“Rote Schild”: A Casa do Escudo Vermelho em Gaza

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 Estado judeu, Barão de Rothschild e nazismo sionista na Faixa de Gaza.

Palestina e Rothschild

 “O primeiro membro da família que ficou conhecido por usar o nome “Rothschild” foi Izaak Elchman Rothschild, nascido em 1557. O nome significa “Escudo Vermelho” em alemão.

A ascensão da família Rothschild para a proeminência internacional iniciou-se em 1744, com o nascimento de Mayer Amschel em Frankfurt am Main, Alemanha. Nascido no gueto judaico (chamado “Judengasse”) , estabelecido pela Igreja em Frankfurt, Mayer construiu uma casa de finanças e espalhou seu império por instalar cada um de seus cinco filhos nos principais centros financeiros europeus, para conduzir negócios.”

(Wikipedia)

Confesso que entendo quase nada de política internacional. Mas palpito, futrico e especulo sempre que me vejo diante de histórias para mim mal contadas.

Talvez algum sabichão do assunto já tenha tocado neste ponto, para mim chave da questão palestina. O fato é que nasci exatamente no ano em que a questão explodiu no colo do mundo (1947) e passei, literalmente a vida inteira observando, atônito a evolução do que para mim nunca passou muito de uma farsa estúpida, um engodo de roteiro de filme de James Bond com toques épicos, bíblicos de um Cecil B. de Mille.

É o seguinte: Nunca entendi – daí fui ler pra saber – porque ao fim da segunda guerra mundial, os refugiados judeus, gente europeia, há tanto tempo integrada nos países ocupados por Adolf Hitler, não regressou simplesmente a seus lares ou optou por permanecer nos países onde haviam se refugiado, normalmente como faz qualquer população desalojada de seus países por alguma guerra ou perseguição étnica ou religiosa.

Sim, sei que grande parte destas pessoas de crença ou ascendência judaica fez isto depois da guerra, mas me refiro a estranha e mal explicada razão para a ONU criar um Estado exclusivo para judeus na Palestina, um lugar para onde todos os judeus deveriam se concentrar, supostamente atendendo a uma dívida histórica da humanidade para com a “raça” judia e sua “tribo errante”.

Muito mal alinhavada esta história, sempre desconfiei.

(Já pensaram na hipótese da ONU criar um Estado Afro-descendente na África para o qual se deslocariam todos os descendentes de escravos das Américas? Loucura, não é não? Mas é mais ou menos por aí que planejaram esta coisa da “Pátria judia”)

“…Em 1917, o governo britânico, através da Declaração Balfour (uma carta de Arthur Balfour, secretário britânico dos Assuntos Estrangeiros, ao Barão Rothschild, líder da comunidade judaica do Reino Unido), manifestou seu apoio ao plano sionista de colonizar a Palestina e lá estabelecer o “lar nacional judeu”. Poucos anos depois, em 1922, a Liga das Nações aprovou o Mandato Britânico da Palestina.

O mandato previa que a mandatária se responsabilizaria por colocar em prática a Declaração Balfour, isto é, favorecer o estabelecimento, na Palestina, de um lar nacional para povo judeu.”

Vejam. Desde sempre, no início do século 20 que judeus de qualquer lugar, notadamente da Europa ocidental e até do norte da África emigram para a Palestina onde um grupo de judeus originais já se encontravam, desde tempos bíblicos. Não se têm notícia de nenhum conflito étnico importante entre árabes, palestinos e judeus na região nesta ocasião. Óbvio que finda a guerra, muitos judeus que assim o desejassem poderiam se instalar na região, sem nenhum empecilho aparente.

Os judeus que eventualmente desejassem se fixar na Palestina poderiam sim estar perfeitamente integrados aos demais grupos étnicos ou religiosos locais hoje, sem nenhum problema senão os conflitos étnicos mais comezinhos.

“Os judeus, que são algo como nômades, nunca até agora criaram uma forma cultural por si mesmos, e até onde eu posso ver, nunca o farão, uma vez que todos os seus instintos e talentos requerem uma nação mais ou menos civilizada como hospedeira para o seu desenvolvimento.”

(C. G. Jung / The State of Psychotherapy Today, Collected Works (Routledge), vol. 10 (1934)

Reflitam comigo: O que poderia justificar a criação em 1947 deste estado judeu que passou a ocupar partes consideráveis da Palestina, deslocando dali, geralmente por meio da força, os habitantes originais? As remotas razões históricas, por mais emocionais e candentes que possam ser (esta coisa da “tribo errante”, cá entre nós é de uma pieguice de doer) não justificam este apelo extremo á criação de um território judeu exclusivo encravado na velha Palestina.

“…Após a Segunda Guerra Mundial, a criação do lar nacional judeu passou a ser vista pela opinião pública como uma forma de reparação pelo Holocausto. Em julho de 1947, forças britânicas interceptaram o navio posteriormente denominado “Exodus 1947”, que levava ilegalmente 4.500 refugiados judeus para a área do Mandato, violando as restrições à imigração judia, estabelecidas pelo chamado Livro Branco de 1939.

A viagem fora custeada por um grupo de judeus americanos. O caso obteve grande repercussão na mídia, provocando comoção internacional e fortalecendo a posição das organizações sionistas, que lutavam pela criação de um Estado judeu.”

(Wikipedia)

Esta viagem do navio “Exodus” ao que tudo indica, também se caracterizaria como uma fase do mesmo plano, paga que foi por um grupo de ricos judeus norte americanos, sugerindo o seguimento do mesmo projeto de natureza capitalista, urdido ainda no Reino Unido em 1917.

Pois é, soube de ler agora mesmo, que o tal Barão de Rothschild, baluarte da economia colonialista do século 19 e paradigma do capitalismo nascente no século 20, foi quem começou tudo isto, lá no Reino Unido, nos tempos da Inglaterra ainda pontificando como a maior potência econômica mundial (ressalto que, não coincidentemente, o mando territorial da Palestina andava nas mãos do Reino Unido por esta mesma ocasião, já que o eixo do capitalismo mundial só se deslocaria para os EUA com o fim da segunda guerra mundial.)

“Já donos de uma fortuna incalculável obtida com os empréstimos a todos os países europeus, os Rothschild se envolveram vigorosamente nos financiamentos ao governo inglês para as colônias da América, acabando por indiretamente causar a independência americana quando restringiram o crédito e aumentaram salgadamente as taxas cobradas aos pilgrims.”

(“A maior fraude da história”- Nehemias Gueiros Jr.)

Em tudo por tudo, o quadro desta mal explicada criação de um Estado judeu na Palestina em 1947, a imediata voracidade deste expansionismo logo logo demonstrada, rumo à conquista e à dominação de mais e mais territórios, a vergonhosa sujeição da comunidade internacional – da ONU notadamente desde sempre – a este expansionismo (observem a transformação do mapa da Palestina de 1947 até hoje) me parece um xis muito evidente para os problemas da região hoje.

Para mim isto se parece muito com um projeto capitalista (neo colonialista) de um grupo de astutos oportunistas, que se valeu como propaganda e pretexto, da comovente história bíblica da busca dos judeus pela Terra Prometida e da comoção provocada pela insanidade do holocausto nazista, com os fins, claramente imorais de se transformar, eles mesmos, no mal que tinham o dever de combater: Um Estado capitalista, de perfil policial-militar, implantado na região da Palestina para garantir a expoliação de recursos naturais – notadamente o petróleo – por parte de um grupo capitalista, a Casa Rothschild à frente que está no cerne da expoliação de milhões de seres humanos há séculos.

A insídia, pura, crua, mostrando a sua cara.

“…Em toda sua longa história, os Rothschilds esforçaram-se para criar uma impressão de que operam dentro da estrutura da ‘democracia’. Essa postura é planejada para enganar e levar as pessoas para longe do fato que o objetivo real deles é a eliminação de toda a concorrência e a criação de um monopólio em escala mundial. Escondendo-se atrás de inúmeras ‘frentes’, eles fazem um trabalho genial de dissimulação.”

(Des Griffin, “Descent Into Slavery”)

Tanto é assim que o quadro da ocupação israelense hoje, é o da completa pulverização das populações e nações que ocupavam a Palestina em 1947, com a sujeição absoluta destas populações e nações a interesses capitalistas de inspiração – oh, contradição dantesca! – claramente nazista, culminando com a transformação de toda a região num estado judeu capitalista hegemônico.

Quem banca este Estado judeu? Alguém aí pode me responder? Dei uma lida por alto nos números de sua economia. Não me convenceram. Não cabem neles tamanho custo militar. O que, por Deus financia esta máquina militar invencível e avassaladora, em termos relativos talvez o Exército mais bem equipado e armado do mundo? Quem, dentro ou fora da linha dos Rothschild do passado, bancaria hoje isto tudo? Porque banca?

Que interesses estratégicos essenciais à sobrevivência do capitalismo internacional estão sendo defendidos a ferro e fogo pelo Estado de Israel a ponto de desalojar, quase exterminar todos os seus vizinhos? A serviço de que ou de quem o Estado de Israel assume esta sua feição nazista, mascarando seu expansionismo com pretextos esfarrapados de autodefesa e direito histórico à posse do território.

“…Os Rothschilds alegam que são judeus, quando na verdade são khazares. Eles são de um país chamado Khazaria, que ocupava a terra encravada entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, que agora é predominantemente ocupada pela Georgia. A razão pela qual os Rothschilds alegam serem judeus é que os khazares se encontravam no âmbito da instrução do Rei, convertido à fé judaica em 740 dC, mas é claro que isto não incluiu a conversão de seus genes mongóis asiáticos para os genes do povo judeu.

Você vai descobrir que cerca de 90% das pessoas no mundo de hoje que se dizem judias são realmente khazares, ou como eles gostam de serem conhecidos, judeus Ashkenazi. Essas pessoas com conhecimento de causa mentem para o mundo com as suas alegações de que a terra de Israel é deles por direito de nascença, quando, na realidade, sua terra natal real é mais de 800 quilômetros de distância, na Geórgia.”

(Andrew Hitchcok, “A história da Casa Rothschild”)

E me digam por outro lado: Quem banca estas ditaduras árabes títeres de primaveras sempre frustradas (Sadat, Saddam, Assad, Kazai, Bin Laden, Mubarak, Kadhafi, etc) a maioria comandadas por colaboracionistas descarados, alguns claramente identificados como ex-agentes da CIA promovidos a ditadores, que se omitiram – antes de serem arquivos mortos e queimados – ou se omitem ainda – no caso dos ainda vivos – não menos vergonhosamente diante da destruição total da identidade moral, cultural, nacional e territorial da Palestina?

O mundo vai pagar caro – na verdade já paga – por sua omissão diante de perguntas tão simples, de respostas tão óbvias.

Não são os Rothschilds, não são os milionários avarentos e oportunistas, não são os judeus, entendam, meros signos da besta fera capitalista que são, escudo heráldico da iniquidade e da avareza. É a consciência afinal que nos falta de que a tragédia de Gaza esconde uma farsa política inominável, uma intriga internacional, um conluio cometido em 1947, um limite moral que não poderia ter sido ultrapassado, tolerado mesmo sob a ótica do lucro desmedido que caracteriza o sistema capitalista internacional.

O problema crucial é a comunidade internacional se negar a entender que a criação do Estado de Israel em 1947 – uma farsa oportunista como disse acima – obedeceu a um projeto capitalista equivocado, que só se mantêm de pé a custa da sujeição da população da Palestina pela força das armas, da violência desmedida e das incontáveis mortes de inocentes. Um projeto que se mantêm vivo apenas pela manutenção de toda região árabe em um estado de guerra latente e constante.

(Lembra muito a África pré descolonização do início do século 20. Colonialismo requentado e agonizante, como se vê.)

A Palestina invadida nunca se renderá. É justo que não se renda e neste sentido a reação tresloucada e quixotesca do Hamas é até justa. É histórica a não rendição das populações de qualquer lugar diante deste tipo de afronta. Afinal, se até Roma caiu, este Israel de estupidez imperial também cairá.

“…Meses depois, em 14 de maio de 1948, poucas horas antes de se extinguir o Mandato Britânico e já em meio a uma guerra civil entre árabes e judeus, foi declarada a Independência do Estado de Israel, no dia 14 de maio de 1948. Os Estados árabes reagiram imediatamente.

Começava a primeira guerra árabe-israelense.”

(Wikipedia)

Dá para se sentir o cheiro de gasolina e sangue desta que poderá ser a última guerra colonial. Sim, este arcaísmo pré capitalista escroto, estúpido, pilar desta ordem econômica mudial vigente, inaugurado por um bando de banqueiros – judeus por pura conveniência – seguido fielmente pelos gestores do sistema, judeus ou não, até hoje, pode uma hora destas nos afundar a todos no inferno mais incandescente e explosivo.

Antes mesmo do petróleo da região se esgotar esta fogueira santa arderá.

Spirito Santo
2014

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~ por Spirito Santo em 18/07/2014.

Uma resposta to ““Rote Schild”: A Casa do Escudo Vermelho em Gaza”

  1. Muito bom e tenho sinais de que neste momento está a começar essa guerra psicológica em todo mundo, nota-se nas pessoas, está tudo cada vez mais louco. Sei que é duro, eu também tento mostrar o outro lado da moeda abrindo a mente das pessoas, continuação do bom trabalho.

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