentido estrito da palavra aqui esmiuçada estão todas lá, de onde vieram algemadas as pessoas e trancadas as fechaduras de suas almas e memórias, transatlânticas almas antepassadas de todos nós.

_NZAMBI-A-MPUNGO, AUÊ!

Spirito Santo

Janeiro 2012
(E não perca o sensacional desvendamento final -abra este link- no próximo post)

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~ por Spirito Santo em 26/01/2012.

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