Obama bem na fita. Não é o Titio, é o James Traub quem diz

Perdeu, playboy! Perdeu!

Anti obamistas, tremei! Sei que, em geral o que vos move é o racismo, não admitem que um negro possa fazer bem na entrada, melhor ainda na saída e ainda ser chamado de volta com gritos de…

‘Bis!, Bis! Bis!”

Incrível a falsidade desta capa de ‘anti americanistas radicais’ de vocês, inimigos irredutíveis do imperialismo norte americano do qual o Obama seria o ‘cão traidor da raça’. Da raça? De que raça, cara pálida? Nada a ver.

Pensam que o Titio não notou? Vocês falam mais mal do Obama do que falavam do Bush! Pode isto? O Bush foi a mais excrescente tradução de todo o mal mundial que aí está. Vocês sabem muito bem disto. Contem outra, tá?

Leiam este post do James Traub e vamos lá: Se esforcem mais neste antiobamismo racista de vocês. Melhorem os argumentos.

Como os da galinha d’angola, argumentos de vocês ‘estão fracos, estão fracos estão fracos’.

————

“Obama, o último homem de pé no Ocidente

James Traub

Tem sido um par de anos difíceis para ocupantes de cargos executivos. Em maio de 2010, o Partido Trabalhista britânico, no poder, foi surrado pelos conservadores, perdendo 91 cadeiras no Parlamento, enquanto os tories ganhavam 97. O primeiro-ministro Gordon Brown deu lugar a David Cameron. Em fevereiro de 2011, o partido no poder na Irlanda, Fianna Fail, teve apenas 15% dos votos e uma coalizão de partidos de oposição assumiu em seu lugar.

Em junho, os socialistas em Portugal foram derrotados pelos social-democratas, que formaram novo governo. Em novembro, o Partido Popular da Espanha, na oposição, esmagou os socialistas do PSOE, no poder, conseguindo a mais ampla maioria em 30 anos. Este ano, o conservador Nicolas Sarkozy perdeu a presidência da França para o socialista François Hollande. Os líderes da Itália e da Grécia foram substituídos por tecnocratas.

Mas na semana passada, caso não saiba, o presidente Barack Obama não só derrotou Mitt Romney como seu partido ganhou mais duas cadeiras no Senado americano.

É difícil exagerar a força da crise econômica global na política ocidental. Quase todos os titulares do Poder Executivo perderam eleições nesse período – a esquerda deu lugar à direita, e vice-versa. Na maioria dos casos, por margens históricas. É claro que fatores locais influíram: o desprezo absoluto que tantos eleitores franceses sentiam por Sarkozy; o cansaço britânico com o semblante sombrio de Brown. Mas não chega a ser surpreendente que a pior crise econômica em 70 anos tenha derrubado os que estavam no poder. E o que mais se diga sobre a reeleição de Obama, precisamos considerá-la nesse contexto.

Por que Obama ganhou quando todos os demais perderam? Em primeiro lugar, claro, porque ele não estava no cargo quando a crise começou. Pesquisas mostraram que muitos americanos ainda culpam George W. Bush pela recessão. Obama também se beneficiou da fraqueza do oponente, que não despertava paixão e tinha pouco apelo para os novos eleitores que engrossaram as listas de votantes desde 2008.

Tudo verdade. Mesmo assim, nenhum desses fatores responde totalmente pelo sucesso de Obama ao superar uma tendência tão poderosa. As mesmas forças que criaram caos na Europa Ocidental levaram a perdas maciças de postos de trabalho no coração industrial dos EUA. E foi justamente nesses estados – Michigan, Ohio, Wisconsin, Pensilvânia – que asseguraram a vitória de Obama.

A explicação é que a perda de empregos não foi o fim da história: graças em parte a ações adotadas pelo governo federal, incluindo os estímulos e o resgate da indústria automobilística, o número de desempregados caiu firmemente, tanto no coração industrial como em outros lugares. Quando a eleição foi disputada, a economia tinha iniciado a recuperação e mais americanos acreditavam que ela estava melhorando, em relação aos que pensavam o contrário.

Os EUA escolheram um caminho diferente da maioria de seus parceiros ocidentais para sair da recessão. O mercado de títulos deixou aos países da zona do euro, especialmente os mais frágeis, como Grécia, Itália, Portugal e Espanha, poucas escolhas senão adotar políticas de austeridade para reduzir o déficit e atrair investidores. Esses países tiveram crescimento negativo.

Mas a Grã-Bretanha, que não sofria a mesma pressão, decidiu adotar profundos cortes orçamentários para restaurar o equilíbrio fiscal. E o resultado foi que, enquanto os EUA retornaram a níveis de crescimento de antes da crise, o prognóstico econômico britânico continua sombrio, segundo previsões da União Europeia, com uma expansão de 0,9% projetada para 2013, depois de uma queda de 0,3% este ano. (Há, obviamente, muito outros fatores.)

Segundo a OCDE, a expectativa é que a economia americana cresça a um ritmo de 2,5% este ano, enquanto a zona do euro ficará estagnada; e o desemprego nos EUA ficará (como tipicamente acontece) dois a três pontos abaixo do da Europa. Drásticos limites nos gastos públicos, tais como os impostos pela UE e pelos detentores de títulos da dívida europeia, eram precisamente a política que Mitt Romney vendia aos eleitores americanos. As urnas mostraram como ele estava errado.

Dado o elevado senso de desapontamento em relação ao que Barack Obama podia ter sido e não foi, precisamos lembrar-nos quão profundamente adversa foi a situação que ele herdou – econômica e politicamente – e quanto progresso fez seu governo para estabilizar a situação. E tanto isso é verdade que Obama agora tem, ao contrário de outros líderes ocidentais, a chance de perseguir as metas que ele alinhou ao concorrer ao primeiro mandato.

À medida que a economia continuar a melhorar, e os efeitos da reforma do sistema de saúde começarem a ser sentidos, é até possível que, como disse Obama, “a febre vai baixar” e ele poderá obter o tipo de amplo apoio público que tornará difícil para os republicanos no Congresso continuarem a obstruir suas iniciativas, como obviamente tentarão fazer. O anúncio da morte da esperança e da mudança pode ter sido prematuro.”

Fonte: O Globo

Anúncios

~ por Spirito Santo em 13/11/2012.

3 Respostas to “Obama bem na fita. Não é o Titio, é o James Traub quem diz”

  1. Valeu, Tobias!

    Vou lá corrigir. O engraçado é que eu copiei e colei de um outro blog. Não sei como saiu repetido. Acho que estava assim no original.

    Abs

    Curtir

  2. Descobri seu blog hoje, e gostei muito dos textos.
    Informo que os seguintes parágrafos aparecem repetidos:
    “Tudo verdade. Mesmo assim, nenhum desses fatores responde totalmente pelo sucesso de Obama ao superar uma tendência tão poderosa. As mesmas forças que criaram caos na Europa Ocidental levaram a perdas maciças de postos de trabalho no coração industrial dos EUA. E foi justamente nesses estados – Michigan, Ohio, Wisconsin, Pensilvânia – que asseguraram a vitória de Obama.

    A explicação é que a perda de empregos não foi o fim da história: graças em parte a ações adotadas pelo governo federal, incluindo os estímulos e o resgate da indústria automobilística, o número de desempregados caiu firmemente, tanto no coração industrial como em outros lugares. Quando a eleição foi disputada, a economia tinha iniciado a recuperação e mais americanos acreditavam q…”

    Curtir

  3. Talvez a melhor explicação para o “fenômeno ” Obana , esteja em um livro ha muito esquecido , trata-se de , salve chuva ou engano , ‘PELES NEGRAS , MASCÁRAS BRANCAS , de Fraçois Fanon , estão letra a letra , vírgula a vírgula , a construção de Obamas , não há , exceto , pequenas diferenças , que para o contexto americano do norte , são grandes , posto que ainda medianamente incluem a parcelas dos excluidos , portantanto
    o louvado , incensado Obanma , apenas cumpre o papel que lhe foi destinado ( como d e resto aos demais presidentes eleitos ) de serem
    porta-voz dos grandes interesses que o elegeram para ser porta-voz
    de uma politica impirealista ( Olha nós de novo ai ! ) as custas da miséria,
    exterminio de uma parte da população mundial(tudo como era antes no quartel do general Abrantes ), nada melhor (para eles , o poder real americano ) de entronizar o outro ,para realizarem suas politícas predadoras , vide na bula o o amargo remédio Lulas da Silva , outros
    Obamas de lá continuam enchendo as prisões ,( Salve Mumia Abu Jamal ) ou servindo na linha de frente em invasões e saques no Oriente, prontos pra aperrtar ogatilho em nome da branca Mãe , America , e aplateia embevecida , pede Bis , tão botando uisque na nossa feijoada.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: