DO SAMBA AO FUNK DO JORJÃO Livro do pesquisador SPIRITO SANTO tem segunda edição


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DO SAMBA AO FUNK DO JORJÃO

Livro do pesquisador SPIRITO SANTO tem segunda edição revista e aumentada!

Resenha não

Engana-se o leitor que acreditar que DO SAMBA AO FUNK DO JORJÃO — Ritmos, mitos e ledos enganos no enredo de um Samba chamado Brasil é um livro somente sobre música. É muito mais. O Spirito é outro. Descemos (ou subimos) as ladeiras da história/histórias dos Brasis, seu interior, cidades, encontros e desencontros de sons, silêncios, vozes roucas, compassos e gingas.

Spirito Santo é um dos mais criativos pesquisadores da cultura brasileira, aquela da diáspora e suas dimensões crioulas. Não ficou em laboratórios e nunca preocupado com explicações fáceis – e seus essencialismos — e de enredos românticos. Seu andamento foi pesquisa-experimentação-erudição. Conferiu bibliografia clássica, aquela acadêmica, a literatura e os registros da memória. Foi ouvir os velhos e os jovens. Uma acuidade atenta às várias perspectivas teóricas e metodológicas.

Suas jornadas já tem longa data, iniciada nos anos 70. Aqui ou acolá emergiam vozes, sons e ritmos. Experimentava muitos. Inventava outros tantos. Não fabricava só instrumentos. Mas fundamentalmente sentidos-sons. Procurava autorias, transformações, permanências e personagens.

Spirito Santo fez escola com uma metodologia própria de pensar/criar/executar ritmos alinhando percursos diaspóricos e suas entranças atlânticas. Sua persistência lhe garantiu um acervo extraordinário com entrevistas, discos, partituras e gravações desde os anos 70 com músicos, artistas, instrumentistas e personagens da musicalidade negra.

O Vissungo – conjunto criado por ele – produziu uma original trilha sonora para uma geração negra que aliou protesto, mobilização política e vontade de conhecer incontáveis afro-brasis, pertos ou distantes. O silêncio sobre este som soa estrondoso para a história do tempo-presente da diáspora, com a centralidade no Rio de Janeiro.

Spirito foi também solo e acompanhamento da sua trajetória. É reconhecido por muitos como um dos mais destacados intelectuais da sua geração. Parte da qual esquecida, posto não submissa. Não esperou aplausos e pedidos de bis, mas foi à luta. Considerado estudioso brilhante que juntou pesquisa, erudição, inquietude e criatividade nos oferece uma viagem sonora única para entender o Brasil. O de ontem e o de hoje.

É possível localizar nela – entre outras coisas – outras faces e fases do atlântico negro e das identidades culturais na melhor tradição analítica de Stuart Hall a Paul Gilroy. Desfilam partituras, cosmogramas, caxambus, jongos e congadas.

Reencontramos heróis anônimos da sua própria história. Somfos conduzidos tanto a passeios pelas Minas Gerais e seus ritmos como convidados a invadir morros e seus ruídos. Caramba, aumenta o volume!

Flávio Gomes
historiador UFRJ

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Vida Pregressa


Foto Marina Alves

Foto Marina Alves

Spirito Santo

(Antônio José do Espírito Santo) Músico e pesquisador e escritor, 67 anos, estudou teoria musical em curso dirigido pelo Maestro Guerra Peixe. Projetista de Arquitetura formado pelo Senai, Escritor , Artesão e Arte educador.

Criou no Rio de Janeiro em 1975 o grupo de pesquisa etnomusical Vissungo, realizando ampla pesquisa de campo, coletando e elaborando material da música negra tradicional, do interior dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, e São Paulo e especializando-se em música afro-brasileira e artesanato musical.

Compositor, realizou com o Vissungo a trilha sonora dos filmes Chico Rey, de Walter Lima Júnior e a música de cena em Natal da Portela, de Paulo Cesar Sarraceni, entre outros. Gravou discos com Milton Nascimento, Wagner Tiso, Tetê Espíndola e Clementina de Jesus.

Trabalhou como músico e professor em Viena, Áustria, entre 1989 e 1993, aprofundando estudos sobre música africana e participando de espetáculos, shows e concertos em diversos países da Europa, entre os quais uma série de shows no norte da Itália (Modena, Corregio, Bologna, etc.), para o Festival Internacional de Cultura do Jornal L’Unitá (1990) e um show beneficiente para a Unicef no UNO Center (Viena), sob a promoção do African Society, entidade representativa dos funcionários africanos da ONU na Europa

De volta a Brasil, integrou a equipe de coordenadores de Animação Cultural da Secretaria Especial de Educação, idealizada e dirigida pelos professores Darcy Ribeiro e Cecília Conde, de 1993 e 1995, coordenado a dinamização cultural dos Cieps de 13 municípios do Sul do Estado do Rio de Janeiro (Vale do Paraíba do Sul)

Prestou assessoria cultural em programa de reflorestamento de encostas em áreas de risco (favelas) para o Instituto Estadual de Floresta (IEF) em 1994. Leciona na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) desde 1995  onde criou e coordena o projeto de extensão universitária Musikfabrik, havendo exercido a direção musical de projetos artístico-culturais da universidade entre os quais espetáculos do Núcleo de investigação Teatral da UERJ, e o Animagem , projeto de cinema de animação do Centro de Tecnologia Educacional da universidade, (veja o filme ‘ A Lenda do Dia e da Noite’ do qual é também o autor da trilha sonora).

Leciona desde 2012 no Espaço Cultural Escola Sesc  no Rio de Janeiro, instalando ali mais um curso Musikfabrik. Orientador de cursos especiais e work shops junto ao programa Degase e a Universidade do Norte Fluminense (UENF), entre outros. Coordenou em 2003, junto a Ação Comunitária do Brasil (ACB/RJ) no complexo de favelas da Maré (Vila do João) o Projeto Diamante Negro voltado para a inclusão social de emigrados e refugiados angolanos no Brasil, através da inserção de sua cultura (música, dança e teatro) no âmbito da cultura brasileira em geral.

Sempre atuando como coordenador e principal orientador de cursos de formação de músico-artesãos, atuou para o antigo programa do governo federal Comunidade Solidária- 1998,1999, 2001) e recentemente para o Sesc/RJ e o projeto TIM música nas escolas. Realizou também junto a ONG Kinderland Brasilien de Colônia, Alemanha, o projeto de feitura, por parte e jovens brasileiros (da comunidade Cidade Alta), de instrumentos musicais adaptados ás necessidades motoras de crianças alemães portadoras de necessidades especiais.

Realizou até recentemente (dezembro de 2008 ) com seu Musikfabrik  trabalhos de iniciação musical para crianças das favelas do chamado ‘Complexo do Lins’ junto á Obra Social da Prefeitura do Rio de Janeiro (SMA), para o Ministério da Educação do governo brasileiro (projeto ‘Escola de Fábrica‘) e Ministério do Trabalho e Emprego (Programa Nacional do Primeiro Emprego), integrados por adolescentes das comunidades do Morro da Mangueira e da Cidade de Deus, no qual pratica ações voltadas para a promoção de cooperativas integradas – e geridas – por estes jovens e demais ações voltadas para a sua inserção no mundo do trabalho.

Diretor artístico (teatralização de manifestações de cultura tradicional) em Julho de 2009 do Cortejo das Tradiçõesgrande festa popular com a participação de diversos grupos culturais do Vale do Paraíba do Sul, RJ (Jongos, Folias de Reis, Calangos, etc.), espetáculo de encerramento do Festival do Vale do Café grande evento de turismo cultural que ocorre na cidade de Vassouras. Um dos ganhadores do Prêmio ‘Interações Estéticas’  Funarte 2010, fez residencia artística no ponto de Cultura do MinC ‘Reciclagem, Misancén e Músic’ em Realengo, zona Oeste do Rio, implantando a metodologia Musikfabrik no local. Realiza ainda em 2010, por iniciativa do departamento Cultural da Uerj a exposição de instrumentos musicais de seu trabalho como artista visitante da Universidade e de projeto Musikfabrik que comemora 15 anos de atividade.

É autor do ensaio etnomusicológico ‘Do  Samba ao Funk do Jorjão – com prefácio de Nei Lopes – que aborda reflexões gerais acerca das origens e dos significados do Samba, à luz de algumas das características mais evidentes de sua evolução através do Tempo e do Espaço. Escreve artigos, resenhas, crônicas e contos, notadamente, para os sites Overmundo (Brasil), Portal Literal e Mwangolé (angola)

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