Nagô, Mandinga e Epistemologia Escapista



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“Até quando a área de História da África será tratada de forma diferente dos outros campos do conhecimento no Brasil? Nos últimos anos, caminhamos muito para a superação do grande déficit em relação aos estudos africanos desenvolvidos em vários centros estrangeiros com a criação de Programas de Pós-Graduação, Linhas e Grupos de Pesquisa, etc…

…Foram avanços de grande importância. Mas ainda em vários aspectos, a área de História da África não é efetivamente reconhecida…”

(Regiane Augusto de Mattos- GT de História da África no âmbito da ANPUH-Rio)1

São realmente auspiciosas as novidades representadas por estes esforços institucionais acima citados. Mas há que se acrescentar um aspecto talvez inusitado, extemporâneo até, que é a ação informal da comunidade acadêmica não institucional, alunos e professores negros no sentido de pressionar a instituição neste mesmo sentido, porém com enfoques políticos e metodológicos diversos.

A relação entre o campo institucional dos estudos do negro, já estabelecido na universidade brasileira (historicamente formado por doutores autorreconhecidos como brancos) e a mobilização extra institucional de professores e alunos negros 2, cotistas ou não cotistas, organizados em coletivos, que mudam o panorama e os enfoques desses estudos (mais por suas vagas demandas identitárias do que por qualquer projeto revisionista mais efetivo) nem sempre é uma relação amistosa e traz a baila questões complexas a serem debatidas, penso eu, de modo urgente.

Bom frisar que o campo dos chamados “estudos do negro” no Brasil embora incipiente na comparação com outros campos de pesquisa nas nossas universidades, sempre esteve presente com destaque na academia. Isto se dá, desde o início do século 20, com as pesquisas seminais (e hoje questionáveis) de Nina Rodrigues e os estudos precursores de Manuel Querino, entre outros. Contudo porém, nunca deixaram de ser um campo minado por nosso racismo estrutural.  

Os problemas maiores sempre me pareceram residir no descompasso flagrante entre a África ideal (e genérica) buscada e disseminada pelos doutores do ramo e a África real, impregnada na cultura do Brasil: a África da nossa Diáspora, sempre omitida ou subestimada por estes estudos.

Claro que de um ponto de vista mais genérico, qualquer mestrando, doutorando ou doutor, negro ou branco, pode escolher para o seu campo de estudo e especialização a área da História ou da Antropologia, das Ciências Sociais enfim, que bem entender.

Pode-se optar por exemplo, pela cultura aborígene, basca, armênia, cigana, maori, ou mesmo culturas africanas estranhas às nossas relações mais diretas com uma certa África. Mas trata-se aqui de buscar alguma coerência epistemológica entre um Brasil que foi escravista e a região da África de onde a maioria esmagadora das pessoas trazidas para aqui foi sequestrada. Um problema Geoetnológico, diria.

É que, abordando por um lado a história deste imenso continente, composto de culturas múltiplas e diversas e, por outro lado fazendo esta abordagem a partir de um país com uma história tão marcada pela dispersão populacional, pela Diáspora  traumática para cá ocorrida, de pessoas sequestradas de determinadas regiões africanas, achamos que os programas destes estudos deveriam estar mais focados, obviamente nas culturas que, historicamente nos dizem mais respeito.

“…a identidade cultural de qualquer povo corresponde idealmente à presença simultânea de três componentes: o histórico, o lingüístico e o psicológico. No entanto, o fator histórico parece o mais importante, na medida em que constitui o cimento que une os elementos diversos de um povo, através do sentimento de continuidade vivido pelo conjunto da coletividade.O essencial para cada comunidade é reencontrar o fio condutor que a liga ao seu passado ancestral, o mais longínquo possível. Neste sentido, segundo o autor, o estudo da história permite ao negro recaptar a sua nacionalidade e tirar dela o benefício moral necessário para reconquistar o seu lugar no mundo moderno (Cheik Anta Diop, citado por Kabengele Munanga, 1986).

Afinal o caráter que classifiquei de traumático dessa diáspora afro brasileira, sugere a urgência de políticas públicas de inclusão social de negros e descendentes marcados por estas – e não outras – culturas. Um enfoque das Ciências Sociais nos aspectos etnológicos determinados de nossa herança cultural africana é, portanto, um fator programático fundamental e decisivo nesse caso.

Ocorre que a evidente predileção acadêmica por pesquisas e teses sobre culturas negro africanas consideradas “superiores” ou “puras3, (o pecado original eugenista de Nina Rodrigues) por exemplo, não parece estar sendo questionada por nenhum dos dois grupos (doutores brancos, mestrandos, doutorandos e/ou doutores negros) o que, talvez esteja contribuindo para manter intacto o renitente e clássico eurocentrismo das universidades do Brasil. Há, por conta disso reitero, um desvio epistemológico inquietante no campo dos chamados “estudos do negro” no Brasil.

Não pretendemos historiar aqui todo o processo, que é antigo e recorrente e tem, raízes, obviamente coloniais, mas enfatizo aqui a importância do tema, no ensejo do aumento, ainda relativo, porém exponencial da população de mestrandos e doutorandos negros nos campi, principalmente da universidade pública brasileira. 4

Este desvio, em seu viés mais visível, nos induz a superestimar culturas africanas “superiores” (do ponto de vista eurocêntrico) sem mesmo disso nos apercebermos, um problema que vai se transformando numa armadilha assimilacionista sutil na qual 9 entre 10 mestrandos e doutorandos negros (sem falar nos brancos) caem, inapelavelmente (e aqui, para os que ainda não ligaram o nome à pessoa, pois, em tese não somos mais um país colonizado, vai uma nota elucidativa:

“Segundo o «Estatuto dos Indígenas Portugueses das Províncias da Guiné, Angola e Moçambique», aprovado por Decreto-lei de 20 de Maio de 1954, consignava as modalidades segundo as quais qualquer «indígena» das colónias portuguesas podia ser «elevado» à condição de «assimilado».

…Entretanto, nem todos os nativos que detinham essas condições poderiam ser elevados à categoria de assimilados. Esse facto demonstra que o governo colonial português não tinha a pretensão de «assimilar» toda a população colonizada à cultura portuguesa. Pelo contrário, a «assimilação» era uma eficaz barreira jurídica e cultural à ascensão social da maioria negra…” (grifos meus)

A princípio, esta indução – supostamente praticada pela “academia branca”5 – tornada canônica a partir do final da década de 1930, em linhas bem gerais começou nos propondo, de forma compulsória o estudo da cultura yoruba dos chamados “nagô” da Nigéria (as inusitadas razões de ser desse desvio em especial, o qual denominamos “reducionismo nagô” são uma longa história que merece o seu capítulo exclusivo, mas em outra ocasião) 6

Em sua fase emergente, avançando no que afirmamos acima, esta tendência no Brasil começou usando como eixo metodológico a, supostamente avançada ortodoxia religiosa do Candomblé, um mix algo superficial de elementos “nagô” (Nigéria) e “jêje” ou “Fon” (Daomé/Benin) requentados no Brasil, cujos fundamentos epistemológicos começam a ser questionados por estarem baseados apenas num confuso emaranhado de mitologias de origem duvidosa ou desconhecida, sem uma base historiológica segura – ou mesmo etnológica – que a fundamente.

Com efeito, bem recentemente alguns setores ligados à movimentos ou coletivos negros no âmbito da universidade ou mesmo fora dela, afastando-se dessa linha grosso modo conhecida como “nagoismo”, começaram a adotar uma linha paralela, diversa, baseada nos mesmos preceitos intelectualistas da adoção de “culturas negras superiores”, mas desta feita aderindo ao estudo, entre outras, da cultura mandinga/mandinka, circunscrita ao oeste africano (uma vasta região envolvendo o Mali, o Chade, Serra Leoa, Senegal, etc.)

Ora, a área africana conhecida como mandinga é um contexto cultural ou etnológico que, em relação ao Brasil é mais exótico ainda do que o hoje um tanto descaracterizado nagoísmo do Candomblé, já que se trata, neste caso, de tentar compreender referências árabes muçulmanas, sem nenhuma relação direta com a cultura negra do Brasil (que não sejam os exotismos dos “patuás 7 ou generalizações como a eventual presença de mandingas na Revolta dos Malês em Salvador, BA em 1835.

Aliás, falando em “Revolta dos Malês”, esta associação laudatória sugerida entre mandinga e muçulmanos, no campo das culturas africanas mais “avançadas” que estariam envolvidas na revolta, é mais um exagero escapista. Não há notícias importantes da participação em massa de gente da região mandinga na revolta. Segundo os relatos algo discutíveis de nossa historiografia oficial mais reducionista, os “Nagôs” seriam a maioria esmagadora entre os muçulmanos revoltados, ocupando o incrível lugar de “Super etnia negra”, “Africano Superior” em todos os aspectos, tanto como praticantes do Candomblé, quanto do Islamismo (ambas religiões de ortodoxia “superior”, segundo essas correntes puristas), numa mal explicada e improvável incongruência. 8

Imagino que um dos aspectos centrais, nas ideias adotadas por essas correntes, esteja assentado numa recorrência aos chamados “Panafricanismo” e “Afrocentrismo9 clássicos, correntes acadêmicas em voga na África ocidental, gestadas por ideias nacionalistas do século 19, muito potentes ainda dos anos 1960 aos anos 1990 (e de certo modo restritas ao âmbito do continente), inflamadas por projetos e teses da autoria de intelectuais autóctones (notadamente nascidos na jurisdição das ex colônias inglesas e francesas, formados na metrópole) que propunha uma África unida numa comunidade social e economicamente coesa 10.

Segundo Elikia M ́Bokolo e Leila Hernandez, o “pai” do nacionalismo da África ocidental chama-se Blyden, que viveu entre os anos de 1832 a 1912. Blyden, liberiano de nascimento, viveu parte de sua vida em Monróvia, capital da Libéria, e em Freetown, capital de Serra leoa.

Appiah, na obra “Na casa de meu pai”, mostra que a partir do pan- africanismo, sobretudo Blyden, uma África vai sendo gestada enquanto contraponto as idéias de inferioridade racial e o colonialismo.

Mas esta África não é diversa, repleta de povos que falam muitas línguas. É, sobretudo, a África, país dos negros, e que de preferência tome o inglês como língua…”

2014do Marciano França citando Leila Leite Hernandes, 2005, Elikia M”Bokolo , 2014 e Kwame Anthony Appiah, 1997).

Este interessante Panafricanismo ao qual estas correntes se referem, pode ser visto hoje como uma idealização intelectual, política e diplomática  que nem mesmo teria produzido efeitos concretos, além de uma rica bibliografia africanista, de feição nacionalista, tendo sido, contudo, instigação fundamental das guerras de libertação dos anos 1960/70.

Se tenta hoje, portanto, ressuscitar, reciclar, conceitos datados, pois, duraram, juntos (Panafricanismo/Afrocentrismo), do Pós abolição até os anos 1990, mais ou menos e na prática, foram estritamente continentalistas, relacionados que foram, desde a origem, exclusivamente à África de certo contexto histórico, e não, diretamente à sua Diáspora atual, contexto novo que carece ainda de muito estudo, dada a complexidade de suas consequências sociológicas, suas especificidades etnológicas, políticas, ideológicas, historiológicas, enfim, que o caráter escapista das epistemologias em voga no Brasil parece querer toldar ou omitir.

O fato dessas ideias pan-africanistas e afrocentristas terem sido formuladas naquela época por acadêmicos, em sua maioria africanos, o verniz intelectualista representado por doutores negros (coisa rara no ambiente acadêmico da Europa e daqui), dissertando e sistematizando conhecimentos ancestrais de uma África vista como filosoficamente avançada, creio que se tornou um forte estímulo, quase irresistível para a adoção entusiasmada dessas ideias por parte dessa jovem militância intelectual negra do Brasil.

Esta orgulhosa militância, em grande medida oriunda de comunidades muito pobres, ingressa por meio das cotas na universidade, e chega nela impregnada de muita sede de auto estima individual e de afirmação social e intelectual.

(Mas não é este, exatamente o sentido mais sutil e ardiloso da armadilha assimilacionista?)

Voltando atrás, no entanto, à origem da questão, esta corrente acadêmica afrocentrista original acreditava na existência da possibilidade efetiva de uma unidade continental se dar numa África pacificamente descolonizada, gerando uma integridade cultural africana que, embora vista como utópica hoje em dia, se manteve muito ativa até ser revista e por fim, interrompida, pelo recrudescimento da opção da maioria das colônias de África pelas guerras de libertação (lideradas quase sempre por artistas, intelectuais orgânicos, de tendência marxista) e a entrada do continente, definitivamente (e de modo subalterno) no campo minado da Guerra Fria, da dicotomia entre Capitalismo e Socialismo.

Em seu termo, com esta nova ordem mundial se instalando, avassaladoramente em meados dos anos 1970, o Afrocentrismo e o Panafricanismo originais acabaram se tornando, gradualmente espécies de românticas e saudosas utopias teoricistas.

O fato é que no momento atual, no ensejo de uma tentativa de ressuscitar o velho sonho Afrocentrista/Panafricanista, esta jovem militância brasileira, anda inserindo a Diáspora no contexto dessas teorias recicladas, ao nosso ver de forma mecanicista, sem nenhum cuidado conceitual que lhes dê substância e pertinência.  

Pode ser daí, desse âmbito geral que andam surgindo, aqui e ali no país, grupos de dança e música (de percussão, basicamente) inspiradas, por exemplo, na cultura mandinga/mandinka, se espraiando em consequência, para núcleos e departamentos universitários ligados aos “estudos negros”, embora em condições nulas de influir ou mesmo se amalgamar à cultura negra e diaspórica já estabelecida no país, vivíssima, embora solenemente esnobada por estas correntes negro elitistas.  

(No fundo ele, este neo afrocentrismo ingênuo, infelizmente, talvez possa ser descrito como uma mera antítese do velho eurocentrismo pós colonial, que se descobriu e desmoralizou-se como anacrônico a partir dos anos 1970.)

Por todo o exposto, chamo enfim, de “epistemologia escapista”, a proposta dessas correntes hegemônicas no ambiente acadêmico, adeptas da utopia de uma cultura negro africana “pura”, “superior”, que na verdade não sabemos ainda, exatamente de onde surgiu nem se é, realmente induzida pelo o eurocentrismo residual da academia ou pelo fascínio por ela exercido nos próprios acadêmicos negros precursores (e este é o cerne deste nosso debate).

O certo é que, esta “epistemologia escapista” afasta os  universitários negros do Brasil de seu foco diaspórico (e, portanto político) mais urgente (o trato de suas origens e referências africanas reais), que estão nas sempre subestimadas culturas africanas da África Central (Angola e Moçambique, basicamente), bem longe das Áfricas ocidental e do norte, onde floresceram culturas em grande medida exóticas para nós, muito mais influentes na América do norte e parte do Caribe, na Diáspora dos “outros quinhentos”.

Nunca nos esqueçamos de que a África é um continente imenso, formado por culturas tão diversas quanto são as culturas de todos os outros continentes e não cabem no estudo dela – nem no dos outros – generalizações tão simplistas e recorrentes, típicas das mal disfarçadas intenções pós colonialistas que já nasceram ultrapassadas, mas insistem em não morrer.

Nossa humanidade negra, africana, americana, forçada a ser transcontinental, separada que foi por oceanos, sempre foi e viverá sua unidiversidade, como qualquer outra humanidade.

Spirito Santo

Março 2019

NOTAS:

1(Post facebook.25 de Março de 2018)

2-Do mesmo modo autorreconhecidos, orçando atualmente a cifra de cerca de 54 % da população do país

3- “A religião afro-brasileira vista como “tradicional” passa a ser fonte de prestígio nessa competição, e “remete, através de uma outra linguagem, à legitimação dos “puros” e desclassificação dos “misturados” (Beatriz Goes Dantas 1988)

4-“Somente 12,8% dos negros (pretos e pardos), entre os 18 e 24 anos, são estudantes em instituições de ensino superior brasileiras, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2015. Este índice é um dos temas da campanha sobre a Consciência Negra, que estará nos banners do campus Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A campanha lembra o Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro. Considerando a totalidade da população brasileira, são apenas 34% de negros nas universidades”.Fonte: Revista da UFJF, 2016. 

5-É preciso discutir mais seriamente até que ponto este processo indutivo parte apenas da instituião acadêmica (seguramente uma entidade de maioria branca) como um componente ativo de seu racismo estrutural ou se outros agentes, negros inclusive, participam desta tendência, em seu caso, sutilmente assimilacionista.

6O período final da década de 1930 é  muito marcado, no mundo inteiro por ideias eugenistas que produzem no caso do Brasil, por parte da elite intelectual (ligadas ao Estado inclusive) um tratamento da questão dos “estudos do negro” voltada para o projeto de uma “pureza africana” de cunho nacionalista, quase fascista, tão radical quanto improvável. Importante frisar que a teoria assimilacionista e mesmo o Lusotropicalismo de Gilberto Freyre só emergem em meados da década seguinte, como saída alternativa à derrota do Eugenismo clássico, aberto, que foi a base ideológica mais aparente do nazismo.  

7-Do francês “Patois”, o mesmo que “amuleto”, “algo desagradável, com sentido maligno”, “feitiço”.

8-Na verdade, a “Revolta dos Malês” (“dos “Imale” ou “dos muçulmanos”) teria sido um levante religioso (no âmbito de uma Jihad mundial ditada do Sudão) sem nenhuma predominância étnica determinada. Os “Nagôs” teriam sido, portanto uma maioria ocasional, supostamente ditada pelo maior número de escravos desta etnia no cômputo da  população de Salvador em 1835, voltados para a crença muçulmana. A teoria dessa “maioria nagô” entre os muçulmanos de Salvador, contudo (de João José Reis, entre outros), é um tanto discutível)

9– Os adeptos mais fervorosos dessas ideias, numa tentativa ingênua de dar foros de novidade a este neo afrocentrismo, apelam para a semântica grafando “afrocentricidade”, um recurso tornado comum nos movimentos sociais no Brasil, que resolveram criminalizar o sufixo “ismo” como algo que desqualifica a pertinência de suas propostas.

10– O pan-africanismo tem como uma de suas principais questões a idéia de que a África deveria ser transformada nos Estados Unidos da África, preferencialmente usando a língua inglesa e professando o cristianismo. Os teóricos do pan-africanismo inventaram a África una, homogênea e indistinta, que ainda hoje está presente nos textos de vários autores africanistas, que tratam o continente no singular, esquecendo de suas diversidades e realidades distintas (Ivaldo Marciano França citando Leila Leite Hernandes, 2005 e Kwame Anthony Appiah, 1997).

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