Fajutos Robin Hoods. Será que os mesmos cães que ladram são os que integram a caravana?


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Teoria da Confirmação…quer dizer…da Conspiração #01:

Eu, mais ou menos por aí, afirmando num post, na época da eleição da Dilma e levando pedradadas e cusparadas de petistas roxos:

“A Casa Civil da presidencia da República nos governos do PT é o cérebro da máquina de roubar que o partido no governo, portador do pecado original do stalinismo de resultados, mantém como…’Esquema de finanças’.

(O Post – acho que uma série de dois posts – se chamava Brasil da Máquina doida desembesta em 2011).

Ora, qualquer velho militante de esquerda sabe como funciona um ‘esquema de finanças’ de partido clandestino. É aquela teoria do ‘Robin Hood‘ na qual alguns quadros selecionados, do heróico e revolucionário partido (ou grupo, ou bando) rouba dos ricos ‘para dar aos pobres’. No tempo da ditadura o caso mais emblemático foi o do funcionário do Branco do Brasil Jorge Medeiros Valle que usando de artifícios contábeis, desviou cerca de dois milhões de dólares para a guerrilha que enfrentava o ditadura militar brasileira.

“Jorge Medeiros Valle ficou conhecido na imprensa, entre os guerrilheiros e nos órgãos de repressão, como “o bom burguês”

Consta que o funcionário, não ficava com nem um centavo para si, mas a gente sabe muito bem como é o Brasil, as coisas aqui mudam rápido e da água para o vinho.

Como se viu agora neste nosso constrangedor presente, só escapou de escândalo dos abatidos na Casa Civil em pleno vôo a – com todo respeito – Dona Dilma, mas só os tolinhos do pau oco é que se esqueceram da assessora dela Erenice Guerra que, feita titular depois da atual presidente, logo se mostrou mais suja do que pau de galinheiro, antes mesmo de esquentar a cadeira, ou seja, já devia estar operando, como testa e ferro de alguém há muito tempo.

Não se esqueçam também que Zé Dirceu (também um bem sucedido…consultor corporativo) era o candidato virtual do PT à presidencia do Brasil, como também foi cogitado o nome do Palocci até que por fim se escolheu Dona Dilma, todos membros da confraria da Casa Civil.

Se querem mesmo saber, sigam os escândalos cíclicos inclusive em sua natureza de malha milionária de fornecedores (identificáveis) de uma grana preta que ninguém nunca sabe quem deu, quanto deu e porque deu.

A única ponta que aparece é o enriquecimento dos titulares da pasta ou de seus familiares que alegam sempre terem feito jus a vultosas comissões por desempenho em misteriosas consultorias, com mais vultosas ainda “cláusulas de sucesso” ( a bolada aumenta se o lobby for bem sucedido). Uma cachoeira de dinheiro, uma bufunfa das arábias. No caso de Palocci a maior parte da grana preta foi paga a empresa dele com o sujeito já titular da Casa Civil. Como assim? E ninguém via, ninguém viu?

É… não se fazem mais ‘Robin Hoods’ como antigamente. Os bandidos nem se escondem mais na floresta de Sherwood. Estão tranquilos, sentados nas salas e ante salas e do castelo do sheriff.

Avisar a gente avisa, né? 

Spírito Santo

Maio 2011

Musikfabrik Brasil, o filme! (Parte 02)



(Parte 02)

Um filme de Alexandre Gabeira

(Antes veja também a PARTE 01 aqui)

‘Cuide dos sentidos que os sons cuidarão de si mesmos’

Sob o curioso nome de Musikfabrik (ou ‘Fábrica Livre de Construção Musical e Outros Estranhos Produtos do Som’) o músico e arte educador Spírito Santo idealizou em 1995 na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) uma oficina de arte que acabou virando um curso, que por conta do grande sucesso obtido, se transformou por fim numa espécie de projeto de extensão, de inovadoras e especiais características, que já dura 15 anos.

Aprendendo e ensinando, especializando-se na pesquisa e no exercício da linguagem musical aplicada como ferramenta pedagógica adaptada às mais variadas finalidades e circunstancias o Musikfabrik a partir de então vem capacitando músicos, artesãos, musicoterapeutas, atores de teatro e circenses, arte educadores, educadores sociais, professores e diversos outros tipos de profissionais interessados na busca de novas maneiras de se inserir a música na educação, no trabalho, na inclusão de crianças e jovens, na vida social e cotidiana enfim.

O método aplicado é a parte mais inusitada da pedagogia do Musikfabrik: Aprende-se a partir do contato físico com a música, ou seja, todos os conteúdos (física elementar – acústica, mecânica etc.- além de história, etnologia, organologia, etc.) são repassados durante o processo de criação e/ou recriação artesanal de instrumentos de música das mais variadas origens (alguns até mesmo inventados pelos alunos).

A partir de 1999 o projeto decidiu formar com alunos um grupo musical representativo de seu trabalho, mas que tivesse um perfil realmente artístico e não exatamente apenas ‘institucional’ como as bandas de projetos sociais mais convencionais.

A função de arregimentar músicos entre alunos e convidados ficou então à cargo do aluno assistente Umberto Alves que, junto com Spirito Santo – e o restante dos músicos – formatou o impactante som da banda Musikfabrik desta ocasião.

Alexandre Gabeira formando do curso em Comunicação Social na Uerj em 2001, escolheu o Musikfabrik e as suas especiais características acima descritas, como tema para o seu trabalho de fim de fim de curso.

É este interessante documentário que temos o orgulho de disponibilizar aqui em 2 partes.

(Veja também a PARTE 01 aqui)
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‘Cuide dos sentidos que os sons cuidarão de si mesmos’