O bonde e o ferro das carnavalescas angústias

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Da (nova) série “Tô véio pra caráio”

1950. Sei lá quem é o fotógrafo. Parece foto da revista “O Cruzeiro”. Se fosse na Bahia seria do Verger, certamente (sei lá. É Rio, mas pode até ser)

Incrível, mas o Titio pegou muito este bonde de Cascadura aí quando era criança, criancinha mesmo, ali pelos 5 e os 13 anos.

Todo mês eu ia e voltava do colégio interno do S.A.M nele. Cortava a Rua Hadock Lobo na Tijuca, onde ficava a escola prisão e descia pelo Grajaú, Engenho Novo, Engenho de Dentro afora até chegar nesta Cascadura aí.

(A única diferença é que para mim, quando passava por aí de bonde, nunca era Carnaval).

Mas, lembro bem, vividamente da cortininha de lona, do sacolejo e do barulho meio batucativo de ferro com ferro.

É. Tinha um cheiro de ferro atritado também.

Na foto – um arraso, uma joia iconográfica – um vagão do bonde lotado só de travestis jocosos, pernas cabeludas – seria já o ‘Bloco das Piranhas’ tradicional até hoje em Madureira? – com um único ‘machão’ anti carnavalesco sério, de mau humor, quase puto da vida, entretido lá em algum drama íntimo qualquer, falta de grana talvez.

É. Puta nostalgia. Tô véio pra caráio!

Spírito Santo

Julho 2012

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~ por Spirito Santo em 05/07/2012.

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