Menos Foucault mais Fu Kiau – Filosofia bakongo para iniciantes

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Gráfico da cosmogonia bakongo (aproximadamente século 10) segundo estabelecido pelo etnólogo congolês Fu Kiau Benseki. Observem que, curiosamente a cruz como fundamento cosmológico já existia na cultura bakongo bem antes da chegada dos portugueses e seu cristianismo.
Contudo, não viaje demais por enquanto. Não especule além do que o entusiasmo pode ser relacionado á lógica. Não transforme em névoas religiosas o que é saber  a ser analisado, sistematizado um dia como ciência. Pense grande.

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Começando o papo

(Bem, se você é mais iniciante ainda do que eu, comece voltando atrás lendo o beabá bakongo neste link) .

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Só como introdução para ninguém se dizer desentendido: Ba-kongo é grosso modo, o povo formado pela junção – não me venham com esta conversa de mestiçagem, por favor – de gente migrante vinda lá de cima, de onde é hoje o Camarões para as férteis terras às margens do Rio Kongo, com as gentes que ali já estavam, ninguém sabe há quantos séculos e séculos amém.

Não se sabe ainda, tampouco de onde esta gente que desceu o continente veio para os Camarões. Eu mesmo me arrisco a presumir que eles podem ter vindo do nordeste do continente, num fluxo migratório que espalhou pessoas das fraldas do Egito, da Núbia, até a costa oeste da África mais remota, alguma civilização qualquer bem avançada, assentada em saberes sobre os quais foram fundadas todas as civilizações subsequentes, da África propriamente dita e suas proximidades até, bem mais tarde repercutirem na Europa, esta Europa sempre envergonhada , sabe-se lá porque, deste seu evidente – embora não único – passado africano.

E não sou eu que digo. Foi o Heródoto. Não sabe quem é Heródoto? Aí já é ignorância demais. Perguntem ao Google.

O certo é que este povo altivo e portador de um mui antigo sistema de valores éticos, morais, civilizatórios enfim, depois de já amalgamado num conglomerado de potentados agregados, solidamente organizados em torno de um reino ou império central (uma confederação de reinos ) com um reino central denominado Reino do Kongo, estava em plena fase de desenvolvimento e prosperidade no momento em que foi visitado, invadido e por fim dominado pelos ‘Tugas’ (conhecidos também como ‘Putus’) povo vindo desta Europa predadora que se formou após as chamadas grandes navegações, esta Europa hoje centro de um mundo crente numa cosmogonia pra lá de questionável, fundada para justificar as imorais  iniquidades do trabalho escravo.

(E aqui um parêntes algo necessário: Hoje em dia o que conhecemos como povo bakongo é uma gente que ocupa uma área entre a fronteira sul do Zaire com Angola e as cercanias ao norte de Luanda.

Contudo, estamos nos referindo aqui , explícitamente à cultura matriz e predominante em toda a região que hoje conhecemos como República Popular de Angola, considerando-se que dali, de Mbanza Kongo a capital do reino do Kongo (dos Ba-Kongo, enfim) na ocasião em que o ‘tuga’ Diogo Cão chegou ao local, é que floresceu e se expandiu um conceito de cultura e nação muito mais extenso, geograficamente do que o território bakongo atual e formado por povos novos, frutos da expansão de uns e da fusão com outros.

Esta nação (a Angola de hoje em dia)  é formada, enfim por várias  outras culturas, entre as quais as que mais nos importam, por conta dos fluxos de cativos que para o Brasil vieram, são os Mbundos (tanto os “Ovi”  quanto os “Ki”, prefixos que diferenciam, sutilmente, culturas vizinhas, primas, irmãs.)

Esta história majestosa e trágica, que acontece a partir do século 10 ou 12 e transcorre heróica até o início do século 18, após a decapitação em 1665 de D. Antônio Nkanga Nvita, o rei do Kongo derrotado pelas tropas portuguesas comandadas por André Vidal de Negreiros (sim, ele mesmo!), tem profunda ligação com a história do Brasil, muito mais do que nos disse a memória a nós imposta pela escola convencional, que nos encheu os ouvidos e os olhos com caravelas e mais caravelas de fatos e eventos, vividos – ou inventados – pela nobreza portuguesa da qual fomos colônia tanto quanto foram estes mesmos bakongo e seus vizinhos, ainda hoje amalgamados – embora beliçosos entre si – num belo país chamado República de Angola.

Conversa de pé de fogueira esta. Longa e molenga. O resto bem que pode ser contado amanhã. Fiz esta introdução apenas para vocês nem pensarem mais em chamar estas pessoas de gênese bakongo (Bakongo, Ovimbundo, Kimbundo, entre outros povos), nossas antepassadas de “crioulos” incultos e primitivos, nem muito menos submissos vassalos de Portugal e da igreja da cruz.

É que cruz eles já tinham, todo um sistema filosófico baseado na ideia da cruz segundo se pode ver no cosmograma ilustrado acima: o “Kalunga”, meio líquido que divide o mundo físico do mundo espiritual, o mundo dos vivos, do mundo dos mortos, o real e o surreal, o normal do paranormal, enfim.

Se você conseguir se livrar da ideia preconceituosa de que existe um misticismo afro-negro primitivo, atrasado – algo absolutamente improvável dada a longevidade e a extrema gama de experiências civilizatórias portadas pelas culturas que formularam o conceito aqui apresentado – partindo do princípio óbvio de que todos os homens são rigorosamente iguais – se você conseguir discernir a diferença crucial que existe entre FILOSOFIA e RELIGIÃO – posto que uma sugere maneiras diversas de se explicar as coisas do mundo, enquanto que a outra afirma, dogmaticamente tudo poder explicar – por certo tirará grande proveito destas informações.

O tema é muito novo para a maioria de nós. Por isto, esta abordagem mais ampla ou genérica me pareceu, inicialmente mais aconselhável. Sugiro então apenas algumas linhas básicas, balisadoras do instigante debate que o tema pode sugerir.

Eu sei que é enfadonho insistir, mas entendam que a culpa é deste ‘nosso’ insidioso modo de ver tudo que não é fruto da cultura ocidental como ‘primitivo’ e ‘exótico’, rasamente ‘místico’ ou religioso, um pensamento arcaico, colonizado que, infelizmente predomina em nossas ciências sociais. A ressaltar apenas, neste ensejo, portanto os seguintes pontos:

– Os aspectos filosóficos, éticos, morais, etc. que no Brasil informam o que a gente chama de ‘cultura popular’ ou ‘tradicional’ (‘indígena’ também, mas no caso presente, principalmente africana) não são, de modo algum, fruto de uma visão de mundo empírica, ingênua posto que são o acúmulo de experiências muito amadurecidas no tempo e no espaço, complexas em si mesmas, sedimentadas por séculos e séculos de exercício. Afinal, estas culturas estão na base da formação do pensamento de toda a humanidade.

– O que torna difícil a compreensão deste fator – além de nosso recorrente racismo acadêmico – é que os mecanismos de registro e difusão destes saberes – no caso destas culturas mais ‘antigas’, ancestrais por se assim dizer – são baseados em procedimentos diversos daqueles tornados hegemônicos pela cultura cristã-ocidental – como é o caso evidente da escrita convencional (do ‘livro’, por suposto) no caso do ocidente – e não somente – inventada por Gutemberg.

– Dentre estes procedimentos subestimados, sobressalta-se, portanto a literatura oral e outras linguagens, digamos assim, mais ‘emocionais’, ‘orgânicas’, procedimentos que o cartesianismo do século 18 tratou de considerar impertinentes (como certa música ‘tradicional’, por exemplo).

– Uma compreensão equivocada que se tem da sabedoria humana, julgando-se erroneamente que só é válido e científico, aquilo que foi firmado e atestado por procedimentos de registro convencionais é, pois, um dos principais fundamentos destes preconceitos.

Isto tudo posto, leia os preceitos básicos da filosofia kongo pensando grande.

“… A formulação de Fu-Kiau, um pensador Bacongo contemporâneo, traduz para uma linguagem compreensível ao pensamento ocidental maneiras de entender o mundo que se ligam em muitos aspectos a formas de pensamento e a formulação de explicações que podem ser entrevistas já nos primeiros registros escritos de observadores estrangeiros, principalmente missionários católicos.

Por esses diversos registros fica evidente que desde os primeiros contatos com os portugueses no final do século XV até os dias de hoje, é básica para os Bacongo a divisão entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, os primeiros vivendo acima da linha do horizonte, os últimos existindo abaixo da linha do horizonte, mundos estes separados pela água, conforme as imagens mais recorrentes.

Acima da linha do horizonte estão os vivos, que são negros*; abaixo da linha do horizonte estão os mortos, de cor branca, e uma multiplicidade de espíritos da natureza que povoam a esfera invisível do mundo.

Essa organização está expressa no signo da cruz: o eixo horizontal da cruz liga o nascer ao por do sol, assim como o nascimento à morte dos homens, e o seu eixo vertical liga o ponto culminante do sol no mundo dos vivos e no mundo dos mortos (o zênit visível e o invisível), permitindo a conexão entre os dois níveis de existência.

A ligação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, de onde vêm as regras de conduta e o auxílio para a solução dos problemas terrenos, como doenças, secas e o infortúnio de maneira geral, se dá por meio de ritos nos quais se evocam os espíritos e antepassados para que resolvam as questões que lhes são colocadas.

A cruz, no pensamento Bacongo, remete à idéia da vida como um ciclo contínuo, semelhante ao movimento de rotação efetuado pelo sol, assim como à possibilidade de conexão entre os dois mundos.

Segundo Fu-Kiau, o rito básico e mais simples a ser feito por todos aqueles que querem se tornar mensageiros do mundo dos mortos e condutores de seu povo ou clã é fazer um discurso sobre uma cruz desenhada no chão. Com isso, são frisados os poderes de todo chefe de fazer a conexão entre o mundo dos vivos e o dos ancestrais e espíritos.

Ao se colocar sobre a cruz, que representa o ciclo da vida humana e a divisão entre os vivos e os espíritos, o chefe afirma sua capacidade de fazer a conexão entre os dois mundos e assim conduzir de maneira adequada a comunidade que governa…”

(*Nota: “negro”, referindo-se à cor e não à raça, é bom frisar para os menos espertos ou mal intencionados)

1 “Evangelização e poder na região do Congo e Angola: A incorporação dos crucifixos por alguns chefes centro- africanos, séculos XVI e XVII”. Marina de Mello e Souza -Departamento de História /FFLCH/Universidade de São Paulo

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Muitos estudiosos da cultura bakongo hoje, já estão estabelecendo como se viu uma relação estreita entre este sistema filosófico ancestral e a quase imediata relação que este povo bakongo (o original) fez entre a cruz dos católicos e seu sistema filosófico. É bom frisar que esta relação – bastante plausível, aliás – é o argumento-chave utilizado para desqualificar a ‘africanidade’ dos povos bantu de certa parte da África, notadamente, no caso específico do Brasil, os próprios bakongo (e Kimbundos, e ovimbundos) propriamente ditos, enquanto povo ancestral da maioria dos africanos trazidos à força para o país.

Para estes racistas sutis, a África genuína, altiva, seria a estranha África ‘sudanesa’, Nigéria, Ghana, Dahomey, uma África cravejada de exotismo cultural, primitivismo e mistério em seus ritos ‘selvagens’, passíveis das mistificações que, por fim, se achou por bem banhá-la, redundando nas aberrações fake-antropológicas do cinemão de Hollywood e na adoção no Brasil de uma religião negra hegemônica calcada em crioulo-doidices bem constrangedoras, ridículas mesmo, um melê de referencias distorcidas, inventadas, do que seria a cultura negra ideal, reunidas neste Candomblé de falsas aparências.

Vão lendo aí e pensando sem simplismo barato, sem arrogância branca e, sobretudo não dando trela para a ignorância presunçosa dos ‘sabe-tudos’ de plantão.

Quando voltarmos o papo vai poder ser bem mais ‘buraco em baixo’, se bem me entendem.

Spírito Santo

Março 2011

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~ por Spirito Santo em 06/06/2017.

15 Respostas to “Menos Foucault mais Fu Kiau – Filosofia bakongo para iniciantes”

  1. Muito orgulhoso – e emocionado – de saber que o texto cumpre o seu papel de ser lido por quem de direito

    Obrigado

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  2. já, imprimindo e contextualizando na sala de aula — ensino medio periferia de porto alegre-rs turma de eja noturna — asé é um excelente material de resistenciass,,,,,, de nois para nois,,,,,

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  3. Gratidão pela resposta! Entendo totalmente essa questão dos “dotores” e dos academicuzinhos que querem enquadrar nosso conhecimento e pesquisas nesse jeito europeu de sistematizar o conhecimento pra poder legitimar seu ego e não para a contribuição do conhecimento para o povo. Curioso que quando li a sua provocação pensei justamente que tu seria esse tipo de pessoa acadêmica que louco isso né? Por isso que eu quis deixar a reflexão. E realmente, humildade demais não dá porque tem sempre alguns que vão querer montar em cima dela. mais uma vez obrigada por compartilhar, estou adorando o blog!

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  4. Angela,

    Obrigado pelo comentário. Já recebi está crítica muitas vezes. Nos textos mais recentes eu já corrigi este deslize. Mas veja, era algo deliberado, intencional e talvez você até concorde comigo.

    (Mas vou dar um editada lá, rs rs rs)

    Quando comecei a escrever sobre pesquisas sobre Angola, enfrentei uma horda de doutores e pseudoutores, muitos brancos e muitos negros, também, pasme, nesse caso questionando de cima de sua arrogancia doutoral, não o conteúdo das pesquisas em si, mas a linha “bantu”, angolana delas, frontalmente questionando o mito da supremacia nagô.

    No caso dos brancos o questionamento era pelos equívocos que apontava na ignorância e o desleixo da academia para com a cultura dos africanos no Brasil em geral

    Era para essa gente que decidi usar essa suposta prepotência, esse sarcasmo que, tiveram o papel de provocar reações que muito estimulavam debates que me estimularam muito a pesquisar mais ousadamente.

    Ou seja, adotei esse tom provocativo – e lembre-se que os posts de blog precisam ser em linguagem coloquial – e este tom deu muito certo porque ganhei o respeito de muita gente boa, como você, por exemplo e hoje já posso usar menos o sarcasmo e a a ironia.

    Só não concordo com essa sua proposta de humildade. Humildade não é um método, exatamente positivo para negros. A hora da marra também tem o seu lugar nessa luta.

    Abs.

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  5. Texto incrível, mas o que tem me doído mais é pensar porque precisamos agir com prepotência. Ler logo na entrada: “E não sou eu que digo. Foi o Heródoto… O que? Não sabe quem é Heródoto? Aí já é ignorância demais. Não vou dizer. Perguntem ao Google.” já desmotiva, porque é o que ouço dos brancos em toda parte, academia, igreja. Eu quero dividir, mas penso nas pessoas que não conhecem Heródoto e que vão pensar, putz a mesma forma de tratamento. Ou simplesmente vão ignorar a leitura pq aprendemos nas comunidades que é tudo na humildade. Esse jeito de falar me entristece e não nos aproxima. No mais agradeço pela partilha do conhecimento.

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  6. É corretíssima a sua observação, mas repare que o meu foco não é, de modo algum o campo da religião. Neste sentido no qual você coloca a questão precisamos considerar que, sem exceção, todas as religiões são inventadas, ideias construídas que são pelas pessoas segundo impressões e considerações empíricas e idílicas sobre a natureza.

    Logo, do ponto de vista do fiel, do crente, toda religião é digna é indiscutível.

    O ponto a que me refiro, contudo, tenta enquadrar o que os religiosos chamam de cosmogonia (visão do cosmos, do mundo), no plano da lógica, da física traduzida em filosofia (cuidamos de culturas orais, lembre) o que, num sentido mais profundo podemos definir como ideologia.

    O que me interessa discutir é a excessiva confusão que fazemos, no contexto da luta contra o racismo entre ideologia (no sentido filosófico do termo) e religião, com o agravante de tentarmos criar uma religião negra homogênea,hegemônica (papel que destinaram ao candomblé) tendo como base conceitos cosmogônicos de base e origem duvidosa, colocando todo este pensamento místico construído como status de ideologia libertadora, elevada, superiores o que, evidentemente nenhuma religião é capaz de dar conta.

    Em linhas gerais, enfim, falo da cosmogonia bakongo como sugestão para que nos livremos de certos fundamentalismos reducionistas, que mais facilitam do que nos ajudam combater o racismo.

    Não se trata – cabe reforçar – de um debate religioso (a maioria dos negros brasileiros, são evangélicos. Muitos brancos são camdomblecistas). Trata-se de uma questão ideológica.

    Religião, cada um que tenha a sua, mas nós negros precisamos cuidar de uma ideologia que nos sirva a TODOS!

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  7. A ideia da Cruz não tem o mesmo conceito salvifico dos cristãos.
    É a mesma ideia que se reproduz na leitura da encruzilhada: o centro e umbigo do mundo.
    E o candomblé tem sim muitas falhas cosmogonicas, mas conseguiu trazer aqui conhecimentos e leitiras e referências de mundo que são importantes como Norte de fé para milhares de pessoas. Portanto, sem entrar por nenhum caminho puristas sou mais a vivência que o candomblé me proporciona mas próximo da minha realidade, me afrianizando de maneira genérica, mas mantendo meu referencial de pertemcinento do que assumir a identidade de um povo a qual não pertenço.
    Grato pelo artigo.
    Trouxe contribuições sim

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  8. Será que é mais fundamentado que o teu fundamentalismo nagô? Diz aí! Rs rs rs rs!

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  9. o seu fudamentalismo bantu , é muito bem fundamentado , mukuiu , irmão

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  10. Valeu, Júnior!

    Apesar de tudo, saudade de você e dos nossos papos desta ‘praia’ aí.

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  11. Simplicidade e precisão. Que texto!!! Muito esclarecedor.

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  12. É verdade, kandimba. Quando se conhece os fundamentos expressos por Kiau, começamos a reconhecê-los em muitas práticas culturais do negro do Brasil. É uma chave antropológica fantástica este Cosmograma.

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  13. O filosofia do “cosmogram” e’ usada ate’ hoje pelos descendentes do povo Kongo…vamos unir-nos e divulgar nas diasporas como auto estima.

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  14. Excelente resumo. Mas deixou na boca a vontade de “quero mais! 🙂

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  15. Adorei seu blog!

    Felicitaciones!

    Saludos!

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