Comentário sobre Gilberto Freire na lat


 

 


Denegrindo Gilberto Freyre

Como vivo dizendo por aí (bem sei que para os mais doutos nada disso é novidade) Freyre foi CONTRATADO pelo estado fascista Português no final da década de 1930.

Visitou, com honras de colaborador oficial do governo português, todas as colônias e inspirou, como ideólogo boa parte das leis de gestão e controle das populações, expediente conhecido, oficialmente em pelo governo lusitano como “Lei do Indigenato”, que estabelecia status sociais denominados “indígenas” (o povo natural, de cultura tradicional africana) e “assimilados” (os aculturados, formados nos liceus, doutrinados nos modos de ser dos europeus)

(Uma interessante analogia do trabalho de Freire pode ser feita com o do padre André João Antonil, que escreveu em 1710 o livro “Cultura e opulência do Brasil, por suas drogas e minas” que continha um detalhado manual de como os senhores deviam tratar seus escravos)

Importante também ressaltar a similaridade entre o sistema proposto por Freire e a legislação sul africana conhecida como Apartheid, ou mesmo das categorias usadas no colonialismo pleno dos séculos anterores ao XX (“boçais”, “Ladinos” e Crioulos”.)

De certo modo eram muito comuns durante o período colonial a criação de textos contendo normas técnicas de gestão do sistema de trabalho escravo, contexto em que, mesmo no âmbito da era pós escravista, se pode enquadrar o trabalho e os textos de Freire a serviço do fascismo colonialista português.

Não é novo, portanto, esse pensamento conservador que eu chamo de neo racista. As ideias eugenistas, muito fortes nos anos 1930 (notadamente no Brasil), desmoronaram na década de 1940 com a queda do nazismo e foram, evidentemente recicladas.

O pensamento de Freyre e seu luso tropicalismo, é a ponta dessa “nova” ideologia que marca, profundamente as Ciências Sociais brasileiras até hoje.
Tem muito material analítico e crítico dessa ideologia em Portugal (ao acontrário daqui)

Aos “indígenas” (africanos das tribos) segundo a lei inspirada em Freyre, cabia o serviço do “Contrato”, regime de trabalhos forçados idêntico à escravidão, realizado em todas as colônias do “império”.

Os “assimilados” formavam uma espécie de classe média, uma aristocracia, aliada ao neo colonialismo deste estado fascista salazarista.

Esta intensa experiência de Freyre como ideólogo do fascismo português, que ocorre entre o fim da década de 1930 e o início de 1940 (omitida ou camuflada sutilmente em nossa bibliografia de cumplicidades) é trazida para o Brasil é inspira a “Democracia Racial” brasileira, conceito a ele atribuído, mas na verdade cunhsdo por seguidores (Freyre, arguto grafava “Democracia Social”)